A diferença entre placebos e a oração

"O amor verdadeiro não é uma reação química, mas uma influência divina."


Eric Nelson

17/05/2017 - 11:04

“A diferença entre placebos e a oração”, disse o Dr. Harold Koenig durante um seminário no Centro de Espiritualidade, Teologia e Saúde da Universidade Duke, “é que, no caso dos placebos, nós sabemos que não existe nenhum ingrediente ativo, ao passo que, no que se refere à oração, nós sabemos que existe”.

Uma afirmação convincente, com certeza, sobretudo considerando tantas pessoas que hoje em dia logo equiparam os dois conceitos, especialmente nas situações em que alguém está orando para melhorar a saúde. Eles dizem que a oração, da mesma forma que o placebo, é simplesmente um meio de iludir o cérebro para que este acredite no que quer acreditar e, dessa forma, gere a substância química que julgue ser necessária para trazer alívio ao corpo.

Isso não quer dizer que aqueles que oram para uma cura física não estejam tendo resultados consistentes. Isso está acontecendo, com frequência, e há muitas pesquisas, inclusive do Dr. Koenig, que dão respaldo a esses resultados. O ponto de impasse está na maneira como esses resultados são interpretados.

Uma dessas interpretações encontra-se no livro publicado recentemente intitulado “Suggestible You: The Curious Science of Your Brain’s Ability to Deceive, Transform, and Heal” [Você é sugestionável: A curiosa ciência da capacidade que seu cérebro tem de enganar, transformar e curar]. Embora o autor reconheça prontamente o poder da oração, o livro não apresenta nenhuma investigação sólida sobre as formas e os meios para que a oração seja bem-sucedida. Além disso, o autor compara minha prática específica da oração como Cientista Cristão com a acupuntura, com a hipnose e com a prática de curandeiros, sendo que o propósito e a prática de cada um eles difere muito do Cristianismo.

Certamente, pode-se argumentar que tudo o que o autor fez foi apresentar um conceito científico por meio do qual determinados fenômenos, inclusive a oração, podem ser mais bem compreendidos. Porém, esse conceito pressupõe que as explicações fundamentadas na matéria sejam suficientes para descrever experiências claramente espirituais.

Em vez de expandir nossa compreensão desses eventos que transformam vidas, essa abordagem acaba por restringi-la. O efeito seria o de privar o mundo daquilo que muitos passaram a reconhecer como o único “princípio mais ativo” da oração, ou seja, um amor mais puro e constante por Deus e por Sua criação. “Mestre, qual é o grande mandamento na lei?”, perguntou certa vez um advogado a Jesus, que respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Entendo a teoria de que, quando sentimos afeição por alguém, seja ela platônica, romântica ou de outro tipo, determinadas substâncias químicas no cérebro são acionadas, e conseguimos observar essa reação usando máquinas sofisticadas. Também entendo que, descrever o amor nesses termos, de maneira alguma diminui esse senso único de maravilha e deleite que frequentemente acompanha essa emoção. Mesmo assim, tenho certeza absoluta de que essa não é a maneira como muitas pessoas definiriam o amor, nem é algo que elas achem necessário para validar seus efeitos práticos e curativos.

Para mim, o amor verdadeiro não é uma reação química, mas uma influência divina. Não tem muito a ver com o que pensamos ou mesmo com o que fazemos, mas com o que Deus, que é definido pela teóloga cristã Mary Baker Eddy como o princípio universal que governa todos, está sempre nos incentivando a reconhecer e a ser. “Nós amamos”, declarou o apóstolo João, “porque ele [Deus] nos amou primeiro”.

O amor é aquilo que refletimos naturalmente da natureza divina; aquilo que fomos criados para expressar. O amor não é um placebo. Essa noção fica ainda mais ilógica quando considerada no contexto da descrição de João acerca de Deus ou Espírito, o oposto da matéria, como o próprio amor. Embora o amor seja encarado como uma experiência altamente subjetiva, na qual ele é expresso individualmente, ele também é indubitavelmente objetivo, considerando que seus efeitos são mensuráveis e observáveis.

O Amor, ou Deus, como o “princípio ativo” da cura não é algo para ser analisado; é algo para ser reconhecido, sentido e vivido no melhor de nossa capacidade. Embora haja aqueles que consideram que essa é uma abordagem pouco científica, ou pior, anticientífica do assunto, eu a considero exatamente o oposto. “Jesus de Nazaré foi o homem mais científico que já andou neste mundo”, afirma Eddy. “Ele penetrava por baixo da superfície material das coisas e encontrava a causa espiritual.”

Supondo que essa afirmação seja verdadeira, isso significa que todos nós certamente descobriremos que o amor não é meramente um “princípio ativo”, mas a verdadeira substância de nosso ser e a fonte suprema da cura.

* Eric Nelson escreve sobre a conexão entre a consciência e a saúde, a partir de sua perspectiva como praticista da Ciência Cristã.

Este artigo foi publicado no Communities Digital News, @CommDigiNews. 





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