Bem Viver
26/01/2012 - 08:50
Sexo: quantidade x qualidade
A definição do que é um “bom sexo”, ou seja, a satisfação sexual e a relação entre quantidade e qualidade têm proporções variadas para homens de diferentes idades.
De acordo com Eduardo Bertero, urologista do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - HSPE e especialista em medicina sexual pela Universidade de Boston, para a maioria dos jovens, entre 18 e 25 anos, o importante é ter o maior número possível de relações. A quantidade é o que prevalece. 

Para os mais maduros, entre 41 e 50 anos, existe a preocupação com o desempenho no geral e com a satisfação da parceira. Para este público, tanto a qualidade como a quantidade têm importância equiparadas.  Já na terceira idade, a partir dos 61 anos, o primordial é a qualidade.

Os jovens, em geral, têm certa insegurança em virtude da pouca experiência de vida e consequentemente sexual. Eles temem a maneira como o seu desempenho será percebido pela parceira. Bertero esclarece que nestes casos podem até surgir transtornos como a dismorfofobia (síndrome da distorção da imagem), ou seja, os homens enxergam as proporções de seu órgão genital diferente do que ele realmente é. Outra questão que pode ser favorecida pela ansiedade ou insegurança vivida pelos homens no início da vida sexual é a ejaculação precoce.

“Costumo dizer aos meus pacientes que o sexo não é ensinado como uma ciência exata. Cada pessoa é única e como tal tem suas preferências individuais durante um relacionamento íntimo. Cabe ao casal descobrir estas variações e deixar que o tempo se encarregue de trazer a experiência necessária, que tornará a relação cada vez mais satisfatória”, comenta Bertero.

Já para os homens maduros, o bom sexo é aquele que lhe satisfaça, mas que também proporcione prazer à sua parceira. Eles normalmente querem manter sua atividade como está e ficam preocupados com a possibilidade de acontecer alguma alteração de libido ou da qualidade de ereção.  “É comum escutar dos pacientes nesta idade questionamentos sobre como prevenir problemas como a disfunção erétil, que é a dificuldade em obter ou manter a ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório”, relata o urologista.

E para os homens idosos, a partir dos 61 anos, também há boa vida sexual. Mesmo com alguma piora na ereção inerente à idade, o avanço da medicina permite que eles continuem ativos sexualmente por muitos mais anos e com qualidade.

A idade pode até ter alguma influência no equilíbrio da equação idade x qualidade x quantidade em relação à atividade sexual masculina. Mas esta realidade mudou muito nos últimos anos, pois existem terapias que auxiliam tanto na qualidade da ereção como no tratamento para recuperá-la. No passado, o tratamento implicava em proporcionar uma ereção suficiente para a penetração. Hoje, após o advento do Viagra, a meta é atingir a rigidez ideal do pênis.

Fonte: CDN Comunicação Corporativa


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