As críticas da verde também foram pesadas contra a administração de Fernando Henrique Cardoso.
“Nós temos graves problemas na Previdência e temos que enfrentar enquanto a população é jovem. Se não enfrentarmos agora, pagaremos um preço muito alto. Vejo que, em época eleitoral, vão criando soluções mágicas, que não estão vinculadas com a realidade, indo para o promessômetro. A reforma da Previdência está no vácuo em todos os governos. Nem no governo do PSDB nem no atual governo” disse Marina.
A questão habitacional também foi usada por Serra e Marina para atacarem o atual governo. “O déficit de habitação é altíssimo. O governo apresentou um plano de um milhão de moradias, até agora, e, apesar dos anúncios contrários, entregou 15% disso”, afirmou Serra. O déficit habitacional é muito grave, e não é de agora. “Nos últimos 16 anos, eu insisto, o investimento para a habitação das famílias mais pobres ficou muito a desejar”, completou Marina.
A questão tributária também não foi esquecida. Serra atacou Dilma diretamente ao dizer que o no governo dela os impostos cresceram. O candidato do PSDB citou o caso da água que, segundo ele, teve a sua carga tributária reajustada em 20%.
Marina atacou também a gestão do Governo Federal no que diz respeito às tragédias da chuva. “Que possamos ativar fundo nacional de Defesa Civil, fazer mapa de risco, treinar a população, e evitar repetir o que aconteceu no governo federal, quando o ministro da Integração passou os recursos para os municípios da sua base (na Bahia)” disse ela. Serra também defendeu a criação de uma Defesa Civil Nacional.
Ao longo de todo o debate, a candidata do PT evitou um confronto contra seus adversários ao deixar de responder as acusações que foram feitas contra o governo petista. Dilma limitou-se a citar dados do governo Lula. A petista disse ainda que não fez perguntas para Serra por falta de oportunidade.
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