A nova Barbie e a questão de representatividade

28 de janeiro de 2016 foi um dia para entrar na história.


Autor: Rafaella Iwakura

11/02/2016 - 09:00

Neste dia, e depois de 56 anos, a Mattel anunciou que a sua icônica boneca Barbie terá mudanças significativas. Agora, a boneca apresentará 4 tipos de corpo, 6 tons de pele e diferentes tipos de cabelos e olhos.

Um novo momento na história da empresa está sendo impulsionado, onde as meninas estão encorajadas a se sentirem parte de uma real beleza e de um padrão estético sem padrões.

As respostas dos consumidores na página oficial da Barbie no Facebook não poderiam ser mais positivas:

“Agora sim terei vontade de comprar uma Barbie para a minha irmã mais nova. Amei a iniciativa! Para os que gostam dos modelos ‘antigos’, não precisam se preocupar. Elas não fugirão do mercado. Só temos mais opções e cada um escolhe a que quer”

“Obrigada por ouvir os consumidores! Obrigada por ajudar a ensinar as meninas e meninos que, desde cedo, temos diferenças que nos fazem ser únicos e lindos. Todo o amor pra essa campanha! #atéqueemfim!”

Com isso, a Mattel melhora sua relação com o consumidor e mostra algo às empresas de brinquedos e produtos para crianças: não se pode ignorar o novo contexto social em que vivemos. Discussões sobre representatividade, gênero e feminismo não podem (e nem devem) ser ignoradas.

O consumidor quer ser ouvido, e agora, não no próximo século. Quer se sentir representado nos produtos e consumir dentro de uma lógica menos sexista.

A conectividade traz um mundo sem fronteiras, com mais informação. A informação gera autonomia e permite que o poder de escolha esteja potencializado ao infinito. Inúmeras são as demonstrações da força e do poder de escolha dos consumidores.

É o caso do menino Matias, que teve sua foto ao lado de um boneco de Star Wars viralizada simplesmente porque falou “Eu gosto dele porque é preto igual a mim”. Sincero e direto. E as redes sociais abraçaram Matias, com milhares de likes que mostraram que o menino não está sozinho.

Sábias as empresas que escutam seus consumidores. Quando vejo uma campanha ruim, que não se comunica positivamente com o cliente, ser “detonada” na internet, fico pensando que quem a idealizou certamente está alienado a todas as questões que levantei nesse texto.

Mas como pode? Em que mundo está vivendo? Será que ignora propositalmente todos os sinais? Tento entender o porquê da demora das empresas em mudar o rumo das comunicações, das interações e das ações com o consumidor.

Espero que compreendam esse novo momento e estejam preparadas para ele. Que estejam abertas para a mudança e que se deixem conduzir sabendo mais ouvir do que falar, porque o consumidor não está pra brincadeira não. Representatividade importa sim!

* Rafaella Iwakura é mãe, jornalista e editora do projeto Eduque Com Carinho.




Chefia x Liderança

Talvez você não consiga ser líder por um simples motivo: não sabe lidar com seus próprios sentimentos e emoções.


O outro nunca sozinho

Hoje pela manhã li a seguinte frase “muitos aprendem a beijar a pele, mas poucos são os que sabem beijar a alma”.


Se eu fosse você!

É chegada a hora de provocarmos vômito...


Atividade física: menos técnica e mais entendimento humano

É preciso mudar a forma como se pensa e, principalmente, como se transmite a atividade física.


Inovar em tempos de crise: risco ou oportunidade?

A crise brasileira é o assunto mais recorrente nas rodas de conversa ultimamente.


Segurança em condomínio: moradores devem fazer a sua parte

Tão importante quanto a portaria, condôminos devem respeitar e seguir as regras.


O Brasil precisa de instituições sólidas e não de heróis

O Brasil necessita de instituições sólidas, sérias e comprometidas com seu mister e com o Estado Democrático de Direito.


Solte o freio de mão da sua autoestima

Ter baixa autoestima é como dirigir pela vida com o freio de mão puxado, isto é, em estado de insegurança.


Saúde sem horizonte

O que se vê são propostas vagas, sem a previsão de aumentos de recursos para a saúde.


6 dicas para aumentar a produtividade profissional

Um primeiro ponto e talvez o mais importante é entender que produzir mais não é trabalhar mais, ao contrário.