Grupo WhatsApp

Benefícios da sustentabilidade para pequenas empresas

Benefícios da sustentabilidade para pequenas empresas

11/10/2016 Reinaldo Dias

A agenda de negócios está mudando e deverá sofrer ainda mais profundas alterações no futuro próximo.

A mudança climática e outras políticas ambientais marcarão as pautas das empresas nos próximos anos e, portanto, é o momento para que os empresários assumam estes desafios que as tornarão não somente sustentáveis, mas também competitivas.

Os consumidores conscientes estão em contínuo crescimento, e estes compreendem que as pequenas ações conduzem a grandes transformações, nesse sentido sensibiliza-­se com exemplos de pessoas e organizações que se pautam por engajamento em questões de responsabilidade socioambiental.

No entanto, desconfia da lavagem verde ou social (da propaganda de empresas que se dizem socioambientais, mas que pouco fazem por isto). Assim, é cada vez maior a tendência de aumento da demanda por sustentabilidade e responsabilidade social na sociedade.

Nesse contexto, as MPEs para sobreviverem devem ter e manter credibilidade e isto se alcança envolvendo-­se em todas as dimensões da sustentabilidade, vinculando estreitamente o social, o ambiental e o econômico que são os três pilares do desenvolvimento sustentável.

Há, pelo menos, três aspectos essenciais que implicam na necessidade de maior envolvimento das MPE com práticas sustentáveis. Em primeiro lugar, a pressão da sociedade tende a se tornar mais forte, em decorrência do aumento da conscientização e do agravamento da crise ecológica e, em consequência, a legislação tende a ficar mais rigorosa e mais efetiva.

Em segundo lugar, como muitas MPEs integram a cadeia de valor de grandes empresas e estas, pela sua maior visibilidade econômica e social, são as primeiras a reagir às pressões para manter sua competitividade. Nesse sentido, as grandes empresas tenderão a exigir cada vez mais, que seus fornecedores e empresas contratadas integrantes de sua cadeia produtiva, adotem estratégias de gestão sustentável.

Em terceiro lugar, há uma forte tendência de maior envolvimento dos diversos níveis de governo em práticas de responsabilidade social, o que deve levar as administrações públicas a incorporarem iniciativas de compras sustentáveis, o que implicará na seleção de empresas que participem de licitações públicas, com base nos seus compromissos efetivos com a Economia Verde.

A adoção de práticas socialmente responsáveis em qualquer empresa envolve, necessariamente, um processo de mudança de comportamento, adaptação, reconversão, transformação e, em muitos casos, substituição de algumas tecnologias, equipamentos e processos adotados pela organização.

Um dos aspectos, bastante positivos na implantação da sustentabilidade, é que essas mudanças levam a organização, como um todo, a se reinventar em novas bases para disputar mercado e manter, ou aumentar, sua competitividade.

Um dos principais benefícios, da adoção da sustentabilidade socioambiental na empresa, é a incorporação institucional da inovação, como um processo contínuo vinculado a um estímulo permanente de criatividade, voltado à manutenção do equilíbrio entre sustentabilidade e competitividade.

A incorporação permanente de novas tecnologias, novos processos, e a formação continuada dos funcionários da empresa são, sem dúvida, o benefício prático mais visível. Em termos práticos, imediatos, no âmbito da empresa deve-­se proceder à implantação progressiva de medidas preventivas e corretivas, orientadas a reduzir o consumo de recursos energéticos, a diminuir a produção de resíduos e tornar efetivo o cumprimento da legislação ambiental, em especial a setorial.

Esse é o movimento inicial da implantação de qualquer programa, qual seja, adotar boas práticas ambientais. O engajamento com a sustentabilidade aumentará a vantagem competitiva das pequenas empresas em relação aos concorrentes pois terão cada vez mais tratamento preferencial: por parte dos consumidores; das grandes empresas (que preferirão as MPE que agregam valor socioambiental à sua cadeia produtiva); e do poder público (que condicionará a participação em licitações e contratos àquelas que adotarem posturas socialmente amigáveis).

* Reinaldo Dias é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas.



Para onde caminha a humanidade?

O pragmatismo está ampliando a confrontação econômica. Novas formas de produzir e comercializar vão surgindo com mais rigidez e agilidade.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Reforma Tributária: mudança histórica ou novo capítulo do caos fiscal

A Reforma Tributária entra na fase prática em 2026 com a criação do IBS e da CBS, que passam a incidir com alíquotas reduzidas.

Autor: Eduardo Berbigier


Austeridade fiscal, caminho obrigatório para ordem e progresso

Quando se aproximam as eleições, o brasileiro se pergunta se é possível ter um país melhor em condições de vida para todos os cidadãos. É o que se deseja.

Autor: Samuel Hanan


Impeachment não é monopólio

A decisão de Gilmar Mendes e o estrangulamento institucional.

Autor: Marcelo Aith


Nova lei da prisão preventiva: entre a eficiência processual e a garantia individual

A sanção da Lei 15.272, em 26 de novembro de 2025, representa um marco na evolução do processo penal brasileiro e inaugura uma fase de pragmatismo legislativo na gestão da segregação cautelar.

Autor: Eduardo Maurício


COP 30… Enquanto isso, nas ruas do mundo…

Enquanto chefes de Estado, autoridades, cientistas, organismos multilaterais e ambientalistas globais reuniam-se em Belém do Pará na COP 30, discutindo metas e compromissos climáticos, uma atividade árdua, silenciosa e invisível para muitos seguia seu curso nas ruas, becos e avenidas do Brasil e do mundo.

Autor: Paula Vasone


Reforma administrativa e os impactos na vida do servidor público

A Proposta de Emenda à Constituição da reforma administrativa, elaborada por um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados (PEC 38/25) além de ampla, é bastante complexa.

Autor: Daniella Salomão


A língua não pode ser barreira de comunicação entre o Estado e os cidadãos

Rui Barbosa era conhecido pelo uso erudito da língua culta, no falar e no escrever (certamente, um dos maiores conhecedores da língua portuguesa no Brasil).

Autor: Leonardo Campos de Melo


Você tem um Chip?

Durante muito tempo frequentei o PIC da Pampulha, clube muito bom e onde tinha uma ótima turma de colegas, jogadores de tênis, normalmente praticado aos sábados e domingos, mas também em dois dias da semana.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Dia da Advocacia Criminal: defesa, coragem e ética

Dia 2 de dezembro é celebrado o Dia da Advocacia Criminal, uma data emblemática que, graças à união e à força da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), integra o calendário oficial das unidades federativas do país.

Autor: Sheyner Yàsbeck Asfóra


STF não tem interesse – nem legitimidade – em descriminalizar aborto

A temática relativa ao aborto e as possibilidades de ampliação do lapso temporal para a aplicação da exclusão de ilicitude da prática efervesceram o cenário político brasileiro no último mês.

Autor: Lia Noleto de Queiroz


O imposto do crime: reflexões liberais sobre a tributação paralela nas favelas brasileiras

Em muitas comunidades brasileiras, especialmente nas grandes cidades, traficantes e milicianos impõem o que chamam de “impostos” – cobranças sobre comerciantes, moradores e até serviços públicos, como transporte alternativo e distribuição de gás.

Autor: Isaías Fonseca