Cuidado com os golpes da pirâmide financeira

Consumidor precisa ficar atento para não cair na tentação da promessa de dinheiro fácil.


Da Redação

16/04/2017 - 10:00

Pirâmides, mandalas, clubes de ajuda mútua... muito cuidado ao ser convidado a participar de um grupo desses. Você pode estar sendo vítima de um golpe e perder muito dinheiro. Estima-se que atualmente há pelo menos 33 “empresas” praticando fraudes desse tipo em todo o Brasil, oferecendo formas de ganhar dinheiro fácil.

Dois tipos de pessoas são as presas mais vulneráveis desses golpistas. Quem está em dificuldade financeira, na ânsia de resolver logo a situação em que se encontra, acaba se deixando levar pelas promessas fantasiosas. Mas também há aqueles oportunistas que, mesmo em situação econômica confortável, querem lucrar sem fazer esforço. Em ambos os casos, o resultado é prejuízo praticamente garantido.

Quando buscam ajuda dos órgãos de defesa do consumidor para tentar reaver o valor pago, esses cidadãos sequer recebem resposta das empresas, que aliás raramente são localizadas. A solução é recorrer ao Judiciário e torcer para encontrar os responsáveis pelo golpe.

As empresas de vendas diretas, que atuam no sistema chamado “marketing multinível”, muitas vezes são confundidas com pirâmides financeiras. Porém, trata-se de uma atividade legal, pois nela há efetivamente a comercialização de produtos. Além disso, os consumidores não necessariamente precisam se associar como cotistas.

O Procon Assembleia apresenta algumas dicas para se identificar – e evitar – uma pirâmide financeira:

1 - Promessa de altos ganhos em pouco tempo – Esse é um dos principais atrativos para as vítimas do golpe. Quando a pessoa está em dificuldade financeira ou quer se dar bem sem esforço, ela acaba se deixando levar pela conversa mole do “vendedor de sonhos”. Tenha o pé no chão e lembre-se que a forma mais segura de se ganhar dinheiro é trabalhando honestamente.

2 - Promessa de recompensa por novos membros – Funciona assim: você paga sua cota e recruta um número determinado de pessoas, das quais será o líder. Essas pessoas subordinadas a você também têm a tarefa de recrutar outras e assim por diante, de forma que você em pouco tempo, segundo a promessa, receberá bônus de todos os que estiverem hierarquicamente abaixo. O problema é que só os que estão no topo da pirâmide realmente ganham dinheiro. A grande maioria não consegue subir de nível e fica no prejuízo.

3 - Negociação totalmente informal – Os investidores (vítimas) são atraídos por promessas de ganhos rápidos, incomuns no mercado formal. Não há assinatura de contratos, recibos de pagamento ou qualquer outra forma de se identificar uma negociação comercial. Até mesmo as cotas de participação são disfarçadas de “presentes” oferecidos pelos níveis inferiores aos superiores.

4 - Não existe um produto à venda – Os ganhos viriam do seu desempenho na tarefa de recrutar pessoas, compartilhar mensagens, assistir vídeos promocionais ou simplesmente “curtir” postagens nas redes sociais. Dá pra levar a sério?

5 - Ausência de informações básicas sobre a empresa: endereço físico, nome dos proprietários, CNPJ etc. – A pessoa que te recruta não conhece quem está por trás do esquema, mas vai tentar te convencer de que se trata de um grande grupo internacional com muitos anos de mercado, solidez financeira e blablablá, pois foi isso que ela ouviu de quem a recrutou.

O Procon Assembleia lembra ainda que há vários outros tipos de golpes no mercado, como o do botijão de gás com peso abaixo do estipulado, o da revisão fraudulenta das aposentadorias e o dos provedores de acesso à internet, que inclusive já foram temas de alertas emitidos pelo órgão. Além de ficar atento para não se deixar enganar, o consumidor deve proteger seus familiares idosos, que muitas vezes acabam sendo presas fáceis para golpistas.




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