Inadimplência de pessoas físicas cresce em BH

Segundo pesquisa da CDL/BH, entrada de recursos do FGTS está ajudando as pessoas a quitarem dívidas.


Da Redação

18/04/2017 - 08:00

A inadimplência de pessoas físicas na capital mineira se manteve em alta no mês de março (1,12%), mas em patamares menores na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Mar.2017/Mar.2016), quando foi registrado 5,22%. Os dados são do Indicador de Dívidas em Atraso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Segundo a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos, houve uma desaceleração no número de devedores, uma tendência observada também na pesquisa que analisou o cenário da inadimplência em Minas Gerais. “Esse crescimento atenuado está atrelado à entrada de recursos extras do FGTS das contas inativas. Isso está possibilitando que muitas pessoas utilizem esse dinheiro para quitarem seus débitos”.

Na base de comparação mensal (Mar.2017/Fev.2017) houve leve crescimento de 0,03% no número de pessoas inadimplentes na capital. Para Ana Paula Bastos, esse resultado é efeito calendário, “já que fevereiro é uma base fraca de comparação por contar com menos dias úteis”.

Faixa etária – Na variação anual (Mar.2017/Mar.2016) de devedores por faixa etária, o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou queda de 28,41%. Já a faixa etária acima de 50 anos, registrou alta de 38,32%. Ana Paula explica que esses dados apontam um cenário que já vem sendo observado desde o início do ano.

“A redução da inadimplência entre os mais jovens se justifica pela entrada tardia no mercado de trabalho. Consequentemente, sem renda, não há consumo”, analisa. Por outro lado, ainda de acordo com a economista, os adultos acima de 50 anos são responsáveis financeiros pelas famílias e que, muitas vezes, vivem só com a renda da aposentadoria. “Por esse motivo, sentem mais o impacto do aumento do custo de vida”.

Número de dívidas – O número de dívidas em atraso junto ao SPC da CDL/BH na comparação Mar.17/Mar.16 registrou queda de 2,03%. Segundo a economista Ana Paula Bastos, esse decréscimo está relacionado ao receio da população em consumir, devido ao desemprego ou ao medo de perder o emprego. Na comparação mensal, o índice em março deste ano foi de queda de 0,53% quando comparado a fevereiro.

Na abertura por faixa etária, a maioria das dívidas incidiu sobre o somatório do intervalo acima de 50 anos (36,67%). “Aqui também se observa o impacto do aumento do custo de vida sobre os responsáveis financeiros e aposentados. Inclusive, uma pesquisa do Perfil do Inadimplente divulgada pela CDL/BH apontou que a dívida média dos idosos gira em torno de R$ 2.156”, reforça a economista da CDL/BH.

Ana Paula Bastos ressalta que o planejamento financeiro das famílias é uma ferramenta essencial para o controle dos gastos. “Ter um planejamento auxilia na manutenção das contas em dia e evita situações de endividamento e de registros em órgãos de proteção ao crédito”.

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