O livro ‘Mulheres Malqueridas’, da venezuelana Mariela Michelena, traça o perfil de mulheres que, embora sejam extraordinárias e bem sucedidas em todas as outras áreas da vida, estão presas a relacionamentos doentios e destrutivos, que as consomem emocional e psicologicamente.
De acordo com a escritora, ao longo do século 20, o sexo feminino conquistou seu espaço em diversos territórios antes inimagináveis. Porém, a escolha própria de seu futuro marido, é o quesito em que as mulheres modernas insistem em derrapar.
Após analisar, durante anos, as inúmeras amantes que sofrem com um “mau amor”, a autora pôde comprovar as características das “malqueridas” através de histórias que escutou de suas próprias pacientes.
Elas oferecem ao companheiro um amor maternal, são fiéis, submissas, intermitentes, idealizadoras e dissimuladas.
Segundo a obra, o recomendável para uma mulher é embarcar numa relação de igualdade, em que ambos têm sua autonomia. Às vezes, ela aguenta, mima e cede tanto, que o homem não tem nem ideia de que está maltratando-a, amando-a mal. Nessas horas, é papel dela mesma dizer: "paro por aqui".
Todas essas propriedades são comentadas e explicadas nos 17 capítulos deste livro, escritos com base em conceitos de psicanálise que visam estabelecer um diagnóstico para esse tipo de degradação pessoal.
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