Infelizmente, muitas pessoas não buscam tratamento para depressão por confundi-la com uma tristeza profunda.

Não há um momento único ou específico em que a depressão comece. Muitas pessoas apresentam sintomas depressivos na infância ou na adolescência. Existem pacientes que após uma seqüencia de eventos traumáticos na idade adulta manifestaram a depressão.
Por outro lado, a depressão tem características neuroquímicas importantes e não depende de um evento gatilho para se manifestar. Frequente em vários países, de 3% a 11% da população em geral pode apresentar esse transtorno anualmente.
“Esta síndrome tem sido cada vez mais frequente em nossa sociedade”, afirma o psicólogo clínico e doutor em Neurociência e Comportamento pela USP (São Paulo), Julio Peres.
O paciente pode ser considerado em depressão quando apresenta cinco ou mais dos seguintes sintomas por duas semanas (todos os dias ou quase todos os dias):
• Interesse ou prazer acentuadamente reduzidos.
• Humor deprimido (tristeza).
• Perda ou ganho significativo de peso (apetite) sem estar em dieta.
• Insônia ou hipersonia.
• Agitação ou retardo psicomotor.
• Fadiga ou perda de energia.
• Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva.
• Capacidade reduzida de pensar ou concentrar-se.
• Pensamentos recorrentes de morte, ideação suicida.
Um episódio depressivo pode durar em média 20 semanas e a psicoterapia pode ser um dos caminhos para o tratamento; já que falar sobre as ocorrências que originaram a tristeza ameniza gradativamente a expressão emocional desregulada.
Fonte: Danielle Flöter
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