Considerada um problema de saúde pública no mundo, a depressão é uma desordem psiquiátrica muitas vezes não levada a sério por doentes e familiares.
Diante dos sintomas, grande parte da população confunde a doença com frescura, preguiça ou pirraça.
Segundo um estudo divulgado em 2011, que faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, dos 18 países que participaram, o Brasil é o que mais tem pessoas com depressão.
Para a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, a depressão é uma disfunção que afeta os pensamentos, os sentimentos, a saúde e o comportamento. “As pessoas devem encarar a depressão como uma doença, pois se não tratada pode levar a morte”, orienta.
A doença tem várias facetas, por isso é fundamental saber reconhecê-las. De acordo com Soraya Hissa, os nove principais sintomas são: alteração de apetite, alteração do sono, desinteresse geral, desinteresse sexual, dificuldade de concentração, baixa autoestima, pensamentos relacionados à morte, ansiedade com movimentos repetitivos e paralisia geral. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), ter cinco desses sintomas é depressão grave.
Conforme a psicanalista, quadros de depressão podem ser consequências de problemas psicossociais, como a perda de uma pessoa querida, do emprego ou o fim de uma relação amorosa.
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