Mioma no útero é confundido com câncer

Segundo a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, metade das mulheres brasileiras entre 30 e 50 anos são portadoras de mioma, nódulos que se desenvolvem na parede do útero.


Da Redação

19/06/2012 - 19:00

Apesar de parecer grave, a maioria desses casos não traz sintomas, mas são comumente confundidos com câncer, provocando sofrimento e preocupações infundadas.  O importante é que a mulher faça, constantemente, os exames ginecológicos de rotina e, caso haja algum tipo de suspeita, peça o esclarecimento médico e faça exame de ultra-som, que é o principal exame para detecção dos miomas e pode constatar sua presença e também a localização.

A confusão com o câncer tem fundamento. O câncer de colo de útero se desenvolve praticamente sem sintomas, assim como os miomas. No câncer, quando aparecem sintomas, eles são bem semelhantes aos do mioma. “Sangramentos prolongados, sem intervalos, ou após as relações sexuais. Em casos mais avançados, pode provocar dor no abdome, ao urinar ou até cólicas intestinais”, explica Dr. Amândio Soares, Diretor da Oncomed BH.

Um dos sintomas do mioma, quando há um crescimento exagerado do nódulo, é a falsa gravidez. “É muito raro um mioma chegar a esse ponto, mas pode ocorrer a dilatação do abdômen quando o nódulo atinge seu tamanho máximo, aproximadamente o de uma bola de basquete”, comenta Amândio.

Outros indícios do mioma são sangramentos mais volumosos, que podem ser notados pelo aumento do número de absorventes que a mulher usa durante a menstruação, período menstrual mais longo e cólicas mais intensas, ou até mesmo sangramentos fora do período menstrual, às vezes com coágulos.

Apesar das semelhanças, o mioma não pode ser considerado um câncer e nem sempre traz problemas à saúde feminina. Cada nódulo surge a partir de uma célula muscular com predisposição genética para o crescimento, que se expande a partir do contato com o hormônio feminino estrogênio. “É por isso que os miomas normalmente aparecem na idade fértil da mulher e costumam desaparecer depois que a taxa hormonal feminina cai, na menopausa”, comenta o médico.




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