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Quando o problema é viver

Um tema que há muito vem me preocupando é a qualidade de vida dos idosos e também dos seus familiares. Sou de uma família de longevos, na qual a maioria dos meus parentes passou dos 90 anos. Eu mesmo conheci todos os meus avós e fui criado junto a um que chegou aos 98 anos. Era outra época, as mulheres não trabalhavam fora e ficava sempre sobre sua responsabilidade cuidar dos idosos da família. Existiam também as abnegadas empregadas, praticamente “crias da casa”, que muito ajudavam nos cuidados com os velhinhos. Bons tempos aqueles, quando havia filhas e filhos disponíveis e um bando de netos em volta dos vovôs que, em sua maioria, moravam em casas, com gatos e cachorros e realizavam o sagrado almoço de domingo — ocasião em que todos se reuniam para a alegria dos seus progenitores.


Pena de morte para os idosos

O grande “problema” é que a população acima de 65 anos vai praticamente quadruplicar em 40 anos, segundo alguns especialistas em contas públicas. Acho que a solução para a incompetência do governo, brevemente, será um decreto em que será implantada a pena de morte para quem atingir aquela idade.


Largados ao léu

Uma vasta população já está largada ao léu e vem aumentando dia a dia. Esta será a bomba social que irá explodir muito mais cedo do que imaginávamos.



Comemoração do desaforo

A pedido de um senador do PT, o Senado teve no último dia 8 de fevereiro uma sessão especial para lembrar o Dia Nacional do Aposentado, que é comemorado em 24 de janeiro, ocasião em que os nossos representantes estavam em recesso, ou melhor, fazendo absolutamente nada de importante — como se fizessem alguma coisa digna durante todo o ano.


Velhos jovens

Bons tempos aqueles nos quais você podia envelhecer em paz! Sem se preocupar em se vestir moderno, frequentar lugares da moda, parecer jovem, ter o corpo sarado, estar ligado nas últimas tecnologias, badalar e seguir seja lá o que for de mais atualizado em termos de aparência, comportamento e pensamento.


A solução é renovar

Segundo Eça de Queirós, “os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”.



Pouca memória e pouca vergonha

Cada vez mais me surpreendo com os nossos políticos. Ofendem uns aos outros, falam cobras e lagartos, mas na hora que se encontram, são só abraços e afagos.


O consumismo dos emergentes

O consumismo é o sonho de todos os pobres e consumado por todos os emergentes sociais.


A questão da diminuição da maioridade e o trabalho infantil

Cada dia mais, sou surpreendida com a elevada capacidade das crianças. No meu tempo, entrávamos na escola aos sete anos, analfabetos na grande maioria, ou seja, ainda éramos realmente crianças.



O fechamento dos bingos

O jogo foi proibido no Brasil a pedido de Dona Santinha, esposa do presidente Dutra, há mais de 60 anos. Desde então, instituiu-se a contravenção na exploração das jogatinas, que assim como o jogo do bicho e as rinhas de galo, vêm sendo combatidas pela polícia.


Sem-terras resolveriam seus problemas trabalhando

Após uma manhã de caos, onde muitos cidadãos não conseguiram chegar aos seus compromissos em razão de um movimento dos sem-teto, que interditou por horas algumas das principais rodovias que dão acesso à cidade de São Paulo, começo a questionar a validade dessas organizações que, explorando alguns miseráveis chamados antigamente de “buchas de canhão”, tentam desestabilizar a sociedade.