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A Reforma: evento histórico ou renovação diária?

A Reforma: evento histórico ou renovação diária?

21/09/2017 Anna Bowness-Park

"Deus é Amor". Mais do que isto não podemos pedir, mais alto não podemos olhar, mais longe não podemos ir”.

A Reforma: evento histórico ou renovação diária?

Quando o teólogo alemão Martinho Lutero afixou suas 95 teses às portas da Igreja de Todos os Santos, em Wittenburg, na Alemanha, em outubro de 1517, ele provavelmente teria ficado surpreso se alguém lhe tivesse dito que o mundo cristão ainda hoje estaria falando sobre ele e sobre a mudança radical pela qual o cristianismo passou desde aquela época. Este ano marca o 500º aniversário desse evento que revolucionou a mente dos cristãos e fez com que eles repensassem seu relacionamento com Deus.

Lutero não foi o único reformador na época, mas sua posição corajosa, ao lado de outros líderes como o inglês William Tyndale, inspira consideração e respeito. Talvez o ponto mais importante que esses reformadores perceberam tenha sido a necessidade de a Bíblia ser traduzida do latim e do grego, línguas que a maioria das pessoas não conseguia ler, para o idioma comum do povo.

Por que isso foi tão importante? Porque no âmago dessa mudança estava o desejo deles de que todos conhecessem e compreendessem a Deus, por meio da “Palavra”, e a Jesus, o Cristo, por meio de suas próprias palavras e obras. Naquele tempo, era ensinado às pessoas que Deus estava distante e devia ser temido, e que a Palavra só podia ser interpretada por uma autoridade religiosa. Uma vez que as pessoas passaram a ler elas mesmas a Bíblia, algumas começaram a ter vislumbres de Deus como algo mais, inclusive como o Amor, e a desejar ter um relacionamento direto com Ele.

Pensando sobre isso, me perguntei: E se nós considerássemos a Reforma não apenas como um evento histórico, mas também como uma oportunidade diária de reformar a maneira como compreendemos a natureza de Deus e nosso relacionamento com Ele?

Foi então que compreendi que isso descreve exatamente minha própria experiência. Quando adolescente, estudei em um colégio interno cristão muito rigoroso que tendia a ensinar que Deus era uma deidade distante, que devia ser obedecida e temida. As palavras da Bíblia pareciam irrelevantes para minha vida atarefada, e tão distantes e incompreensíveis como aquelas passagens em grego e em latim que Lutero e Tyndale lutaram para colocar em idiomas populares. Abandonei a escola e a Bíblia.

Mas, depois dos vinte anos, acabei recorrendo de novo à Bíblia. O que me levou a isso foi uma declaração da reformadora cristã Mary Baker Eddy, declaração que se encontra no início de sua principal obra, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, publicada em 1875: “ "Deus é Amor". Mais do que isto não podemos pedir, mais alto não podemos olhar, mais longe não podemos ir”.

Essa declaração simples, porém, profunda, destaca as palavras do Apóstolo João, o que me inspirou a procurar na Bíblia o fio condutor desse senso infinito sobre o Amor divino. Ali, por meio dos ensinamentos e das curas de Jesus, descobri uma nova e relevante perspectiva a respeito de Deus e Sua criação.

Esse foi o começo de uma renovação em meu relacionamento com Deus, com um profundo efeito sanador em um momento em que eu lutava com a tendência a me criticar em tudo. Recorrendo diariamente aos ensinamentos de Jesus, comecei a ver a mim mesma como uma Filha de Deus e a reconhecer que Deus é o Amor. Pela primeira vez, senti-me amada de forma divina e incondicional. Foi uma reforma radical na maneira como eu via a Deus e a mim mesma. Quando isso aconteceu, parei de me criticar impiedosamente e minha vida melhorou de muitas maneiras.

A Reforma é conhecida principalmente como um período histórico no Cristianismo. Mas a reforma também pode ser um aprofundamento diário na nossa compreensão de Deus, e isso na prática traz cura. Reconhecer isso nos estimula a ser gratos pelos grandes homens e mulheres que, ao longo do tempo, tiveram a coragem de falar, até mesmo de arriscar a vida, para que hoje tivéssemos a oportunidade de compreender melhor a Deus.

Anna Bowness-Park é praticista da Ciência Cristã que escreve sobre a relação entre espiritualidade e saúde, e sobre como a oração pode desempenhar um papel importante em nossa vida. É Comitê de Publicação para a Colúmbia Britânica, no Canadá.

Este artigo foi publicado na edição impressa do Times Colonist, em 12 de agosto de 2017. 



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