Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Duas pandemias: inatividade física e Covid-19, qual a pior?

Duas pandemias: inatividade física e Covid-19, qual a pior?

22/11/2020 Rafael Luciano de Mello

Duas pandemias? Isso mesmo!

Duas pandemias: inatividade física e Covid-19, qual a pior?

Desde o final de 2019 estamos nos habituando com a pandemia da Covid-19, a qual ocupa boa parte do tempo dos noticiários, das mídias sociais e das nossas vidas. Sabemos todos os dados diariamente, basta assistir ao telejornal ou acessar algum portal de notícias, que lá estão todos os números, incluindo o de óbitos. Pois é, até aqui nada de novo. Agora vamos à situação que nem todos têm ciência e já nos acompanha há anos: a pandemia da inatividade física. Você já ouviu falar?

Nesses tempos, muito se fala em manter hábitos saudáveis para aumentar a imunidade, em especial, a atividade física, que deve ser praticada regularmente, mesmo que dentro das casas para respeitar o distanciamento social/físico e atenuar a propagação do vírus.

Embora saibamos da importância do exercício físico para a saúde, além dos inúmeros benefícios sociais, grande parte da população é insuficientemente ativa, isto é, não pratica atividade física seguindo a recomendação básica de 30 minutos diários.  Está é uma observação de longa data, mas em 2012, um estudo publicado na revista The Lancet apontou que o mundo sofria com a pandemia da inatividade física e ações de caráter populacional deveriam ser implementadas o quanto antes.

A inatividade física é responsável por cerca de 5 milhões de óbitos ao ano, além de um custo estimado aos sistemas de saúde de 53 bilhões de dólares em 2013, sem contar a perda de produtividade. Com todos esses dados, as instituições mundiais responsáveis pela saúde pública têm proposto metas e adotado estratégias para reduzir esse comportamento.

Agora que já sabemos um pouco dessas duas pandemias, podemos refletir sobre o impacto em nossas vidas.

Vamos lá! Pessoas com comorbidades (diabetes, hipertensão, obesidade, etc.) são mais ameaçadas pela Covid-19, e a inatividade física é um dos principais fatores de risco para tais doenças. Será que os efeitos catastróficos da Covid-19 não seriam menores se as pessoas tivessem o hábito de praticar mais atividade física?

Agora pensemos no futuro. Com a adesão ao distanciamento social e fechamentos dos espaços destinados à pratica de exercícios físicos, a hipótese é de que as pessoas estejam se “movimentando” ainda menos. Sabendo dos diversos fatores que fazem uma pessoa ser ou não fisicamente ativa, é bastante provável que o período de isolamento aumentará o nível já elevado da pandemia da inatividade física e, consequentemente, não serão atingidas as metas impostas, que já estavam ameaçadas mesmo antes da pandemia da Covid-19.

Desse modo, é importante que cada um tente fazer a sua parte e realize exercícios físicos regularmente, assim como adotamos o uso da máscara, a higienização das mãos, o distanciamento social e nos indignamos com o não cumprimento destas medidas por outras pessoas.

Da mesma forma que reivindicamos ações efetivas e estruturadas dos governantes para mitigar os danos causados pela Covid-19, temos que cobrar ações que facilitem a prática de atividade física. Alguns exemplos são infraestrutura adequada para a utilização de bicicletas como meio de transporte; melhora da segurança pública para que as pessoas possam fazer exercícios físicos ao ar livre; e planejamento curricular e físico das escolas, de modo a aumentar a atividade física entre as crianças.

Afinal, estas são algumas ações que determinarão os diabéticos, hipertensos e obesos do futuro, que estarão mais ou menos preparados para enfrentar outras epidemias com probabilidade de surgir no mundo.  

* Rafael Luciano de Mello é especialista em Treinamento desportivo, prescrição do exercício e Gestão em esportes e fitness, professor da área de linguagens cultural e corporal nos cursos de Licenciatura e de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Pg1 Comunicação



Minas mobiliza população para receber proteção contra sarampo e gripe

Ações para estimular a vacinação ocorrem em todo o estado, pois coberturas contra o sarampo e a gripe continuam baixas.

Minas mobiliza população para receber proteção contra sarampo e gripe

A esperança é o combustível da vida

A esperança corresponde à aspiração de felicidade existente no coração de cada pessoa.

A esperança é o combustível da vida

Amar a si mesmo como próximo

No documentário “Heal” (em Português, “Cura”), disponível no Amazon Prime, há um depoimento lancinante de Anita Moorjani, que, em Fevereiro de 2006 chegou ao final de uma luta de quatro anos contra o câncer.


O peso da improbidade no destino das pessoas

O homem já em tempos pré-históricos se reunia em volta das fogueiras onde foi aperfeiçoada a linguagem humana.


Terapia de estimulação cerebral profunda pode reduzir até 80% dos tremores causados pelo Parkinson

A cirurgia é um recurso muito importante e deve ser considerada para alguns pacientes.

Terapia de estimulação cerebral profunda pode reduzir até 80% dos tremores causados pelo Parkinson

A educação é o caminho da liberdade

O atendimento socioeducativo ao adolescente em conflito com a lei é um desafio e necessita de um olhar resiliente e reflexivo, visto que é considerado um momento oportuno de mudanças.


O Influenza também está no nosso foco

Falar em vacinação nos dias de hoje nos tende a remeter quase que exclusivamente ao combate à Covid-19.

O Influenza também está no nosso foco

A nova era da Telemedicina no Brasil

Alguns números atestam que as consultas virtuais estão sendo utilizadas cada vez mais no país.

A nova era da Telemedicina no Brasil

Para onde foram os nutrientes que estavam aqui?

A maioria das culturas vegetais são produzidas com a ajuda de solos fertilizados. O alto uso de fertilizantes nitrogenados tende a reduzir o teor de vitamina C em muitas frutas e hortaliças.


Transtornos psiquiátricos catalisados pelo luto de vítimas de COVID-19

Médico psiquiatra comenta a situação exclusiva de pessoas que perderam parentes queridos durante a pandemia. A ansiedade e o transtorno de humor são os mais prevalentes nesses casos.

Transtornos psiquiátricos catalisados pelo luto de vítimas de COVID-19

Pesadelo na hora do sono: apneia atinge 70 milhões de brasileiros

Por muito tempo o hábito de roncar tem sido visto como motivo de chacota ou algo corriqueiro.

Pesadelo na hora do sono: apneia atinge 70 milhões de brasileiros

Qual é o melhor presente do dia das mães?

O mês de maio é reconhecido como o mês das mães em vários lugares do mundo.

Qual é o melhor presente do dia das mães?