Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Pandemia, economia brasileira e o Auxílio Emergencial

Pandemia, economia brasileira e o Auxílio Emergencial

12/09/2020 Pollyanna Rodrigues Gondin

O Auxílio Emergencial, comumente conhecido como “coronavoucher”, teve seus valores atualizados.

Pandemia, economia brasileira e o Auxílio Emergencial

Esse benefício foi instituído pela Lei nº 13.982 em 2 de abril de 2020, com a finalidade de diminuir os efeitos econômicos e sociais da pandemia, dando assistência a trabalhadores informais que perderam renda em razão da crise. Seu valor inicial foi de R$600,00, sendo pagas cinco parcelas neste valor. No dia 1 de setembro, este benefício foi atualizado e o Governo Federal decidiu pelo pagamento de mais quatro parcelas de R$300,00.

Você deve estar se perguntando: este valor é suficiente para suprir as necessidades sociais e econômicas de um país em desenvolvimento como o Brasil? O governo brasileiro em um primeiro momento quis “salvar” a economia e forneceu um auxílio de R$600,00. Esse auxílio foi suficiente? Significa que neste momento, a economia brasileira está melhor possibilitando a queda do valor desse auxílio? E os gastos governamentais, devem ser cortados, justificando o menor valor no auxílio?

Bem, essas questões são um pouco peculiares, mas de modo geral, o que temos é uma possível recessão pela frente, já sinalizada pela queda de 9,7% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo semestre deste ano. Para além disso, é importante mencionar que a taxa de inflação está em 2,31%, valor abaixo da meta de 4%, o que demonstra que a demanda brasileira segue enfraquecida. Menor salário, reflete em menor consumo. Com o consumo menor, as empresas produzem menos, e consequentemente, demitem mais funcionários. Isso mencionando questões econômicas, que é o que tem gerado grande debate. Aliado a isso, temos um alto índice de infectados e mortos, demonstrando que as medidas adotadas até o momento não salvaram a economia e nem mesmo a saúde da população.

Apesar disso, poderia se argumentar que ao reduzir a taxa de juros Selic para 2%, o governo tem como finalidade estimular o consumo da população e investimento produtivo das empresas (crédito mais barato). Entretanto, como consumir sem dinheiro? Assim, aliar políticas expansionistas para aumentar o consumo é um caminho que deveria ser adotado. Políticas fiscal e monetária deveriam ser aliadas, propiciando a possibilidade da população manter seu consumo e fazer frente a suas necessidades.

Deste modo, o novo valor do auxílio é suficiente? Podemos afirmar que não. Ah, mas o governo não deve controlar seus gastos? Neste momento de crise, o governo poderia sim, deixar suas metas fiscais em segundo plano para socorrer a economia e a população de fato. É o que já foi feito em outros momentos da história mundial. Mas, e a inflação? Se possuímos capacidade produtiva ociosa, ou seja, se existem pessoas desempregadas, ao aumentar seus gastos na economia, o governo não irá causar aumento descontrolado dos preços. Assim, aumentar o valor do auxílio poderia melhorar o consumo, diminuindo os efeitos econômicos que têm sido drásticos no nosso país.

* Pollyanna Rodrigues Gondin é economista e professora do Centro Universitário Internacional Uninter

Fonte: PG1 Comunicação



Aumenta número de candidatos autodeclarados negros

Esta é primeira vez que os candidatos brancos não representam a maioria dos concorrentes às vagas eletivas.

Aumenta número de candidatos autodeclarados negros

Pix vai provocar melhorias de internet banking?

A pandemia tornou as pessoas mais dependentes do digital.

Pix vai provocar melhorias de internet banking?

Banco Central registra recorde de remessas de dólares para o Brasil

Alta do dólar estimula transferências de brasileiros no exterior.

Banco Central registra recorde de remessas de dólares para o Brasil

Sites falsos aplicam golpes usando nome do TJMG

Quadrilhas se passam por empresas credenciadas para realizar leilões eletrônicos.

Sites falsos aplicam golpes usando nome do TJMG

Diagnóstico correto, receita errada

Aumento de desigualdade não é igual a aumento de pobreza.

Diagnóstico correto, receita errada

PF usará drones para flagrar crimes como boca de urna

Drones vão sobrevoar zonas eleitorais para inibir condutas vedadas.

PF usará drones para flagrar crimes como boca de urna

As marchas dos campeões: os hinos dos clubes de futebol no Brasil

Compositores desconhecidos e de renome nacional se dedicaram a estas criações.

As marchas dos campeões: os hinos dos clubes de futebol no Brasil

Quem aluga apartamento por temporada não pode usar as áreas comuns do condomínio?

Empresas gastam R$162 bilhões por ano para acompanhar mudanças na legislação

De acordo com estudo, cada companhia deve seguir 4.377 normas tributárias, o que corresponde a 6,4 quilômetros de normas.

Empresas gastam R$162 bilhões por ano para acompanhar mudanças na legislação

Eleições 2020: Brasil tem 147,9 milhões de eleitores aptos a votar

Mesmo suspensa por causa da pandemia, biometria aumentou.

Eleições 2020: Brasil tem 147,9 milhões de eleitores aptos a votar

Propaganda eleitoral nas redes sociais: limites, abusos e desafios da Justiça

O objetivo central de toda campanha é a captação, conquista ou atração dos votos.

Propaganda eleitoral nas redes sociais: limites, abusos e desafios da Justiça

Especialista explica: é melhor alugar ou comprar um imóvel?

O sonho da casa própria é uma meta perseguida por milhões de brasileiros.

Especialista explica: é melhor alugar ou comprar um imóvel?