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1º selo brasileiro de pegada de carbono será lançado em 2016

1º selo brasileiro de pegada de carbono será lançado em 2016

30/11/2015 Da Redação

O Ministério do Desenvolvimento e a Associação Brasileira de Normas Técnicas caminham para lançar o primeiro selo de pegada de carbono e de água de produtos do Brasil no início de 2016.

 Trabalhando com o Carbon Trust, empresa britânica sem fins lucrativos especialista no tema, MDIC e ABNT pretendem que o selo destaque as vantagens ambientais dos produtos Brasileiros nos mercados domésticos e estrangeiros.

Para tanto, o sistema de medição e certificação conta com metodologias e padrões internacionais – trazidos pelo Carbon Trust, que já criou sistemas deste tipo no Reino Unido, Hong-Kong, Malásia, Taiwan e México.

A ABNT será responsável pela parte operacional do sistema, incluíndo a coordenação dos comitês técnicos responsáveis pela atualização das regras de medição de pegada para cada produto.

O INMETRO será o órgão acreditador das entidades que posteriormente tenham interesse em fazer a verificação dos dados das empresas que decidam se candidatar à certificação.

Atualmente, MDIC e ABNT coordenam a fase piloto de certificação da pegada de produtos, financiados por um fundo de auxílio internacional do governo Britânico, e contam com um grupo de empresas Brasileiras de 8 setores industriais: aço, alimentos, alumínio, cimento, tecidos, químicos, serviços e vidros.

As empresas destes setores receberam suporte gratúito do Carbon Trust para elaboração das regras de medição por categoria de produto e para efetivamente medirem suas pegadas usando as metodologias estabelecidas ao longo do projeto.

Em Março de 2016, pretende-se lançar o sistema oficialmente, permitindo que as empresas meçam a pegada de seus produtos e se candidatem a receber o selo voluntariamente.

Durante o processo de aferição, será medido o total de emissões de gases de efeito estufa que foram emitidos na produção, transporte e, em certos casos, uso e fim de vida dos produtos. Além disso, as empresas podem solicitar a medição do consumo de água na produção dos seus produtos ou serviços.

Para o secretário do Desenvolvimento da Produção do MDIC, Carlos Gadelha, a iniciativa do ministério está em linha com as melhores práticas internacionais de desenvolvimento sustentável.

“Pensamos na certificação como uma forma das empresas brasileiras otimizarem suas cadeias produtivas levando em consideração as melhores práticas internacionais”, avalia. Além disso, Gadelha acredita que ao receber o selo, as empresas aumentam a credibilidade de suas marcas, em especial junto a consumidores de mercados mais exigentes.

“Ao receber a certificação, as empresas brasileiras poderão buscar mercados externos tradicionalmente mais exigentes em questões de sustentabilidade dos produtos, como o Reino Unido e os países escandinavos.

Os selos de pegada ambiental estão se consolidando como uma maneira de criar diferenciação em um mercado global cada vez mais exigente em relação às credenciais de sustentabilidade.

O governo brasileiro, por exemplo, promulgou uma política de compras públicas verdes que explicitamente favorece a compra de produtos com baixa pegada ambiental.

O desafio destes selos no entanto é ter credibilidade em diversos mercados, e para isso, o Carbon Trust tem tido um papel global na criação e operação de selos na Ásia, Europa e América Latina, permitindo que as medições nestes sistemas sejam comparáveis, transparentes e acima de tudo, vantajosas para as empresas.

Martin Barrow, Diretor do Carbon Trust, comentou: "Compreender as emissões de carbono produzidas por produtos e serviços ao longo de seu ciclo de vida ou a pegada de água incorporada na sua fabricação é fundamental para as empresas gerenciarem seus impactos e suscetibilidade a riscos ambientais.

A preocupação com a escassez de água observada em regiões do Brasil, por exemplo, destaca a necessidade de entender como gerenciar o uso da água na indústria.

O novo selo que estamos criando fornece um método consistente pelo qual os produtos podem ser comparados com base nas emissões de carbono e uso de água nos seus métodos de produção". 



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