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As águas pedem socorro

As águas pedem socorro

19/01/2010 Divulgação

Os acontecimentos de Angra dos Reis, Cunha, São Luiz do Paraitinga e de dezenas de outras localidades das regiões Sul e Sudeste, assoladas pela chuva, mostram a necessidade de urgente repaginação de costumes e responsabilidades tanto do povo quanto das autoridades. Há que se trabalhar séria e continuadamente para desobstruir o chamado “caminho das águas”. Durante décadas de “desenvolvimento”, desrespeitou-se de forma flagrante os princípios básicos da sustentação ambiental e, como conseqüência disso, temos agora as deslizamentos, soterramentos, enchentes, sofrimento e mortes.

Agricultores, loteadores, invasores e autoridades irresponsáveis permitiram, ao longo de muito tempo, o uso inadequado de terrenos que a sábia natureza já havia destinado a abrigar vegetação. Rompido o equilíbrio, o processo de erosão ocorre continuamente e, quando chega o período das águas, a desgraça se estabelece. Aí vemos grande mobilização, campanhas e flagelo. Passadas as águas, parece que tudo se resolveu. A catástrofe é esquecida, os atingidos são relegados à própria sorte ou vitimados pela burocracia estatal e deles só se volta a falar no ano seguinte, quando a tragédia se repete.

Não podemos continuar vivendo assim, de desgraça em desgraça. Há que se quebrar o círculo vicioso. Nossas autoridades – de todos os níveis – têm responsabilidades sobre esse quadro perverso e, como representantes da sociedade, têm de agir para modificá-lo. Mesmo que isso não renda votos para as próximas eleições.

A União e o Estado, como detentores do grande poder de mobilização, têm o dever de buscar soluções técnicas para os grandes males de sustentabilidade que as últimas gerações cometeram com o nosso território. Mobilizar os grandes centros de pesquisa da engenharia, arquitetura e hidráulica para encontrar soluções que devolvam a segurança à população e, se necessário for, buscar recursos junto aos organismos internacionais para a realização das obras. Além de proporcionar obras radicais que libertem o território do caos, há que se afinar todos os meios de fiscalização para impedir novas agressões ambientais, mesmo que para evitá-las tenha de se levar à prisão seus executores.

Temos de fazer chegar a todos os níveis da população os benefícios de o pais ser a oitava economia do mundo. É trágico verificar que trabalhadores hoje empregados na avenida Paulista – coração financeiro do país – podem ter suas casas invadidas pelas águas a poucos quilômetros dali. Em todo o país, há que se desobstruir as várzeas, desocupar as encostas, refazer a mata ciliar dos rios e, principalmente, fiscalizar para evitar novas transgressões. É uma grande tarefa que todas as autoridades, com o acompanhamento do Ministério Público e outros órgãos, têm o dever de executar, cada qual na sua área de atribuição. |

Chega de omissão, de sofrimento e mortes!



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