Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Atlas das Caatingas aponta problemas em áreas de proteção

Atlas das Caatingas aponta problemas em áreas de proteção

11/05/2017 Divulgação

A Caatinga se estende por dez estados e compreende 10% do território nacional.

Atlas das Caatingas aponta problemas em áreas de proteção

Ocupação irregular de terras, desmatamento, falta de estrutura e de demarcação foram alguns dos problemas encontrados, em três anos de pesquisa da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em 14 unidades de Conservação federais de proteção integral, localizadas no bioma Caatinga brasileira.

O Atlas das Caatingas reúne em detalhes informações fundiárias e da flora de cada uma das áreas estudadas, e virou também documentário, pré-lançado terça-feira (9/05) no Recife.

Um dos biomas brasileiros menos estudados no país, a Caatinga se estende por dez estados e compreende 10% do território nacional, com 844 mil quilômetros quadrados. É o único bioma encontrado exclusivamente no Brasil e é lembrado geralmente pelo visual na época de seca, quando as árvores perdem as folhas e a mata se torna cinzenta e quebradiça. A pesquisa mapeou cerca de 1% desse território.

Desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o estudo foi feito entre dezembro de 2013 e dezembro de 2016. Os pesquisadores percorreram mais de 22 mil quilômetros nas 14 unidades de Conservação, todas geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Nelas, não é permitida qualquer atividade econômica ou mesmo o uso sustentável, exceto o turismo e a pesquisa científica.

Para montar o diagnóstico foram entrevistados todos os chefes das unidades de Conservação, além de funcionários do ICMBio, moradores da região, professores que desenvolvem estudos nesses locais, entre outros. Segundo Neison Freire, pesquisador titular da Fundaj que coordenou a pesquisa, cada unidade tem problemas específicos, mas a falta de recursos humanos e financeiros é uma constante e acaba agravando as dificuldades locais.

Ele cita desde a falta de combustível para veículos de fiscalização até a indisponibilidade dos próprios carros e da falta de dinheiro para consertar uma bomba dágua, impedindo que um espaço disponível para receber alunos e professores de escolas públicas seja utilizado. “Todas têm problemas de gestão, que não é local. O problema está em nível federal, na pouca atenção dada a esse bioma, o único exclusivamente brasileiro”, afirma.

A sociedade também contribui para ameaçar esses espaços protegidos. Como as unidades de Conservação pesquisadas não podem ter atividade econômica, as populações que ainda residiam ou tinham alguma atividade na área, quando elas foram criadas, deveriam ser indenizadas e remajenadas. Além de comunidades de povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, resistirem à mudança, fazendeiros – incluindo pequenos proprietários – permanecem nos locais proibidos. “Alguns foram indenizados e não querem sair e outros estão especulando para ter maior valorização da terra para se retirar, o que gera muitos problemas para a gestão e fiscalização das unidades”, informa Freire.

Catimbau e Chapada Diamantina

O maior problema das unidades, segundo o pesquisador, está em Pernambuco, o Parque Nacional do Catimbau. Ele não tem nem mesmo um escritório do ICMBio, e a sua demarcação nunca foi feita. Além disso, há conflitos fundiários, corte de madeira e atividade econômica dentro da área. Outra unidade onde foram encontrados problemas é um dos cartões postais brasileiros: O Parque Nacional da Chapada Diamantina.

“Temos, de um lado, o agronegócio, que usa muitos fertilizantes, que vão contaminar rios e corpos dágua, e, do outro lado, uma especulação imobiliária muito forte. Em Lençois já começam a surgir favelas. Fora uma fragmentação das áreas para a construção de pousadas, um negócio que não é feito pela comunidade local, mas por empresários da parte Sul do país”.

Apesar das questões negativas, os pesquisadores também citaram “efeitos não esperados” nas expedições, como a influência do Bolsa Família na recuperação da fauna do Vale do Catimbau. É que, de acordo com o pesquisador da Fundaj, a comunidade do entorno costumava caçar as aves nativas para complementar a alimentação. Com o recurso federal, houve a redução da caça. “Outro aspecto no Vale do Catimbau são as espécies introduzidas, como a aroeira. Elas têm alto poder de fogo, lenha, então as populações passaram a cortar essa espécie, em vez de espécies endêmicas, próprias da Caatinga, permitindo que essa vegetação se recuperasse”.

Fonte: Agência Brasil



Colonização espacial será a nova fronteira da humanidade, afirma Biólogo brasileiro

"Em breve deveremos conhecer todas as espécies do planeta e seus DNAs."

Colonização espacial será a nova fronteira da humanidade, afirma Biólogo brasileiro

O gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos pelas transportadoras

Depois da instituição do Decreto que obriga a coleta de produtos elétricos, transportadoras passam a incluí-los nos seus serviços de logística reversa.

O gerenciamento de resíduos eletroeletrônicos pelas transportadoras

Museu Nacional anuncia descoberta de dinossauro muito raro

Esqueleto foi encontrado em Cruzeiro do Oeste, noroeste do Paraná.

Museu Nacional anuncia descoberta de dinossauro muito raro

Pesquisa indica nível de evaporação de água de represas brasileiras

Evaporação em 2019 consumiu quase 28 trilhões de água em 2019.

Pesquisa indica nível de evaporação de água de represas brasileiras

Empresa transforma palha de trigo em lenços descartáveis, papel higiênico e guardanapos

Essity á a primeira companhia do setor de papel higiênico a utilizar essas sobras agrícolas em escala industrial.


Líderes mundiais prometeram conter o desflorestamento até 2030

Uma declaração conjunta será adotada por mais de 100 países onde se situam 85% das florestas mundiais.

Líderes mundiais prometeram conter o desflorestamento até 2030

Um ultimato para a humanidade

Uma prova do impacto da elevação da temperatura do planeta é a maior ocorrência dos chamados “eventos climáticos extremos”.

Um ultimato para a humanidade

Importância da COP 26 para o Brasil e o setor privado

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a ser realizada em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro deste ano, terá dois focos prioritários.

Importância da COP 26 para o Brasil e o setor privado

Economia verde: como ter um negócio sustentável

Proteção ao meio ambiente, negócios de longa duração e compromisso social tornam as empresas verdes.

Economia verde: como ter um negócio sustentável

Net Zero: como aplicar estratégias de redução de carbono para a sua empresa?

Entre as possibilidades de compensação estão o investimento em restauração e plantio de florestas, projetos de geração de energia renovável, entre outras.

Net Zero: como aplicar estratégias de redução de carbono para a sua empresa?

Semana Lixo Zero quer incentivar práticas sustentáveis no país

Brasileiros descartam 79 milhões de toneladas de lixo sólido por ano.

Semana Lixo Zero quer incentivar práticas sustentáveis no país

Novo marco e as inovações no saneamento

Podemos esperar muito mais nos próximos anos.

Novo marco e as inovações no saneamento