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Como aproveitar água da chuva para fins não potáveis

Como aproveitar água da chuva para fins não potáveis

23/02/2011 Divulgação

A água é um elemento essencial para o desenvolvimento econômico e a manutenção da vida no planeta. Por ser tão vital, torna-se necessário buscar mecanismos capazes de preservá-la ou reutilizá-la. Neste contexto, o aproveitamento de água pluvial, ou de chuva, para fins não potáveis surge como uma boa alternativa para estabelecimentos industriais, comerciais ou mesmo residenciais.

A principal vantagem em utilizar a água pluvial é a redução da demanda por água potável. Além disso, dessa forma se contribui para a redução das enchentes nas cidades, haja vista que se utilizada em larga escala é capaz de reter grandes quantidades de água das chuvas, evitando o transbordamento dos rios.

A norma brasileira NBR 15527/2007 estabelece os requisitos necessários para aproveitamento de água pluvial, como descargas de bacias sanitárias, irrigação de gramados e plantas ornamentais, lavagem de veículos, limpeza de calçadas e ruas, limpeza de pátios, espelhos d´água e usos industriais.

Já para um uso potável dessa água é necessário um rigoroso processo de tratamento para atender aos padrões da Portaria nº 518 do Ministério da Saúde, que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância de sua qualidade para consumo humano. Os custos para realizar esse tratamento se tornam superiores ao custo da água tratada pelo sistema de abastecimento público, inviabilizando seu aproveitamento.

O sistema de captação é muito simples. A água é coletada do telhado pelas calhas e transportadas por condutores até o dispositivo de filtragem para então entrar e acumular na cisterna. A cisterna, que é um reservatório de armazenamento de água pluvial, abastece um reservatório superior que, por sistema de bombeamento, proverá o abastecimento na habitação.

Sabendo dessa preocupação com o meio ambiente, a Infibra, empresa que atua há 40 anos no segmento de fibrocimento e polietileno, lançou recentemente uma cisterna com capacidade de armazenagem de 5 mil litros. O produto pode ser instalado de duas formas, apoiado sobre a superfície ou enterrado. Os procedimentos adequados são fornecidos pelo fabricante e constam no manual do usuário.

Os reservatórios devem ser instalados de forma a evitar a entrada de luz solar em seu interior, devem ser reabastecidos com água de outra fonte em períodos de estiagem e não se devem fazer conexões diretas do sistema com a rede de água potável no sistema de distribuição. Devem-se evitar turbulências no seu interior, colocar cloro na água reservada sempre que necessário (em média uma vez por mês) e realizar limpeza anual do reservatório.

Alguns estudos de casos mostram que a opção é ecologicamente correta e economicamente viável. Além de contribuir para a preservação da água e a diminuição das enchentes, as cisternas reduzem significativamente os gastos com a conta de água e, devido a esse fato, o sistema se paga num período de 10 a 20 anos, dependendo da tecnologia adotada. Sem dúvida, vale a pena apostar nessa idéia.

* Thaís Helena Martinetti é mestre e engenheira civil formada pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é engenheira de desenvolvimento de produtos da INFIBRA LTDA.



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