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Neurociência explica comportamento de vítimas de estelionatários

Neurociência explica comportamento de vítimas de estelionatários

12/07/2013 Divulgação

Segundo pesquisa, a mente humana utiliza o cérebro para gerar comportamentos.

Quando a esmola é muita o santo desconfia? Nem sempre. A proposta de limpar o nome e de adquirir um empréstimo ou mesmo uma casa própria pode parecer irrecusável. No entanto, vários casos desses não passam de estratégia de golpistas e de estelionatários.

Nos quatro primeiros meses deste ano, foram registradas 6.418 vítimas de golpes em Minas Gerais, segundo dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Em Belo Horizonte, foram 1.748 ocorrências, uma média de 14 por dia. A neurociência, ciência que estuda o Sistema Nervoso Central, explica o porquê de tantas pessoas ainda caírem em golpes, apesar dos alertas e das dicas veiculados diariamente.

O mais recente caso de golpe de conhecimento público foi o da Minas Habitacional. A empresa falsa prometeu empréstimos com a exigência de um depósito de 10% do valor pedido pelo cliente. Os golpes foram realizados em Campo Grande, Belo Horizonte, Porto Velho e Roraima. A justificativa para as pessoas aceitarem a proposta de um estelionatário, segundo o neurocientista e coach Aguilar Pinheiro está na neurociência. A mente humana utiliza o cérebro para gerar comportamentos.

Como nossas memórias se envolvem em nossas experiências, o desejo de acabar com a dor e de conquistar o prazer conduz nossas ações. Neste caso, o cérebro delimita quando a pessoa quer se livrar de uma dívida (fuga da dor) e, ao mesmo tempo, experimentar tranquilidade (busca do prazer). Isso funciona como isca, que os estelionatários utilizam para fisgar suas vítimas.

"Nosso sistema nervoso é uma usina que utiliza estímulos elétricos para produzir descargas de substâncias químicas, neurotransmissores, peptídeos e hormônios, que cria o nosso comportamento. Quando uma pessoa está com um problema, como uma dívida, ela quer se livrar disso.

Nesse caso seu cérebro cria um processo de afastamento da dor e a estrutura cerebral denominada de amídala é acionada para gerar os mecanismos de aversão e defesa. Por outro lado, quem pretende adquirir algo novo, como uma casa, inicia o processo de geração mental da antecipação do prazer e o cérebro recorre ao núcleo accumbens, uma das estruturas envolvidas na zona de recompensa”, explica Pinheiro.

Apesar de os riscos e as propostas serem, em sua maioria, infundadas, sob o crivo de uma análise racional, as vítimas não conseguem distinguir os possíveis contratempos. Eliminar um problema e obter o prazer de superação ou de conquista é responsabilidade do Sistema Límbico, parte do cérebro responsável pelas emoções e pelos comportamentos sociais. “O sistema gerencia as emoções e os desejos relacionados à comida e ao sexo, por exemplo, no qual funcionam os mecanismos que controlam as memórias de curto e longo prazo”, esclarece.

Já a parte racional é situada no córtex cerebral, a camada externa do nosso cérebro, que desempenha funções complexas, como memória, atenção, percepção e pensamento. Porém, as emoções influenciam diversas áreas do cérebro e, consequentemente, nas decisões racionais. Os golpistas percebem a fraqueza circunstancial da vítima e aproveitam para lesá-las com promessas que não exigem muita análise racional.

Após cair no golpe há um índice pequeno de pessoas que recorrem à polícia ou a imprensa. “Isso acontece porque uma das possibilidades é a racionalização de tamanha ingenuidade, exatamente o processo inverso da amídala de gerar reações de afastamento da possível exposição. Para evitar cair em golpes é ideal que as pessoas sejam mais realistas e menos oportunistas. Mas, infelizmente não há um antídoto para essa falta de bom senso”, pontua.



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