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Sistemas alternativos são a solução para áreas rurais

Sistemas alternativos são a solução para áreas rurais

13/06/2007 Divulgação

Desde 1999, a Cemig possui um projeto que eletrifica áreas rurais de Minas Gerais. Cerca de 1.380 escolas já foram beneficiadas com energia elétrica, mas a meta da empresa é levar luz a 7000 pessoas até o final de 2008.

Nas áreas em que a extensão da rede elétrica fica inviável, a Cemig instala sistemas fotovoltaicos de geração de energia. São equipamentos que transformam a luz solar em eletricidade. A engenheira eletricista da Cemig e professora da PUC Minas, Antônia Sônia Alves Cardoso Diniz (foto), explica como funcionam esses sistemas alternativos e sua importância social e ambiental.

“O Debate”: Como funcionam os sistemas foto-voltaicos de geração de energia?

Antônia Sônia Diniz: Basicamente é a conversão da energia solar em eletricidade. O fóton entra no equipamento e movimenta os elétrons, gerando a corrente elétrica. O equipamento é composto de um gerador de energia, um banco de baterias, no caso dos sistemas isolados, controlador de carga e um inversor, que converte energia elétrica em corrente contínua para a corrente alternada.

“O Debate”: Existem variações desse sistema?

Diniz: Sim. Existem três tipos de sistema fotovoltaico: os sistemas isolados, muito utilizados em áreas rurais onde a rede elétrica não chega, os interligados à outra fonte de energia ou rede elétrica, muito utilizados para abastecer grandes áreas, e em equipamentos, como calculadoras. Nos sistemas interligados, a eletricidade não é gerada na carga, mas na rede elétrica. Pode ser em forma de plantas, ou seja, grandes subestações e usinas geradoras, ou diretamente no imóvel. Enquanto o sistema interligado complementa a rede elétrica, o isolado está ligado às baterias que ajudam a gerar energia quando a luz solar está fraca ou ausente.

“O Debate”: A produção de energia é constante, mesmo em dias nublados?

Diniz: Sim, pois no caso dos sistemas isolados, em dias de pouco sol ou na parte da noite, as baterias geram a energia, substituindo a energia solar. No caso dos sistemas interligados, a rede elétrica supre essa demanda.

“O Debate”: Os equipamentos fotovoltaicos geram algum tipo de impacto ambiental?

Diniz: Não possui impacto ambiental, a produção é muito controlada e os equipamentos não emitem qualquer tipo de substância nociva. No caso dos isolados, as baterias podem sim causar algum impacto, mas suas carcaças são reaproveitadas justamente devido a essa preocupação.

“O Debate”: Quais são as limitações técnicas e econômicas desses sistemas? Exige algum tipo de manutenção?

Diniz: As limitações são mais econômicas do que técnicas, uma vez que o sistema pode ser do tamanho que for preciso. O equipamento pode ser modelado dependendo da potência que deseja gerar. Quanto a manutenção, é um equipamento que dá defeito, como qualquer outro, mas o gerador não dá, já o inversor e o controle da bateria, sim. A manutenção é pouca se for bem instalado.

“O Debate”: Esses equipamentos são realmente vantajosos, uma vez que o que o consumidor economiza de energia é bem menos do que o investido no aparelho durante os 25 anos de vida útil?

Diniz: No caso do Brasil, os sistemas isolados são utilizados quando fica impossível estender a rede elétrica à região. Já no Japão e Alemanha os sistemas interligados são muito utilizados já que a energia elétrica deles é gerada através da queima de carvão, tornando-se muito cara. Hoje é lei no Japão, se você for reformar a casa tem que instalar um sistema fotovoltaico. É um projeto governamental. Para eles é lucrativo, pois economizam combustível fóssil, reduzindo a emissão de carbono na atmosfera.

“O Debate”: Como funciona o programa da Cemig de eletrificação rural?
Diniz: Desde 1999 a Cemig já vinha eletrificando áreas rurais, em 2004 foi criado o projeto Luz do Saber por que ainda havia 1200 escolas sem eletricidade. Esperamos alcançar a meta de 7000 beneficiados até 2008. Nós damos prioridade para áreas rurais do Norte e Leste de Minas Gerais.

“O Debate”: Quais os critérios de seleção das comunidades beneficiadas? Quais os custos do projeto?
Diniz: Antes de instalar os sistemas nas áreas rurais, a Cemig faz uma avaliação técnica e econômica. A limitação em Minas é econômica, pois deve-se diminuir o custo do sistema e do programa para que haja redução de tarifa, pois é toda a sociedade que paga por esses novos usuários. Então a Cemig tenta todas as opções que gerem menos custos possíveis. O consumidor desse projeto é de baixa renda e a tarifa paga por eles não remunera o investimento, então o pagamento é realizado através do subsídio cruzado, ou seja, a sociedade inteira paga.

“O Debate”: Esses sistemas são populares no Brasil?
Diniz: Os sistemas interligados ainda estão em fase de teste na Cemig. No caso dos isolados, não são nada populares. A dificuldade em popularizar os sistemas é que as comunidades rurais querem a rede elétrica que eles conhecem, não querem limitações. Essas limitações são a forma que encontramos de viabilizar o programa e atender o maior número de pessoas possível. Não adianta instalar um sistema que forneça mais do que 40KWh/mês (o que é gasto pelas populações rurais em Minas). É desnecessário instalar um sistema que gere 70 a 80 KWh/mês para uma casinha que possua apenas uma geladeira e uma TV. O mais popular é a utilização desses sistemas para o bombeamento de água. Na região do Vale do Jequitinhonha existem muito poços e sistemas de bombeamento que trazem grandes benefícios para a comunidade local.

“O Debate”: No território Brasileiro  quais são os principais fabricantes desses equipamentos?
Diniz: Não temos fabricantes nacionais, apenas a montadora Heliodinâmica, mas muito pequena e que não agüenta a concorrência que vem de outros países.

“O Debate”: Então quais empresas produzem os sistemas fotovoltaicos?
Diniz: São muitas, multinacionais de renome como a Kiocera, Solar Fabrik e a Shell. Nota-se que grandes petrolíferas estão investindo no setor. Elas têm o interesse de colocar a fabricação de sistemas fotovoltaicos como segunda opção de negócio delas.



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