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UFSCar e Cefet-MG produzem canudos biodegradáveis a base de amido da mandioca

UFSCar e Cefet-MG produzem canudos biodegradáveis a base de amido da mandioca

25/10/2019 Da Redação

Trabalho conjunto acontece no âmbito do Instituto Midas de Tecnologias Ambientais e aliou experiência na área de Química à Engenharia de Materiais.

UFSCar e Cefet-MG produzem canudos biodegradáveis a base de amido da mandioca

Hoje é cada vez mais conhecido o impacto da produção e do uso elevados e do descarte incorreto de materiais plásticos sobre o ambiente - muito especialmente sobre a vida nos oceanos - e, consequentemente, também sobre a saúde humana. Essa conscientização é um passo importante no combate ao problema. O que pouca gente sabe é que até mesmo os materiais biodegradáveis convencionais (incluindo os oxibiodegradáveis) - como aqueles usados em produtos descartáveis "ambientalmente amigáveis", como alguns copos, pratos e canudos, dentre outros - exigem condições bastante específicas para essa degradação, o que faz que também sejam problemáticos caso não sejam garantidos o descarte correto e a infraestrutura adequada para sua destinação final.

Nesse contexto, o amido - polímero natural de origem vegetal - já vem sendo usado há algum tempo como matéria-prima abundante, de fonte renovável e baixo custo para a produção de polímeros ambientalmente mais adequados. No entanto, são várias as limitações que dificultaram seu uso em larga escala até o momento. A primeira é que o amido termoplástico (TPS) apresenta dificuldades ao processamento e tem propriedades mecânicas ruins, além de absorver muita água, se desfazendo em contato com líquidos, e de "envelhecer" mal, transformando-se em um material frágil (quebradiço) com a passagem do tempo. Para sua utilização ser possível, ele precisa ser misturado a outros compostos - poliésteres biodegradáveis -, que elevam o custo final do material e, assim, inviabilizam economicamente o seu uso em descartáveis.

Foi buscando soluções para esses desafios que Alessandra de Almeida Lucas, docente do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), aliou a sua experiência em Engenharia ao conhecimento de Patrícia Santiago de Oliveira Patricio, docente do Departamento de Química do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG). Ambas pesquisam biopolímeros há mais de 10 anos.

"Um processo que a Patrícia já dominava de modificação química aplicada ao amido da mandioca resultou em um material que, a partir de alterações que nós, aqui na UFSCar, fizemos no processo de produção das blendas e compósitos e, também, dos produtos finais, levou a um material mais estável na presença de umidade, durável e com propriedades mecânicas e térmicas aprimoradas", explica Lucas.

Dentre as alterações mencionadas pela pesquisadora estão testes que permitiram a redução significativa da quantidade de outros poliésteres, chegando a porcentagens de amido que vão de 70 a 90% - com grande impacto na viabilidade econômica - e o estabelecimento de parâmetros relativos aos equipamentos utilizados e aos métodos empregados no processamento que garantiram as propriedades desejadas.

O encontro entre Alessandra Lucas e Patrícia Patricio aconteceu em uma reunião do Instituto Midas de Tecnologias Ambientais para a Valoração de Resíduos e Materiais Renováveis, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) vinculados ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Naquela reunião, eu apresentei os avanços que já obtivera com o amido da mandioca, registrando que ainda faltava deixá-lo mais estável. E a Patrícia, que até ali eu não conhecia, tinha a solução", conta Lucas.

Hoje, a parceria já se concretizou em projetos de extensão na UFSCar e no Cefet-MG, que contam também com a participação de empresa comprometida a levar a solução para a escala industrial e do consultor na área de plásticos Mário Miranda. "Já estamos avançando com a produção dos canudinhos em grande quantidade e, além disso, é preciso registrar que com pequenos ajustes é possível otimizar o material para outros produtos descartáveis", esclarece a pesquisadora da UFSCar. "A grande vantagem, além do custo e da fonte renovável, é que o amido degrada em qualquer ambiente, e é biocompatível, ou seja, mesmo antes de degradar já não agride os animais marinhos", acrescenta.

Fonte; CCS-UFSCar



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