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Uso excessivo de água não preocupa fabricantes de chuveiros

Uso excessivo de água não preocupa fabricantes de chuveiros

10/09/2008 Divulgação

Na segunda parte da entrevista, o engenheiro Eduardo Tenewucel acusa muitas empresas de não se preocuparem com o desperdício de água e energia, além de não informarem bem os seus clientes.

As fabricantes de chuveiros se preocupam com o desperdício de água e energia?

Vou falar uma coisa que muita gente não gosta de ouvir. Se você vai a uma feira de material de construção, na entrada dos stands é possível encontrar de tudo para economizar água. Há produtos de todo o tipo de redução de consumo. Você ultrapassa o primeiro setor do stand e encontra tudo o que existe para consumir água em padrões que cidadãos de países onde existe uma legislação de conservação de água, como os Estados Unidos, não acreditam que existem.

Porque as pessoas compram produtos que desperdiçam água?

Eu acho que é por desconhecimento. As pessoas não sabem exatamente o que é aquilo. O leigo e mesmo o profissional da engenharia não sabem a diferença entre vazão e pressão. Eles não enxergam que aquilo ali cria um grande gasto de água.

Como pode ser resolvido esse problema de falta de informação?

Falta de informação é cultura. Eficiência, conservação isso é cultural. Falando pelo aquecimento solar, ele virou um produto de mercado. Ele é uma realidade e está em prateleiras de lojas de material de construção. O crescimento de mercado é astronômico. Por outro lado, existem perdas. Os equipamentos de aquecimento solar melhoraram muito, mas a qualidade das instalações caiu vertiginosamente. Quem entrou no mercado há pouco tempo não teve tempo para se preparar. Virou um produto para se ganhar dinheiro. Quem está por trás da implantação do aquecimento solar não entende direito para que ele funciona.

O crescimento do mercado de aquecedores solares é mundial?

Sim, mas em alguns locais ele é pequeno porque esses países já cresceram muito no setor. Um exemplo interessante é a Alemanha. Ela está chegando em um patamar de estabilização da parte térmica porque o mercado lá é muito grande pelas condições climáticas. Mas o maior mercado é o da Áustria. Se pegarmos o número de metros quadrados de coletor pela população e olharmos o clima de lá, é algo inacreditável. Porém o mercado austríaco já está se estabilizando. No Brasil, as vendas estão crescendo aceleradamente. Atualmente, temos 700.000 residências com aquecimento solar e nosso potencial é de 35 milhões. Não existe uma boa empresa de aquecimento solar no Brasil que não esteja com a sua produção dos próximos meses completamente vendida. Hoje, quando um casal vai comprar um apartamento, de 10 casais, oito perguntarão se o prédio tem aquecimento solar.

Quais são os fatores determinantes para esse crescimento mundial?

São muitos. Primeiro é a qualidade do produto. São 30 anos de sucesso no Brasil. Há os órgãos que deram respeitabilidade, como as concessionárias de energia elétrica, o Procel, o Inmetro, leis em vários países e um marketing contra o aquecimento global. Houve ainda a explosão do mercado de construção civil no Brasil. Outro fator é que as tarifas de energia elétrica subiram muito.

A queda do custo inicial para instalação de aquecedores solares é outro fator?

Sim. O preço caiu muito nos últimos tempos. O fabricante de sistemas de aquecimento solar depende de commodities que estão nas mãos de grandes empresas internacionais e que passaram a custar menos. Entre eles estão o alumínio, vidro, cobre, aço inox. Além disso, a queda do dólar ajudou. O preço hoje é muito menor do que há 10 anos e existe uma maior facilidade de parcelamento.

Para ler a primeira parte da entrevista, clique aqui



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