Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Luta contra a indústria das fake news

Luta contra a indústria das fake news

02/06/2020 Alexsandro Ribeiro

É o combate às fake news, estúpido!

Luta contra a indústria das fake news

Não é perseguição ou censura à liberdade de expressão, mas sim a contundente luta contra a indústria das fake news. As ações do Supremo Tribunal Federal (STF), as denúncias de entidades da sociedade civil, e até as medidas tomadas por pequenos grupos digitais são respostas necessárias contra um mal que vem contaminando a saúde da boa informação. A tecnologia e os meios de comunicação são as lentes que usamos para contemplar a realidade do mundo. A quantidade imensa de acontecimentos diários relevantes para nossa vida e a importância de ter uma boa filtragem e seleção dos fatos, a distância entre onde eles ocorrem e onde vivemos são fatores que reforçam nossa dependência dos meios. Quando interesses escusos e quadrilhas começam criminosamente a alterar o grau ou opacidade desta lente e vidas entram em risco, é importante entender a gravidade de uma curtida e de um compartilhamento na rede.

A distorção de valores se acentua no desabafo presidencial de que a imprensa que o defende é perseguida. Se defende, não é imprensa. Este não é o papel do jornalismo, defender interesses de indivíduos, mas sim o de lutar pela verdade e atender ao interesse público. Esta mesma ideia patrimonialista da imprensa e dos meios é que respalda a ideia de que o que me conforta ou o que me reafirma é que é a verdade. O resto, é plano de “esquerdalha” para dominar o mundo. Neste enredo ficcional, o que não é ilusão é o resultado de reenviar para seus pares um vídeo mentiroso ou uma “notícia” que distorce a realidade.

Não há inocência no compartilhamento de um vídeo que causa o linchamento e a morte de uma mãe de família, no boato que faz com que idosos caiam na lábia de quadrilhas e percam a pouca aposentadoria que recebem, nas fake news que fazem com que as pessoas se automediquem e se exponham à morte, na mentira que desonra a imagem de indivíduo e causa o suicídio. Os exemplos reais da brutalidade são muitos, e estão ao acesso de qualquer pesquisa na internet. Não é só uma brincadeira quando coloca a ciência e o campo da saúde em descrédito, promovendo um cenário de desinformação que ceifa a vida de milhares de pessoas. Também não é válido ou moralmente defensável só porque concordamos ou por ser vantajoso em uma discussão na internet. O “reenvio” irresponsável é um gatilho que destrói os sonhos e a vida de famílias.

É contra este tipo de abominação e contra quadrilhas das fake news, que curiosamente mantêm relações escandalosas e execráveis com grupos que estão em diversos governos, que são urgentes medidas reais de coação e combate. Questionável ou não, do ponto de vista jurídico a competência do STF para deflagrar investigação sobre o tema, fato é que ação escancara os agentes públicos, os atores e influenciadores digitais e os financiadores que estão coadunados com a desinformação e com os interessados em tirar proveito do caos promovido com as fake news. Na prática, o que se reforça é que o direito de se manifestar não corre longe à obrigação de se responsabilizar pelo discurso que opera. Além disso, se para uns a medida atende interesses corporativos para responsabilizar quem macula a imagem de uma das mais importantes instituições democráticas do país, para outros, o mérito também reside em dar cara, nome e endereço eletrônico de quem cria a desinformação e mantém e alimenta a rede de robôs que propaga fake news.

Da mesma forma, mas com ferramentas distintas, vemos surgir ações na sociedade civil como a Sleeping Giants, que vem desvendando uma das faces mais absurdas das estratégias de alimentação do mercado das fake news, que é sua forma de sustento. Sites que surgem com a única função de promover a desinformação são financiados por grandes empresas, algumas delas, pasmem, de administração pública, como o caso do Banco do Brasil. A simples ação de ir às redes sociais e publicar nas páginas destas empresas que elas estão financiando fake news tem gerado um impacto imenso na rede, e atacando na fonte das quadrilhas. Absurdo, em meio a isso, é perceber, no caso do Banco do Brasil, um esforço do governo, a partir da secretaria de comunicação, e de familiares da presidência, em remar contra a maré e continuar “aplicando” recurso público nestes sites de propagação de mentiras.

A única coincidência entre a deflagração dos inquéritos do STF e das denúncias da Sleeping Giants é a simultaneidade. De resto, são medidas que, quer seja no seio do poder público judiciário quer seja na sociedade civil, demonstram que a guerra contra as fake news e as quadrilhas que atuam em meio ao caos da desinformação não pode ficar apenas no discurso, e deve ganhar ares de concretude. O resultado imediato e palpável, neste momento, é o de fazer recuar os que acham que podem escrever e compartilhar o que bem entendem na rede sem que a Polícia Federal bata na porta das suas casas às tanta de uma manhã qualquer; ou ainda que as empresas que se preocupam com a imagem institucional retirem o respaldo financeiro dos sites de desinformação.

Num amanhã possível, o resultado que se espera é que a repercussão promova uma legislação mais efetiva para criminalizar tais atos, e que a sociedade deixe de enfrentar com normalidade o compartilhamento de “notícias falsas”. Em alusão ao mote da campanha presidencial dos EUA na década de 1990, que escancarava o eixo importante daquela disputa de urna, "It's the economy, stupid", a tônica da atualidade em meio à pandemia de de desinformação é “É o combate às fake news, estúpido!”.

Texto: Alexsandro Ribeiro é professor nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: PG1



Empresa brasileira lança serviço para criação de avatares

Com o lançamento, empresa espera aproximar artistas, setor corporativo e metaverso.

Empresa brasileira lança serviço para criação de avatares

TV por assinatura perde quase 80 mil assinantes em apenas um mês

Nos últimos 8 anos a mídia perdeu cerca de 7 milhões de clientes.

TV por assinatura perde quase 80 mil assinantes em apenas um mês

Como evitar o desperdício de energia durante o inverno?

É necessário levar em consideração o atual momento socioeconômico do país, que enfrenta uma inflação desenfreada.

Como evitar o desperdício de energia durante o inverno?

App brasileiro de mensagens instantâneas chega ao mercado com novas funcionalidades

Entre os diferenciais, SayMe Messenger permite escolher quem pode ou não compartilhar mensagens.

App brasileiro de mensagens instantâneas chega ao mercado com novas funcionalidades

Facebook renova feed principal para atrair usuários mais jovens

Concorrência com rival TikTok motivou mudança.

Facebook renova feed principal para atrair usuários mais jovens

Brasil tem 10,5 milhões de influenciadores no Instagram e lidera ranking mundial

Dados são do Relatório Anual de Marketing da Nielsen.

Brasil tem 10,5 milhões de influenciadores no Instagram e lidera ranking mundial

Startup lança software que facilita a implementação da LGPD

Com o nome de Octo, ferramenta descomplica a proteção de dados para empresas de todos os segmentos.

Startup lança software que facilita a implementação da LGPD

Aplicativo mobile é a principal porta de entrada para empresas no ambiente digital

Companhias que estão estagnadas em procedimentos de comunicação tradicionais devem apostar na tecnologia em busca de inovação e proximidade com clientes.

Aplicativo mobile é a principal porta de entrada para empresas no ambiente digital

Google lança novo design para o Gmail

Novo layout do Gmail será disponibilizado de maneira gradual.

Google lança novo design para o Gmail

Xsolla expande ofertas de soluções de distribuição móvel e digital

A Xsolla está comprometida em fornecer os melhores serviços e suporte para desenvolvedores em todo o mundo.

Xsolla expande ofertas de soluções de distribuição móvel e digital

No-code e low-code como propulsores na transformação digital

O low-code está em alta e deve permanecer.

No-code e low-code como propulsores na transformação digital

Em 2021, 82% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet

País ainda contabiliza 35,5 milhões de pessoas sem acesso à rede.

Em 2021, 82% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet