Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O paradigma do Ensino Híbrido

O paradigma do Ensino Híbrido

17/10/2020 Júlio Cezar Bernardelli

Recordar é viver: “é preciso aprender a aprender”.

O paradigma do Ensino Híbrido

Ouvi muito essa frase quando era adolescente. Foi um período em que surgia uma nova proposta de ensino, era preciso desconstruir para reconstruir, para dar oportunidade ao novo.

Mas ainda hoje, depois de algum tempo (não tanto assim), falamos de rupturas e abertura de espaço para o novo.

A tecnologia, que aproxima, fez parceria com a educação para levar conhecimento aos alunos em lugares mais diversos. Mas essa parceria, que acontecia com uma aproximação em ritmo de flerte, precisou noivar e casar rapidamente para solidificar seus resultados, devido ao inesperado que surgiu no início do ano de 2020.

Esse casamento, entre a tecnologia e a educação, gerou um filho chamado de ensino híbrido, que é aquela criança que tem a cara de educação, mas carrega os trejeitos da tecnologia. Não se sabe se a tecnologia moldou-se às necessidades da educação ou a educação adaptou-se à tecnologia. Mas que parece que uma nasceu para complementar a outra, isso parece.

Claro que isso não é novidade, já se fazia ensino hibrido há algum tempo, mas o que impressiona é a velocidade da mudança imposta por uma pandemia. Quem nunca quis precisou aceitar, quem era contra, precisou repensar, quem já fazia, precisou melhorar.

Seja Ensino a Distância (EaD), semipresencial ou telepresencial, para se conseguir resultados satisfatórios que corroborem a qualidade deste formato educacional, é necessário o envolvimento e comprometimento de todos os atores do processo.

Peguemos como exemplo o ensino semipresencial, em que o aluno deve ser o ator principal de seu desenvolvimento. O discente deve ler e estudar o material antes da aula presencial, para que no encontro com o docente e demais colegas possam sanar dúvidas, criar debates, trazer exemplos e enriquecer o momento através de suas experiências que são únicas e particulares devido ao trajeto de vida de cada um deles. O professor deve atuar como um mediador e instigador para reflexões e construção do conhecimento coletivo.

Mas o que se observa nessa modalidade, que agora tem seus encontros presenciais via web, são dois grupos distintos de alunos. O primeiro grupo é daqueles que não leem o conteúdo proposto, não participam dos encontros virtuais e quando aparecem nas aulas, mantém suas câmeras e microfones bloqueados não proporcionando nenhuma interação com os demais, felizmente esse grupo é composto por uma minoria. Já o segundo grupo é constituído por alunos comprometidos e que estão em busca de se tornarem bons profissionais, por isso usam de todos os canais disponíveis para buscar informações, debaterem os temas e agregarem conhecimentos aos seus estudos.

Sabemos que o padrão conhecido no ensino superior foi alterado, muitos torcem por sua volta e decidiram parar para esperar tudo se normalizar, mas quem não parou para esperar já está despontando muito à frente de quem continua aguardando a normalização do “status quo”.

Alunos e professores percebem que, se há envolvimento de ambos os lados, o ensino hibrido, as metodologias ativas, como sala de aula invertida, trazem benefícios para todos e mantém a qualidade da educação.

Estudar nos horários em que seu aprendizado é favorecido, permanecer no conforto e segurança de sua casa, ter a facilidade de contato com professores e colegas de turma por diversos canais de comunicação, receber apoio da instituição onde estuda e ter seu diploma reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) são apenas alguns dos benefícios da educação híbrida.

É normal do ser humano buscar conforto e facilidade para tudo o que faz, não seria diferente na educação. Isso tem impulsionado o ensino superior a investir cada vez mais em tecnologia e metodologias diferenciadas para atrair seu público. Essas inovações tendem a trazer profundas mudanças para a educação superior nos próximos anos, atraindo um número cada vez maior de estudantes universitários com o perfil de uma geração que adotará o ensino híbrido como a melhor ferramenta de aprendizagem. É o momento de “aprender a aprender”.

Para quem está imerso nessa modalidade de educação, por opção ou porque não teve opção, é preciso saber que a magia do conhecimento não acontece porque se tem um computador de última geração ou uma internet de fibra ótica. É preciso dedicação, comprometimento, vontade, garra, determinação, suor e, algumas vezes, um pouco de lágrimas. Mas saiba que, no fim de tudo, as lágrimas serão de alegria por ter vencido e superado a si mesmo.

* Julio Cezar Bernardelli é mestre em Tecnologia e Sociedade, graduado em Administração, especialista em Gestão e Liderança e professor do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Pg1 Comunicação



Enem: 6 dicas para aumentar o foco

É muito comum se distrair enquanto estamos estudando.

Enem: 6 dicas para aumentar o foco

Qualidade na educação: muito mais que índices de aprendizagem

Qualidade na educação é um conceito complexo que pode se modificar conforme o contexto, os valores, a cultura e a identidade de cada local.

Qualidade na educação: muito mais que índices de aprendizagem

Um em cada dez estudantes já foi ofendido nas redes sociais, mostra IBGE

A coleta dos dados foi feita antes da pandemia, entre abril e setembro de 2019.

Um em cada dez estudantes já foi ofendido nas redes sociais, mostra IBGE

Senai abre inscrições para o Grand Prix de inovação

Desafios terão de ser resolvidos por estudantes.


Brincadeiras para fazer no Dia Mundial da Alfabetização

Para que o processo de alfabetização ocorra, as crianças precisam se conscientizar dos sons das palavras.

Brincadeiras para fazer no Dia Mundial da Alfabetização

Novo modelo de gestão para personalizar o ensino vai além da tecnologia

Precisamos falar de transformação digital. Ou melhor, precisamos traduzir a transformação digital (TD) para sua expressão mais completa e abrangente.

Novo modelo de gestão para personalizar o ensino vai além da tecnologia

O impacto das novas gerações nos modelos escolares

Seja nas instituições de ensino públicas ou privadas, a chegada de uma nova geração às salas de aula afeta os modelos escolares.

O impacto das novas gerações nos modelos escolares

Fundação Dom Cabral e Cotemig concedem bolsas de estudos para jovens de baixa renda

As oportunidades serão para Ensino Médio Técnico e graduação na área tecnológica.


Instituto Ling concede 25 bolsas de estudos para jovens brasileiros

Somente neste ano, a entidade investiu US$ 589 mil para auxiliar jornalistas, advogados, administradores, engenheiros e economistas a estudarem nos Estados Unidos e na Europa.

Instituto Ling concede 25 bolsas de estudos para jovens brasileiros

Técnicas para se concentrar nos estudos ouvindo música

Muitos alunos têm dúvidas se ouvir música durante os estudos pode melhorar o desempenho.

Técnicas para se concentrar nos estudos ouvindo música

Dicas para ajudar os pais na hora de fazer a matrícula dos filhos

Saiba o que considerar na hora de escolher a escola ideal, levando em conta questões como valores, religião, distância e formação dos professores.

Dicas para ajudar os pais na hora de fazer a matrícula dos filhos

Estímulo para o ensino de crianças se baseia no despertar de seu interesse

Um dos grandes desafios dos profissionais que lidam com o ensino infantil também passou a ser responsabilidade dos pais.

Estímulo para o ensino de crianças se baseia no despertar de seu interesse