Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Defensores da energia nuclear ganham impulso na Alemanha

Defensores da energia nuclear ganham impulso na Alemanha

27/03/2009 Da Redação

Dentro de alguns anos os alemães deveriam estar livres de reatores nucleares. Mas o exemplo de outros países europeus e argumentos econômicos, ambientais e de abastecimento estão virando a mesa em favor do átomo.

O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) debate o destino da energia nuclear na Alemanha. Seu abandono gradativo fora definido há nove anos, porém os recentes movimentos da Itália e da Suécia em prol da construção de reatores deram novas forças aos defensores da energia termonuclear. Sobretudo os conservadores e liberais temem que a Alemanha se coloque em posição de desvantagem ao renunciar a essa fonte de energia. A energia atômica é utilizada em 31 países, e calcula-se que até cem novas usinas poderão ser postas em funcionamento em todo o mundo nos próximos anos. Segundo dados do Ministério alemão da Economia, 444 instalações termonucleares espalhadas pelo mundo geram um total bruto de cerca de 390 mil megawatts. A energia atômica é responsável por 17% da produção mundial e por 31% da produção na Europa.

De volta ao futuro 

A Itália era o único país do G8 a haver renunciado à energia termonuclear, após um plebiscito, mais de 20 anos atrás. Agora, após a virada energética do primeiro-ministro conservador Silvio Berlusconi, decidiu-se que até 2013 serão lançadas as pedras fundamentais de quatro a cinco novas usinas, cada uma com um desempenho de 1,8 mil megawatts. Em 1980, após a catástrofe nuclear de Harrisburg, EUA, um plebiscito decidira que não mais se construiriam novos reatores na Suécia. Contudo, aqui também, a política do premiê conservador Fredrik Reinfeldt abre o caminho para a construção de dez unidades mais modernas e maiores, substituindo as antigas. No momento, dez usinas cobrem cerca de 46% da demanda elétrica sueca.

Saída do átomo ameaçada 

Pioneiro no emprego do átomo em grande escala para fins civis, o Reino Unido colocou em 1956 seu primeiro reator termonuclear em funcionamento. Atualmente o país dispõe de 19 usinas. Devido à alta dos preços do petróleo e ao aquecimento global, Londres aposta forte na energia atômica. Uma nova legislação deverá facilitar a construção de unidades já planejadas. A França depende da energia termonuclear como nenhum outro país da Europa: ela perfaz 77% de sua produção energética. Desde a crise do petróleo, em 1973, foram construídos numerosos novos reatores, com o fim de tornar o país autossuficiente em termos energéticos. Atualmente os franceses dispõem de 59 usinas, e mais uma está sendo construída.

Além disso, o presidente Nicolas Sarkozy se engaja decididamente pela exportação da tecnologia termonuclear nacional. Na Alemanha, 17 usinas produzem mais de um quarto da eletricidade consumida. Desde que, em 2000, o então governo formado por social-democratas e verdes decretou o abandono gradual da energia atômica, não podem ser construídas novas instalações no país. Até 2021 todos os reatores deverão ter sido desativados. Entretanto, a União Democrata Cristã, da premiê Angela Merkel, anunciou que pretende voltar atrás na medida, após as eleições parlamentares de setembro de 2009. Isso implicaria prorrogar o funcionamento das chamadas "usinas seguras", sem que esteja em discussão construir novas.

Rigor europeu e liberalidade 

Para tornar-se independentes do petróleo e gás russos, também os países do Leste Europeu se voltam para o átomo. Assim, a Bulgária, 95% dependente do gás russo, quer reativar dois reatores de fabricação soviética na usina de Kozloduy. Os controversos reatores foram desligados em 2007, por razões de segurança: essa foi uma precondição para que o país pudesse ingressar na União Européia. A República Tcheca também se mostra aberta em relação à energia atômica, da qual depende em 45%. A usina de Temelin, distante cerca de 100 quilômetros das fronteiras alemã e austríaca, deverá ser ampliada de dois para quatro blocos. O país está até mesmo disposto a ignorar o fato de que, em sua forma atual, a usina já é séria fonte de tensões com a Áustria, que renuncia totalmente à energia nuclear. Na opinião dos adversários do átomo, o futuro pertence ao uso econômico da energia, às fontes renováveis e à exploração mais eficiente das fontes convencionais, como o carvão, petróleo e gás.

Mais informações sobre a Alemanha e a Europa no site www.DW-WORLD.DE/brasil .



Quando chega a conta de luz você consegue entender quais são os vilões do seu consumo? 

As inovações tecnológicas e os inúmeros aparelhos eletroeletrônicos à disposição para satisfazer as necessidades da família são uma mão na roda, e fazem diferença.

Quando chega a conta de luz você consegue entender quais são os vilões do seu consumo? 

Cemig e Mori Energia fornecerão energia renovável para condomínios

Solução será possível graças ao acordo firmado com a Mori Energia e a Cemig SIM.


Aprenda a avaliar os desperdícios de energia elétrica no ar condicionado

Você sabia que nos setores comercial e de serviços o consumo do ar condicionado pode atingir até 50% do consumo total de uma edificação? Quer aprender como reduzir este desperdício?

Aprenda a avaliar os desperdícios de energia elétrica no ar condicionado

Banco do Brasil projeta economia de R$ 67 milhões com troca de lâmpadas

Movimento integra ações do BB voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Banco do Brasil projeta economia de R$ 67 milhões com troca de lâmpadas

ABIH-MG apresenta projeto de energia fotovoltaica em hotéis

Associação Brasileira de Indústria de Hotéis de Minas Gerais recebe hotéis para assinatura de contrato de implementação de energia fotovoltaica.

ABIH-MG apresenta projeto de energia fotovoltaica em hotéis

BDMG contrata linha de crédito para financiar a economia sustentável

Recursos de 100 milhões de euros, provenientes do Banco Europeu de Investimento, serão destinados ao financiamento de projetos relacionados à energia limpa.


Cemig lança nova empresa com foco em energia solar e soluções energéticas

Investimento na energia solar de Minas Gerais é compromisso do maior projeto de geração distribuída do país.


Banco do Brasil abre edital para locação de energia solar

Com foco na sustentabilidade, BB é a primeira instituição do segmento público a realizar licitação no modelo de locação para geração distribuída.

Banco do Brasil abre edital para locação de energia solar

Primeira usina hidrelétrica da América Latina completa 130 anos

Geradores do Complexo Hidrelétrico de Marmelos, em Juiz de Fora, estão em atividade até hoje.

Primeira usina hidrelétrica da América Latina completa 130 anos

Seminário gratuito estimula pequenos negócios a produzirem a própria energia

Evento do Sebrae Minas será realizado em Belo Horizonte no dia 3 de setembro.

Seminário gratuito estimula pequenos negócios a produzirem a própria energia

Mortes em incêndios por sobrecarga de energia crescem mais de 100%

Especialista orienta sobre os cuidados necessários para evitar acidentes com a rede elétrica.

Mortes em incêndios por sobrecarga de energia crescem mais de 100%

Pesquisa indica que 87% das pessoas acham conta de luz cara no país

Para 57% da população o custo da energia cairia caso houvesse abertura do mercado.

Pesquisa indica que 87% das pessoas acham conta de luz cara no país