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Energia limpa e inesgotável

Energia limpa e inesgotável

10/05/2006 Divulgação

Até a década de 80, o aproveitamento da energia térmica do interior da terra só era possível em locais onde a rocha no estado de fluido incandescente fica perto da superfície da terra.

Na cidade italiana Larderello, as fontes de água quente acionam as caldeiras e turbinas há mais de cem anos, produzindo energia elétrica.

O interior da terra possui um enorme potencial energético, ainda não aproveitado porque não existia uma tecnologia adequada capaz de atingir as camadas aquecidas. A energia geotérmica acumulada a uma profundidade de oito a dez quilômetros de profundidade, numa área equivalente ao Rio de Janeiro, corresponde a uma potência calorífica equivalente a vinte bilhões de toneladas de carvão.

A fim de aproveitar a energia existente no interior da terra, surgiu uma tecnologia criada por americanos e aperfeiçoada por um cientista alemão. Dois furos são abertos com um diâmetro aproximado de um metro e com algumas centenas de metros de distância. Os furos devem atingir uma profundidade de cinco quilômetros e na parte mais profunda dos furos a temperatura atinge cerca de quinhentos graus centígrados e, sob pressão, força-se a passagem da água de um dos furos, através de fissuras da rocha, para o outro furo, ocorrendo assim uma troca térmica, onde a água aquecida, subindo pelo segundo furo, será recebida, na superfície, em caldeiras ou captadores de vapor que irão acionar as turbinas geradoras de energia elétrica.

Todo esse processo citado foi criado pelos americanos. No entanto, essa metodologia falha pelo fato de ser praticamente impossível realizar perfurações até esta profundidade, utilizando-se brocas convencionais de vídia ou diamantes que se danificam e desgastam devido ao calor a tal profundidade, além da dificuldade na troca de hastes, brocas, barriletes e retirada do entulho proveniente da perfuração.

O método proposto pelo cientista alemão se parece muito com o dos americanos, variando apenas, o equipamento perfurante das rochas. O equipamento é constituído de uma cabeça de broca, formada por uma liga de tungstênio, com aproximadamente um metro de diâmetro por cinco metros de comprimento que funciona como maçarico, alimentado por uma chama de hidrogênio/oxigênio, sob pressão, é capaz de produzir uma chama de três mil graus centígrados, temperatura capaz de fundir qualquer tipo de rocha. 

Apesar do calor, da fusão da rocha, da alta pressão, dos gases de combustão, cerca de mil atmosferas, uma penetração contínua, sem falha de material, em profundidade de mais de dez mil metros, através da alta temperatura de fusão do hidrogênio/oxigênio, a rocha será fundida com grande velocidade de perfuração, quase dez vezes a velocidade de perfuração pelos processos convencionais (são quase duzentos metros por dia), reduzindo os gastos e custos na mesma proporção.

O produto da combustão do hidrogênio/oxigênio, vapor de água, produz no processo de fusão da rocha uma diminuição do ponto de fusão da rocha e causa, como conseqüência, uma economia de energia porque o vapor de água será absorvido pela massa fundida ou deslocada durante o processo de perfuração. O maçarico é refrigerado internamente com nitrogênio líquido, sob pressão, que além de aumentar a vida útil do equipamento, por ser um gás não combustível, protege-o contra possíveis vazamentos que poderiam causar acidentes com o combustível.

O sistema é capaz de agüentar o efeito corrosivo da massa fundida de rocha super aquecida. Assim, é possível perfurar qualquer subsolo com qualquer furo e, conformidade à necessidade, vertical, horizontal ou inclinada, sempre apresentando, como produto final, um revestimento no furo, não corrosível ou desgastável pelo tempo ou pelo uso, perfeitamente impermeável, formado pela vitrificação da própria rocha fundida e cravada, sob pressão, nas fissuras e reentrâncias da própria rocha.

Essa tecnologia desenvolvida pode ser aplicada não só na exploração da energia geotérmica, mas também na exploração de minerais pelo método fluido, construção de depósitos permanentes e finais para lixo nuclear, além de programas continentais de sondagem profunda para pesquisa de terremotos e vulcões. Não há produção de resíduos (detritos, poeira e etc) e o furo não precisa de revestimento, pois a própria rocha fundida reveste o furo de forma definitiva com perfeita vedação, dispensando qualquer tipo de manutenção futura. A velocidade de perfuração é grande atingindo cerca de duzentos metros/dia e o custo da operação é mínima.

A energia geotérmica é inesgotável, segura e não poluente. As usinas geotérmicas podem ser construídas nos grandes centros urbanos dispensando as redes de transmissão de energia elétrica, pois não ocupa extensas áreas como as usinas hidrelétricas, além de exigir pouca manutenção. É fácil perceber que temos um recurso inesgotável de energia praticamente inexplorada, que poderá receber inúmeros créditos de carbono.

Fonte: Ambiente Brasil



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