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Energias alternativas precisam de incentivo

Energias alternativas precisam de incentivo

05/12/2008 Divulgação

A Q-Cells, alemã, é hoje a maior fabricante de células fotovoltaicas utilizadas em painéis solares do mundo.

Ultrapassou a Sharp do Japão ano passado e anunciou aumento em vendas (59 %) e lucros (69 %). A Alemanha, embora não seja um país ensolarado, lidera o mundo em capacidade instalada de fontes de energia renovável e é a terceira maior produtora de painéis solares, logo após a China e o Japão.

A energia elétrica gerada de fontes renováveis na Alemanha alcançou 14,2% do total, saltando de 11,7 % em 2006, graças a ventos excepcionalmente fortes no ano passado. Isto possibilitou ultrapassar a meta da União Européia que é de 12,5% de energia elétrica de fontes renováveis.

Andreas Düser da Enercon, fabricante de equipamento eólico em Lower Saxony, afirma que equipamentos geradores de energia renovável serão grande parte da indústria de manufatura além de se tornarem ferramentas em carros e máquinas. Empregos gerados crescerão de 250mil em 2007 a 710mil em 2030 alcançando o número dos disponíveis na indústria automobilística, prevê Torsten Henzelmann de Roland Berger, consultor.

A maior parte da eletricidade alemã vem da queima do carvão e de usinas nucleares, o que não é bem visto pela emissão excessiva de gás da primeira e do risco de catástrofes da segunda. Então em 1991 uma lei conhecida como EEG foi adotada, lei de energia renovável que encoraja investimentos na área.

A lei é popular entre os que incentivam a rápida introdução de tecnologia nova e limpa. Stefan Schurig do "World Future Council" (Conselho Futuro Mundial) um Green think-tank em Hamburg, a considera a melhor nestes termos do mundo.

A lei diz que eletricidade produzida por fontes renováveis deve ser comprada por concessionárias de acordo com um generoso "feed-in tariff" (alimentacao da eletricidade gerada na rede elétrica) que determina taxas maiores que as do mercado e fixadas por 20 anos. Sistemas fotovoltaicos montados em coberturas instalados em 2007, por exemplo, podem vender energia elétrica a 0,49 euro/kWh, ou seja, sete vezes o preço atual até 2007. Isto permite ao investidor calcular o retorno e remover incerteza sobre financiamento.

As concessionárias repassam o preço a clientes, o que adicionou uma média de 0,01 euro por quilowatt-hora ao preço da eletricidade no ano passado, acrescendo uma conta doméstica típica em 5%, ou 3 euros por mês. Para o país a média foi 7,7 bilhões de euros, 38% sobre o ano anterior. Entusiastas consideram pequeno o aumento, frente à nova indústria e o início do "descarbonizar" do suprimento de energia eletrica.

Nuvens no horizonte

O governo alemão propôs uma revisão na EEG, o que causará uma fuga de solar para outras energias renováveis, eólica em particular. A tarifa para energia solar cai aproximadamente 5% a cada ano. Mas é possível que haja queda de 9,2% no próximo e 7-8% no posterior.

Era esperado que a crescente demanda por painéis permitiria a diminuição de custos e tornaria o sistema mais competitivo a longo prazo. Ao contrário, a corrida ao solar causou falta de silício especial usado na fabricação das células o que elevou o preço de $25 por quilograma em 2003 a $400 hoje.

A demanda por painéis solares na Alemanha é tanta que tem mantido os preços globais altos o que prejudica a instalação em países mais ensolarados onde a geração poderia ser bem maior.Um euro gasto em energia eólica, produz maior capacidade de geração e maior redução de emissão carbono.

Anton Milner, executivo chefe da Q-Cells, diz que por alguns anos a energia solar não será competitiva se comparada às convencionais que também são subsidiadas, diz ele, já que a emissão de carbono não é cobrada adequadamente.

Fãs do solar notam que eólica não poderá expandir para sempre. Kurt Rohrig da ISET, um instituto de pesquisa solar da Universidade de Kassel prevê que na Alemanha a fonte eólica alcançará saturação em 2038 e então a solar decolará.

Uma nova tecnologia de thin film poderá ultrapassar o uso do silicio. No departamento forte R&D 300 na Q-Cells estão trabalhando nas duas tecnologias. Em toda a Alemanha, aproximadamente 160 instituições estão pesquisando tecnologia solar.

A longo prazo, espera-se que tecnologias limpas possam se tornar competitivas com formas de geração mais econômicas tornando-as base confiável. Então ainda há estocagem de energia para dias nublados e noites. Até lá a improvável abundância de painéis solares na Alemanha continuará.

Fonte: The Economist 



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