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Leishmaniose Visceral Canina: como proteger seu cão

Leishmaniose Visceral Canina: como proteger seu cão

10/02/2017 Ana Paula Morais

Entenda um pouco mais da doença, sintomas e tratamento.

Leishmaniose Visceral Canina: como proteger seu cão

A leishmaniose visceral é uma doença grave causada por protozoários do gênero Leishmania. Endêmica no Brasil e de grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose (doença transmitida tanto aos animais quanto aos seres humanos) de alta letalidade, a doença é transmitida, principalmente, por meio da picada de um inseto conhecido popularmente como mosquito palha, que tem sido encontrado em todas as regiões do país. O mosquito palha é um inseto bem pequeno (de 1 a 3 milímetros de comprimento), com hábito crepuscular e noturno, que se reproduz em ambiente que contém matéria orgânica, como, por exemplo, folhas e frutos em decomposição restos de comida, dejetos de animais), por isso, é importante manter quintais sempre limpos. No cão, a Leishmania vive no interior de um tipo especial de células de defesa - os macrófagos, existentes em vários tecidos do organismo. As fêmeas do inseto transmissor precisam ingerir sangue para o desenvolvimento dos ovos e, dessa forma, picam tanto o cão quanto o homem. Quando pica um cão infectado, recebe as Leishmanias por meio do sangue ingerido. Dentro do estômago do inseto, os parasitas multiplicam-se. Quando esta fêmea volta a picar um cão ou humano, inocula a Leishmania no novo hospedeiro. Os flebótomos picam os cães preferencialmente na cabeça (focinho e orelhas). As Leishmanias infectam os macrófagos do cão e iniciam o processo de multiplicação, permitindo o desenvolvimento da doença, caso o cão não desenvolva antecipadamente uma resposta imunitária neutralizante. Sintomas Os cães infectados geralmente apresentam emagrecimento, aumento de volume abdominal, lesões cutâneas, problemas renais, digestórios e locomotores, entre outros. "É importante frisar que para cada cão que apresenta sintomas da doença em uma área endêmica, existem outros cinco cães assintomáticos, isto é, infectados mas sem presença de sintomas", ressalta Andrei Nascimento, gerente Técnico da Unidade Pet da MSD Saúde Animal. Os cães infectados se tornam uma fonte de infecção para outros animais e seres humanos e um reservatório da doença no meio urbano, pois possuem também capacidade de infectar os vetores, ou seja, transmitir a doença. Por isso, todo cão que vive em área endêmica deve ser protegido. Como prevenir A melhor forma de prevenção da leishmaniose é evitar o contato do mosquito palha com os cães por meio do uso de métodos repelentes, como, por exemplo, a coleira impregnada com Deltametrina 4% (Scalibor – MSD Saúde Animal), um potente inseticida que repele e mata o mosquito transmissor da leishmaniose. Ela protege os cães das picadas deste inseto e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde para prevenir o avanço da doença. Atitudes simples, como a limpeza de quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, por exemplo, ajudam a combater a doença, uma vez que o inseto que a transmite ao cão e ao homem coloca os seus ovos em locais ricos em matéria orgânica. Segundo Andrei Nascimento, mesmo os cães tratados animais tratados ainda podem transmitir a leishmaniose. "A cura parasitológica (eliminação de todos os parasitas) é muito difícil tanto em cães como nos seres humanos. O que acontece após o tratamento é o que chamamos de cura clínica (eliminação de todos os sintomas da doença)", explica. Com o tratamento ocorre uma melhor resposta do sistema imune do paciente e a multiplicação do parasita é controlada, havendo uma regressão dos sintomas da doença. Em cães submetidos a tratamento podem ocorrer recidivas da doença de meses a anos após o tratamento inicial, e se faz necessário um novo ciclo de tratamento. Portanto, os cães em tratamento continuam sendo reservatórios da doença. Por isso, é muito importante que estes animais – em tratamento ou não – sejam protegidos com métodos repelentes que impeçam o contato com o mosquito transmissor. Regiões endêmicas Algumas regiões do Brasil são consideradas endêmicas para a doença, de acordo com o Ministério da Saúde. O Nordeste, os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste, entre outras. Há alguns anos, a leishmaniose era uma doença tipicamente das áreas rurais. Mas hoje ela já é encontrada em muitas cidades brasileiras, devido à proliferação do mosquito transmissor.



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