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A arte de lidar com os dilemas da vida

A arte de lidar com os dilemas da vida

22/11/2012 Eliane Quintella

Parece que não é difícil abandonarmos regras e princípios que seguimos por nossa vida ao nos deparamos com uma injustiça feita a uma pessoa que nos é especial.

Quem não ajudaria o próprio filho a fugir da polícia política na Ditadura por ser perseguido pelo simples motivo de expor suas ideias? Quem não contaria uma mentira para satisfazer uma burocracia inútil e injusta do sistema de saúde se isso significasse salvar seu irmão da beira da morte?

Quem não arriscaria deixar um pouco a cartilha de lado por uma causa maior, uma injustiça, ainda mais se essa injustiça envolvesse alguém que se ama? Parece mesmo que qualquer um é capaz disso, mas se esse abandono significar ferir algum valor que lhe é muito importante, então, talvez você não ajude a quem ama.

Você pode ajudar a esconder seu filho da polícia política, mas talvez não esteja disposto a matar um policial. Você pode contar uma mentira que salve seu irmão da beira da morte, mas pode não fazer isso, se essa mentira significar que seu irmão tirou lugar na fila de outra pessoa que fatalmente irá morrer. O dilema é ainda pior se a pessoa que amamos está envolvida em uma situação, sob os nossos olhos, justa.

Um filho que foge da polícia porque de fato praticou um crime, por exemplo, um assassinato. O que fazer nesse caso? Ajudá-lo ou delatá-lo à polícia? Pode ser que você queira dar o exemplo, mostrar que quem pratica crime deva ser preso e que você não pode ser conivente com um criminoso, seja ele seu filho ou não.

Pode ser que você não tenha coragem de mandar seu filho para o sistema carcerário do Brasil, pois sabe que  possivelmente sairá pior do que entrou.  Pense sozinho, só você sabe a resposta e só você precisa saber, não precisa dizer a ninguém mesmo, mas seja sincero com você mesmo e responda: o que você faria?

No fundo, toda vez que nos deparamos com dilemas, quaisquer que sejam eles, nós pesamos, às vezes sem nos darmos conta desse processo, os valores que estão em jogo e escolhemos aqueles que realmente são mais importantes para nós.  O que vale nesse processo é ser verdadeiro com você mesmo.

Esqueça o que podem pensar, das regras, de como outras pessoas agiriam e seja sincero com você mesmo: o que realmente importa para você? Não há apenas uma resposta certa, cada pessoa tem seus próprios valores e convicções. O importante mesmo é agir de acordo com aquilo que acredita e não trair a si mesmo.

*Eliane Quintella é escritora.



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