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A base da economia está na educação

A base da economia está na educação

18/07/2008 Benedicto Ismael Camargo Dutra

Educar não significa apenas e tão somente preparar as novas gerações para o trabalho.

É também e, principalmente, formar pessoas conscientes de seu papel como cidadãos. Por isso o investimento nessa formação é essencial.

No Brasil estamos muito atrasados nesse sentido e também no que tange à saúde, planejamento urbano, e tudo ao que leve ao desenvolvimento econômico de um modo geral.

É chegada a hora de repensar o conceito de educação de forma a que esteja em consonância com as necessidades da vida. Saturar a mente com teorias não ajuda muito, assim como também não funciona oferecer apenas conhecimentos tecnológicos. Atualmente o Brasil e o mundo passam por uma fase muito delicada com muitos acontecimentos negativos simultâneos, o que conduz ao artificialismo econômico.

Atualmente existe no Brasil um grande contingente de população sem preparo, que mal sabe ler. As escolas se enfraquecem. Os professores desanimam. Os estudantes não se dedicam aos estudos, pois não percebem oportunidades de empregos no futuro imediato e, ao mesmo tempo, não recebem estímulos dos pais para se esforçarem na obtenção de conhecimentos. Com isso as novas gerações permanecem despreparadas para tudo na vida.

Temos que ser criativos para oferecer uma educação que propicie maior discernimento aos estudantes, ensinando-os a pensar, a ler corretamente, a falar fluentemente e a escrever com clareza. É preciso dar-lhes oportunidades, mesmo que os turnos de trabalho tenham que ser reduzidos para que surjam mais vagas. É possível uma série de ações, tais como: estabelecer atividades culturais ou de utilidade pública, formar monitores capacitados para lidar com os jovens e coordenar as suas atividades em oficinas, parques e jardins, hortas comunitárias e atividades atléticas.

Com o advento de novas tecnologias e com a globalização da produção, estão sendo gerados menos empregos. Se não atentarmos para isso, se não dermos preparo aos jovens para que se empenhem em atividades construtivas, eles tenderão a ações marginais, aumentando a violência urbana. Além disso também tendem a se agravar as crises financeiras e de alimentos. Com o aumento do preço do petróleo, a situação poderá ficar insustentável, tendendo para uma rebelião civil em muitos locais.

Em suas análises o economista Celso Furtado concluiu que estávamos muito longe daquilo que poderíamos ter sido, apesar do enorme potencial com que fomos dotados. Pode-se perceber, com isso, que necessitamos de líderes dispostos a trabalhar de forma construtiva. No mundo há uma grande ausência de lideranças representativas, o que se revela na pobreza que assola os continentes. Faltam pessoas capazes de formar verdadeiros líderes aptos a transformar o Planeta em um lugar hospitaleiro e, no caso brasileiro, fazer do país um exemplo de sociedade humana.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP,.



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