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A camisinha e a Educação

A camisinha e a Educação

02/07/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

As escolas terão máquinas - como as de refrigerante - para distribuir camisinhas aos alunos.

A inovação é bancada pelo Ministério da Saúde, que pretende colocar 400 unidades num primeiro momento e depois ampliar o trabalho para onde for necessário e possível. O programa é anunciado como panacéia, na suposição de que, com ele, o governo está cumprindo importante plano de trabalho nas áreas da educação e da saúde. Melhor seria que em vez de camisinhas, se procurasse resolver o problema das vagas nas escolas e da fila na área da saúde, da remuneração e treinamento dos professores, médicos e profissionais de apoio e até o da segurança nas escolas e hospitais. Treinar os mestres para, dentro da ética e dos bons costumes, passar informações válidas aos alunos sobre DST, gravidez e conseqüências.

Distribuir eleitoralmente os preservativos, sem palestras de profissionais treinados, pode produzir conseqüências imprevisíveis. Mesmo que algumas escolas já distribuam os preservativos a grupos específicos do alunado, como educação sexual e prevenção das DSTs, a instalação de máquinas dá a idéia do “liberou geral”. Afora os alegados benefícios, isso pode funcionar como incentivo e banalização da atividade sexual precoce. Até soar como a “aula prática” de educação sexual, muito explorada como piada de gosto duvidoso. O Brasil, por seus meios científicos e pela acertada ação política no enfrentamento a obstáculos como o das patentes de medicamento, demonstrou competência no combate à Aids. Conseguiu alongar a sobrevida dos atingidos pelo mal e desenvolver uma política possível de prevenção que coloca o país como destaque internacional. A escola deveria ser preservada como casa de transmissão e difusão de conhecimentos.

Seus alunos são credores de todos os esforços para que os conhecimentos lhes cheguem da forma mais adequada e útil para a vida que terão de enfrentar. A fase mais “prática” das coisas da saúde, até por uma questão de ética e competência, deveria ser executada pelas unidades especializadas representadas por hospitais, ambulatórios e postos de saúde. A camisinha doada no corredor, pos mais avançada, moderna e democrática que seja a ação, certamente incutirá ao jovem a idéia do sexo livre e descomprometido. Esse conceito já existe, mas não pode nem deve ser algo tido como “programa de governo”. Seria mais aproveitável – e menos permissivo – se em vez de camisinha, as escolas pudessem distribuir literatura sobre cuidados de saúde e até orientar que quem tiver necessidade do preservativo pode obtê-lo na unidade de saúde... Sem o risco de banalizar...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves –  diretor da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 



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