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A censura e o retrocesso

A censura e o retrocesso

24/07/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

As vozes que se levantaram contra a voracidade regulatória da comunicação e da publicidade (no IV Congresso Brasileiro de Publicidade, em São Paulo), prestam um grande serviço à nação.

O país viveu, durante anos, engolfado de uma liberdade - que muitos confundiram com libertinagem - e hoje já caminha para o perigoso terreno da proibição e da intolerância. Aqueles que pregaram a liberdade como remédio para todos os males nacionais são hoje tomados de recaídas autoritárias ou, pior que isso, tornaram-se xiitas que querem, sem qualquer embasamento técnico ou científico, proibir tudo como se isso fosse a alavanca do bem-estar geral. Os meios de comunicação são as grandes vítimas dos incompetentes falsos democratas, muitos deles cultores da liberdade ampla geral e irrestrita quando na oposição e pregadores do trancamento geral quando agora que estão no governo ou em posições de destaque.

Esses oportunistas não podem sobreviver, sob pena de mais uma vez excluírem o Brasil do mercado internacional de publicidade e comunicação. Se ficarmos patinando em discursos e medidas demagógicas, os outros países continuarão evoluindo no mercado globalizado, deixando-nos para trás. Pensar que a simples liberdade era a redenção do país foi um engano. Além dela, carecemos da inteligência, da tecnologia, de investimentos e de uma série de outros requisitos. Não precisamos dos neo-censores travestidos em reguladores ou coisas parecidas. A sociedade, a ciência e o ordenamento jurídico brasileiro são suficientemente capazes para estabelecer o necessário equilíbrio sem que haja censura, nem mesmo de forma disfarçada. Depois das ondas de libertinagem e de falso moralismo ocorrida nas artes, o setor hoje está equilibrado, sem os exageros já ocorridos.

As bolas da vez são a propaganda de cigarros e, agora, a de bebidas alcoólicas. Comete-se exageros ao proibir uma e estabelecer restrições para outra quando, na verdade, o meio de comunicação seria melhor utilizado para a educação do povo quanto aos efeitos do tabagismo e do alcoolismo. Órgãos de governo, Ongs e outros detentores do poder fariam melhor se, em vez de atropelar a publicidade, procurassem incentivar a educação do povo e garantir que hospitais e ambulatórios tenham capacidade para atender aqueles que os procuram para tratamento dos males do fumo, da bebida e de tantos outros. Mas, os reguladores agem carregados de hipocrisia e pregam que, mediante censuras e proibições, os problemas nacionais serão resolvidos.

O engano do desarmamento está aí para qualquer um ver. O cidadão de bem foi convencido ou compelido a desfazer-se de suas armas, mas o Estado não foi capaz de desarmar os bandidos, que hoje assaltam na certeza de que a vítima não terá com que reagir. O desarmamento seria bom, mas abrangendo toda a população. Proibir, censurar e regular aquilo que por si funciona e atinge o equilíbrio é um  crime contra a verdadeira liberdade do povo que, em vez de desconhecer, precisa ser bem informado para, livremente, decidir o que lhe pareça melhor...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves -  diretor da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 



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