Portal O Debate
Grupo WhatsApp


A democracia não pode degenerar em anarquia

A democracia não pode degenerar em anarquia

06/06/2017 Julio César Cardoso

O que houve na capital federal foi a desmoralização da democracia.

Assistimos, na tribuna do Congresso Nacional, ao revezamento de parlamentares da esquerda festiva, que empregaram o seu tempo para protestar contra a convocação das Forças Armadas para pôr ordem em Brasília, onde baderneiros de tendências nitidamente esquerdistas desembarcaram para subverter a ordem e atacar de forma covarde os prédios públicos, pondo em risco a vida de pessoas.

O que houve na capital federal foi a desmoralização da democracia, patrocinada pelos anarquistas dos partidos de esquerdas, que não engoliram até hoje o impeachment constitucional da incompetente, e agora implicada na Lava-Jato e JBS, Dilma Rousseff.

Assim, a transgressão das regras democracia por manifestantes baderneiros não encontra razoabilidade no espírito democrático de nação civilizada. O direito democrático de se manifestar de forma civilizada tem amparo em nossa Constituição.

Agora, a ação anárquica daqueles que subvertem a ordem e partem para a agressão de cidadãos e dos bens públicos deve ser repelida não só com a veemência da lei, mas também com o emprego moderado do aparato militar.

Deste modo, causa perplexidade que parlamentares e sectários de partidos de esquerda venham de forma hipócrita e demagógica defender os baderneiros e condenar a convocação das Forças Armadas, fazendo conotações rasteiras ao período do governo militar.

Jamais Brasília foi palco de tamanha selvageria, tendo os seus prédios públicos danificados e saqueados por bandos de militantes vermelhos, que não respeitam o Estado Democrático de Direito. Não se pode aceitar que a democracia degenere em anarquia.

As Forças Armadas têm que ser acionadas sempre que o país ficar incontrolável, como se encontrava Brasília, em 24/05/2017. E é pena que o pusilânime governo Temer tenha se acovardado diante das críticas sofridas, mormente pelos sectários esquerdistas e resolvido recuar, mandando suspender a presença das Forças Armadas nas ruas de Brasília.

O Brasil continuará ingovernável se não houver uma ampla reforma política já, para que esteja em vigor nas próximas eleições gerais, em outubro de 2018, e na qual os interesses maiores do Brasil, da sociedade enfim, prevaleçam em relação aos interesses políticos.

Sem uma ampla reforma política, o Brasil permanecerá mergulhado em crises política, social e econômica, que atrapalham a retomada do crescimento e a volta dos empregos, que hoje representam quatorze milhões de desempregados.

Portanto, antes de se pensar em eleição direta intempestiva, dever-se-ia preocupar com a reforma política já, que contemplasse, entre outras coisas, por exemplo, para as eleições de 2018, a candidatura somente de gente nova – nem os atuais e nem os ex-políticos -, a revisão constitucional para (1) a extinção da reeleição, dos privilégios de foros e da prerrogativa de o presidente da República indicar os ministros dos tribunais superiores (STF,STJ,TST,TSE,STM), os quais deveriam ser pinçados dos próprios quadros do Judiciário e submetidos à aprovação do Senado; (2) a instituição do voto facultativo, do sistema distrital puro de eleição e da candidatura avulsa sem vinculação partidária; e (3) para a redução drástica de partidos políticos e da quantidade de parlamentares no inchado Congresso Nacional e nos demais legislativos.

* Júlio César Cardoso é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado.



A comunicação educativa no processo de retomada social

Alguns governos municipais e estaduais, a partir desse mês, começam a criar e implementar um plano de retorno às atividades comerciais, culturais, educacionais, entre outras.


Direita ou esquerda? Atenção aos atalhos!

Você deve estar pensando: lá vem mais um textão sobre reflexões políticas. Mas não é disso que vamos tratar aqui.


George Floyd: o racismo não é invencível

Na cidade de Minneapolis nos Estados Unidos, no dia 25 de maio de 2020, assistimos mais um triste e vergonhoso capítulo da violência policial contra um homem negro.


Quem lê para os filhos compartilha afetos

Neste momento em que tantas crianças aqui e mundo afora estão isoladas em casa, longe de colegas, amigos e com uma nova rotina imposta, é muito importante que os pais leiam para elas.


SUS: o desafio de ser único

Começo pedindo licença ao economista Carlos Octávio Ocké-Reis, que é doutor em saúde coletiva, para usar o nome de seu livro como título deste artigo.


Poderes em conflito – Judiciário x Executivo

Os Poderes da união que deveriam ser independentes e harmônicos entre si, cada qual com suas funções e atribuições previstas na Constituição, nos últimos dias, não têm se mostrado tão harmônicos.


A Fita Branca

Em março de 1963, um ano antes do golpe que defenestrou o governo populista de João Goulart, houve um episódio que já anunciava, sem ranhuras, o que estava por vir.


Como ficarão as aulas?

O primeiro semestre do ano letivo de 2020 está comprometido, com as crianças, adolescentes e jovens em casa, nem todos entendendo bem o que está acontecendo, principalmente as crianças menores.


Dizer o que não se disse

A 3 de Janeiro de 1998, Fernando Gomes, então Presidente da Câmara Municipal do Porto, apresentou o livro de Carlos Magno: “O Poder Visto do Porto - e o Porto Visto do Poder”.


Pegando o ônibus errado

Certo dia, o cidadão embarca tranquilamente na sua costumeira condução e, quadras depois da partida, em direção ao destino, percebe que está dentro do ônibus errado.


Resiliência em tempos de distanciamento social

Em meio à experiência que o mundo todo está vivendo, ainda não é possível mensurar o impacto do distanciamento social em nossas vidas, dada a complexidade desse fenômeno e a incerteza do que nos aguarda.


Nasce a organização do século 21

Todos sabemos que a vida a partir de agora – pós-epidemia ou período de pandemia, até termos uma vacina – não será a mesma.