Portal O Debate
Grupo WhatsApp


A educação como ferramenta da emancipação feminina

A educação como ferramenta da emancipação feminina

09/03/2018 Luis Antonio Namura Poblacion

A educação como meio para a conquista da igualdade de gênero ainda é fundamental.

Em 1838, na sociedade fortemente patriarcal, escravagista e oligárquica do Segundo Império, na qual a mulher, mesmo pertencendo à elite dominante, tinha um papel subalterno e de submissão, a escritora Nísia Floresta (pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, 1810-1885) abriu a primeira escola para meninas no Brasil.

No “Colégio Augusto”, as meninas aprendiam gramática, escrita e leitura do português; francês e italiano; ciências naturais e sociais; matemática; música e dança. As ideias libertárias de Nísia se inspiravam na escritora inglesa Mary Wollstonecraft, do século 18.

Ao enfocar a perspectiva de autonomia feminina com base na educação, Nísia tornou-se a precursora brasileira da luta pelos direitos da mulher. A luta pela educação abriu caminho para outras lutas – pelo voto feminino, por salários iguais e contra a violência doméstica.

Hoje, 180 anos depois da fundação do “Colégio Augusto”, quando comemoramos mais um Dia Internacional da Mulher, a perspectiva apontada por Nísia Floresta – a educação como meio para a conquista da igualdade de gênero – continua sendo fundamental para a emancipação feminina.

De lá para cá, o papel das mulheres na sociedade brasileira mudou muito graças à educação e a inserção feminina no mercado de trabalho, com a conquista de espaço em setores tradicionalmente destinados aos homens. Mas esse avanço ainda não se refletiu plenamente na economia brasileira.

Hoje no Brasil, as mulheres representam 57% da População Economicamente Ativa (PEA), mas apenas 36% delas estão empregadas. E o salário das mulheres representa em média 85% do salário dos homens, independentemente da jornada de trabalho e do nível de escolaridade.

E o pior, muitas mulheres cumprem jornada dupla, trabalhando fora e depois cuidando da casa e dos filhos. Sem contar que, apesar de avanços como a Lei Maria da Penha, os índices de violência contra a mulher são indecentemente altos no Brasil.

Acreditamos que só um aprofundamento dessa opção pela educação como instrumento de emancipação, de ´empoderamento´ feminino poderá mudar essa situação. As instituições educacionais são aquelas que ainda estão em melhores condições de garantir uma educação democrática, difundindo, entre outros valores, o de igualdade de gênero.

Também é preciso criar uma cultura escolar nessa direção, supervisionando os currículos e os materiais pedagógicos, assegurando a igualdade de gênero na tomada de decisões e aumentando a porcentagem de mulheres em cargos de responsabilidade e de chefia.

* Luis Antonio Namura Poblacion é Presidente da Planneta; Engenheiro Eletrônico pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica; com especialização em Marketing e Administração de Empresas e MBA em Franchising pela Louisiana State University e Hamburguer University – Mc Donald´s.



O “Golpe do WhatsApp” e o roubo da conta no aplicativo

Caso você seja vítima desse golpe, deve imediatamente entrar em contato com o WhatsApp para informar que alguém está utilizando a sua conta.


Reflexão sobre a democracia

Deambulava numa manhã de domingo, na Praça da Batalha, no Porto, quando perpassei por sujeito, elegantemente trajado: calça e casaco azul-marinho, camisa branca, gravata cinza.


Como não errar ao investir?

Muitas pessoas têm receio em falar sobre os seus investimentos, pois ainda é um grande tabu falar sobre dinheiro.


Para uma sociedade melhor

No tempo da minha juventude, conheci mocinha, de origem modesta, mas rica de inteligência, esperteza e perspicácia.


Fake (old) News

Tanto a existência das fake news quanto a expressão em si, já existem há muito tempo.


Por que os professores de Humanas são de “esquerda”?

Quero começar essa reflexão com uma resposta simples: não!


Como revestir a casa de forma prática e com menor custo

Nos últimos anos, uma das novidades de maior destaque se traduz no surgimento dos revestimentos inteligentes.


O livro e a cultura

29 de outubro é o Dia do Livro. 5 de novembro é o Dia da Cultura.


Os controversos e suas controvérsias

O ano de 2019 tem sido, sem dúvidas, muito fértil para os noticiários políticos internacionais.


A demora do Poder Legislativo em não regular a prisão em segunda instância

Os parlamentares federais são exclusivamente culpados por ter o STF procedido à revisão da prisão em segunda instância.


Os limites e a liberdade na educação

Crianças precisam de limites, seja para a sua saúde e segurança, ou para ajudá-las a reconhecer os seus sentimentos.


É impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão

O ministro do STF Marco Aurélio, em seu voto contra a prisão em segundo grau, declarou que “é impossível devolver a liberdade perdida ao cidadão”.