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A Importância da TI para o Campo

A Importância da TI para o Campo

14/03/2007 Da Redação

O Brasil é hoje o pólo mundial de produção de etanol e açúcar. Ninguém questiona essa afirmação. É uma realidade e os esforços feitos para colocar o País em tal posição não são resultados de uma ou outra ação isolada nos últimos anos.

Vêm de décadas de crescimento de áreas plantadas de cana-de-açúcar e de uma explosão de produtividade que possui várias explicações. São muitos os fatores, mas, no fundo, há uma razão central: no campo sucroalcooleiro, o Brasil é o grande centro mundial da informação.

Entretanto, pouco se discute sobre a importância do uso da TI (Tecnologia da Informação) no desenvolvimento da economia sucroalcooleira. Fala-se muito em investir em equipamentos, logística, pesquisa biológica e prospecção comercial. Tudo isso é mais do que necessário. Mas não podemos perder de vista o fator “informação” se quisermos nos manter na frente de outras nações.

Está visivelmente claro e evidente que as empresas que investem estrategicamente em TI destacam-se das demais em crescimento e produtividade, e tomaram a dianteira no processo de consolidação do segmento. Sem a TI dificilmente grandes grupos poderiam se organizar e crescer em tão curto espaço de tempo.

Agilidade no acesso a informações estratégicas é fundamental para se garantir uma gestão eficiente dos processos produtivos. E gestão eficiente é a receita para o crescimento que o setor sucroalcooleiro do país vem registrando nos últimos anos. Entre as safras 2000 e 2005, a produção nacional de álcool evoluiu 50% e a de açúcar avançou 60%. 

Estima-se que a produção nacional de cana-de-açúcar deverá somar 475,5 milhões de toneladas na safra 2006/07, representando um crescimento de 10,3% em relação à produção da safra anterior.

A posição de destaque que o Brasil ocupa, hoje, no cenário mundial de produção de etanol e açúcar resulta de esforços engendrados no universo acadêmico, no meio empresarial, por institutos de pesquisa, escolas e associações, os quais vêm contribuindo, a cada ano, para deslocar os índices de produtividade a patamares maiores, colocando o País na vanguarda tecnológica. O Brasil não tem só área para plantio e clima adequado; sabe também como aproveitar melhor do que qualquer outro país esses fatores. Este é o estado atual que, daqui para frente, só tende a evoluir.

Nossa dianteira, no entanto não é tão confortável assim. Como qualquer um de nós sabe, a concorrência vem se aproximando com muita vontade. Os norte-americanos não brincam em serviço, ainda mais quando são eles os maiores rivais – partindo, de fato, de uma cultura com menor rendimento energético, como a do milho, mas alavancados por quantidades de capital e subsídios muito além dos que encontramos por aqui. E os Estados Unidos são somente um dos competidores. 

Do lado da comercialização, no âmbito internacional, mesmo que as barreiras contra a importação de açúcar e álcool na Europa, Ásia e Estados Unidos caiam do modo como se espera, há ainda inúmeras barreiras informais que certamente irão nos atrapalhar. Todo o sistema brasileiro de produção sucroalcooleira sabe disso e por conta desta realidade não podemos deixar de lado temas críticos como fitossanidade e rastreabilidade.

Por isso, a importância da TI como fator de competitividade. Hoje em dia o mundo é “on-line”: se algo acontece, o produtor logo fica sabendo. Isso se aplica às condições do mercado, à legislação, às taxas e, principalmente, às condições da usina, da produção e do campo.

A tecnologia quase sempre se encontra disponível, mas a que custo? Essa é a pergunta que devemos fazer. Atualmente temos condições de utilizar a TI por meio de palm-tops, computadores de bordo e outros equipamentos móveis a custos muito acessíveis. O mesmo vale para os programas neles instalados.

Por conta desse contexto, criado a partir das necessidades de informação do produtor e da disponibilidade de tecnologia a custos acessíveis, a demanda moderna diz respeito ao conceito de mobilidade quando tratamos da produção de açúcar e álcool: o produtor sabe, com precisão e em tempo real, como vai o corte, em que talhão e se os carregamentos estão sendo monitorados corretamente. Somente sistemas de software específicos são capazes de processar e armazenar todas essas informações.

Se considerarmos os investimentos necessários para a construção de uma usina média, a parcela relativa à TI é sempre muito pequena quando comparada às máquinas, frota e à infra-estrutura. Normalmente, um sistema completo de gestão agroindustrial não atinge dois por cento do investimento total. Em termos de custeio, pela própria lógica da Tecnologia da Informação, os sistemas existem exatamente para reduzir, quando não, eliminar custos.

* Sérgio Parasmo, 42, é administrador de empresas e sócio-diretor da Próxima



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