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A Informática na Educação Pública

A Informática na Educação Pública

02/12/2005 Elisete Baruel

A informática adquire cada vez mais relevância no cenário educacional.

Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vêm aumentando de forma extremamente veloz. Frente às Novas Tecnologias, a Educação passa por profundas mudanças estruturais e funcionais, que exigem cada vez mais preparo e capacidade de adaptação por parte de todos os agentes envolvidos.

uve época em que era necessário justificar a introdução da informática nas escolas. Hoje, já existe pleno consenso quanto a sua importância. Diante dessa nova realidade, escolas públicas do país estão implantando com sucesso um Programa de Informática Educacional que leva aos educadores e alunos um novo conceito de aprendizagem, tendo como suporte inúmeros recursos tecnológicos. Através de parcerias entre prefeituras e empresas, já é possível oferecer a estudantes do ensino público uma educação de qualidade, promovendo a verdadeira Inclusão Digital.


A Informática na Educação passa por uma série de escolhas da comunidade escolar. Uma delas diz respeito ao modo como ela será institucionalmente incorporada: como uma atividade extracurricular; como parte da matriz curricular - uma disciplina específica e paralela às demais; como ferramenta que pode ser utilizada pelos professores de todas as disciplinas; ou, ainda, como uma ferramenta usada por um grupo de professores que desenvolve um tema gerador comum. O modo como o trabalho com o computador é encarado pela comunidade escolar determina, em grande parte, o desenvolvimento do trabalho na escola.

Educar é colaborar para que estudantes transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. O conhecimento adquirido hoje através da Internet e de inúmeros softwares educacionais pode ajudá-los na construção de sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, do seu projeto de vida.

A sociedade pós-industrial, certamente, inovará as atividades humanas. O surgimento e a expansão dessa nova visão demandam um novo perfil de profissional para conviver na sociedade do conhecimento e da tecnologia. Os sistemas de informação tornam-se cada vez mais rápidos e abrangentes, por meio das várias mídias.

No entanto, a maioria dos sistemas de ensino público vive no passado. O modelo educacional brasileiro ainda é baseado na mera transmissão de conhecimento, concebendo o aluno como um ser passivo, sem capacidade crítica e reflexiva, com uma visão de mundo segundo a que lhe foi transmitido. "O profissional com essa habilidade terá pouca chance de sobreviver na sociedade do conhecimento. Na verdade, estamos produzindo alunos e profissionais obsoletos". (Valente).

A chegada dos computadores em uma instituição pública de ensino coloca a comunidade escolar frente a frente com o desafio de iniciar o trabalho de "Informática na Educação". As idéias finalmente passam a ter uma existência concreta e há muito o que fazer. Isso exige que cada professor invista em seu próprio desenvolvimento, para que consiga transmitir aos alunos os benefícios das novas ferramentas tecnológicas. Por isso, torna-se necessário um processo contínuo de formação dos professores, abrangendo conhecimentos específicos sobre informática - os aspectos técnicos para a manipulação do computador - e sobre o processo de ensino-aprendizagem - a escolha das diferentes softwares, por exemplo, de acordo com a disciplina e o nível escolar dos alunos.

Os professores representam o elemento-chave para que o apoio das novas tecnologias ao processo educacional, especialmente no ensino público, possa decolar. A escola pode ser mais um espaço que propicie ao aluno vivenciar e desenvolver habilidades compatíveis com seus interesses e com as necessidades atuais da sociedade. Mas não basta a Escola Pública adquirir recursos tecnológicos e outros materiais pedagógicos sofisticados e modernos. É preciso ter professores capazes de recriar ambientes de aprendizagem. Isso significa formar professores críticos, reflexivos, autônomos e criativos, que possam contribuir para o processo de mudança do sistema de ensino. O desenvolvimento da capacidade reflexiva dos futuros professores tem sido uma meta perseguida por programas de formação.

Educamos de verdade quando aprendemos com cada experiência, pessoa ou idéia que vemos, ouvimos, sentimos, tocamos, lemos, compartilhamos e sonhamos; quando aprendemos em todos os espaços em que vivemos: na família, na escola, no trabalho e no lazer. De tudo, de qualquer situação, leitura ou pessoa podemos extrair alguma informação e experiência que nos ajudam a ampliar o saber, até mesmo para rejeitar determinadas visões de mundo. Nesse sentido, o computador é um instrumento poderoso na geração do conhecimento e tem de estar cada vez mais presente no universo escolar brasileiro.

* Elisete Baruel é Pedagoga da Futurekids do Brasil. Atua na Formação de Educadores e na Aplicação de Informática Educacional às diversas Áreas do Ensino. 



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