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A Liberdade no Brasil sob uma perspectiva pessoal

A Liberdade no Brasil sob uma perspectiva pessoal

04/12/2014 Watson Bandeira

Como novo membro da equipe Liberdade em Foco, redigi este texto para que fique bem claro o cunho dos textos que farei em um futuro próximo.

Abordarei sobre a situação político-ideológica atual, com ajuda de pequenas análises da história do país, que contribuiu para o establishment atual e a predominância ideológica atual no Brasil. Eu, como filho de militar e de empreendedora, como estudante de escolas públicas e particulares, posso facilmente delinear os problemas gerados pelo estado, o que faz surgir posicionamentos ideológicos de indivíduos aos quais sou próximo. Meus pais nessas últimas eleições votaram no PT.

Argumentam que o PT possibilitou a ascensão de classes em 12 anos de governo a partir de argumentos de experiência. Eles representam o povo comum, que só vê o superficial de algo muito maior. Mesmo com preços exorbitantes causados por uma expansão de crédito, acreditam que a liberação desse crédito é algo bom, por causa do dinheiro liberado (que parece ser disponível). A amostra de pensamento de meus pais é um exemplo de que a sociedade brasileira em geral tem uma visão de curto prazo, o que possibilita ideologias sociais (estado de bem-estar social, socialdemocracia e, em casos graves, o socialismo) ascender com grande força. Passando para outra amostra de predominância ideológica, nos encontramos em uma sala de aula de uma escola pública.

Os professores repassam um ensino desonesto sobre a história da humanidade, protagonizando conquistas sociais, enaltecendo o coletivo e a luta de classes, e ignorando totalmente o individuo e suas liberdades. Montam espantalhos sobre o capitalismo e batem nele, sendo assistidos por seus alunos, que por falta de conhecimento, aceitam tal doutrinação. Tal doutrinação, ainda piora com a cagada dos militares em 64, o que provocou um trauma grande nos antigos universitários e atuais professores, que tem a cara de pau de associar capitalismo a ditaduras.

Com essa bagagem ideológica inconsciente que os estudantes do ensino médio saem da escola e entram nas universidades, onde muitos se tornam os “intelectuais sociais”, que buscam a manutenção ideológica do estado. A partir destes fatos que expus aqui, tanto eu, quanto você leitor, podemos concluir que a grande massa intelectual das universidades é composta por socialistas radicais e socialistas flexíveis (ou os chamados “fabianos”). Mas também há aqueles, que estudam outros autores, que fazem oposição ao tipo de estatismo pregado pela esquerda.

Os leitores de Edmund Burke e Russell Kirk pregam uma espécie de “estatismo moral”, com base em boa parte das premissas morais dos grandes pensadores escolásticos. Os chamados conservadores de livre mercado pregam uma imposição moral na sociedade usando de meios estatais, que de acordo com os mesmos “para evitar a degeneração ética e moral de uma sociedade”. Propagam suas ideias por meio de eventos e reuniões, além de grupos de estudos sobre as obras conservadoras e sobre o funcionamento da economia.

Alguns destes apoiam os Bolsonaros e Felicianos da vida. Outros, mais lúcidos, apoiam a volta da monarquia, embora não tenha nenhum herdeiro elegível para o trono. Em sua proposta econômica, vi muitos defenderem o ordoliberalismo alemão. E há também a minoria que jogou os dois tipos de estatismo no lixo, procurando valorizar o indivíduo e sua independência do estatismo progressivo, caracterizado hoje pelo contexto atual do Brasil. Nós os libertários, que lentamente crescemos a cada dia e cada vez mais nossas ideias ganham expressividade, concluímos que o estado é a fonte de agressão primária de uma sociedade. Dele surge a criminalidade, a violência, a carnificina, o relativismo moral, o autoritarismo, a desvalorização de instituições naturais, a violação de direitos naturais, a servidão.

Defendemos a liberdade individual e econômica a níveis que tanto a direita quanto a esquerda não conseguem defender. E por causa desse “extremismo” do qual nos acusam, constantemente entramos em conflito com as duas partes ao mesmo tempo. Nesses tempos, surgiram ideias de conciliação da ala conservadora com a ala libertária da sociedade, em prol de uma oposição unificada contra o establishment atual. Isto é impossível. O conservadorismo e o libertarianismo, embora semelhantes (a preservação de uma moral), são incompatíveis por condições ontológicas.

Enquanto os dois existirem em um só movimento, haverá conflito, terminando em desorganização e falta de foco e purismo ideológico. Esse tal “Fusionismo” de que tanto falam, não passa de um tropeço para o purismo e o foco libertário. E finalmente, em minha visão pessoal, concluo que os libertários não irão mudar a visão de uma sociedade por meios políticos e democráticos.

O problema não é na política ou na sociedade como um coletivo, mas sim, no pensamento de curto prazo de cada indivíduo que faz parte de tal sociedade. No país onde “liberal” defende o estado e “comunista” defende o mercado, a batalha deve ser puramente ideológica. A conscientização do individuo como um ser soberano é necessário para o desenvolvimento de uma sociedade libertária, juntamente com a visão de longo prazo, e somente o purismo ideológico e a propagação massiva de ideias, somadas a debates, palestras e discussões, podem cumprir tal função.

* Watson Bandeira é Estudante, possui curso técnico em administração e logística e seminarista em eventos escolares.



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