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A Psicologia das Olimpíadas

A Psicologia das Olimpíadas

13/07/2016 Gilberto Gaertner

A preparação do jogador é a soma de quatro pilares: físico, técnico, tático e psicológico.

A importância da psicologia para atletas é conhecida há bastante tempo, mas só recentemente a eficácia das intervenções está sendo reconhecida.

Nesse tipo de intervenção psicológica, muitos aspectos do esporte devem ser considerados, desde a cultura específica da modalidade até as influências socioculturais imersas na atividade.

O principal objetivo é a otimização do rendimento do atleta, com estratégias que conduzem à plenitude física, técnica e psicológica, visando à melhora da performance.

A preparação do jogador é a soma de quatro pilares: físico, técnico, tático e psicológico. Todos devem estar em equilíbrio para que o atleta possa render o máximo possível.

É um grande desafio, pois todos sonham em ganhar uma medalha olímpica no seu próprio país. Então, a tensão e a emoção estarão à flor da pele.

O trabalho é multidisciplinar e, na Seleção, todos integrantes da comissão técnica são de altíssimo nível. Sendo assim, a técnica apenas não basta para o atleta ter um rendimento alto. O treinamento mental é fundamental.

Afinal, a exigência emocional está incluída em todos os movimentos. Como a carga psíquica é muito forte nessas competições, existe também o treinamento cognitivo e sistêmico, integrado com a área técnica.

A psicologia do esporte trabalha preventivamente. Os atletas são treinados para antecipar pensamentos, situações e possibilidades que podem vir a acontecer durante a competição.

Treina-se controle de respiração e meditação para lidar com emoções intensas, como medo, estresse e ansiedade. O esporte de alto rendimento é terreno fértil para a preocupação com o psicológico dos atletas, uma vez que as condições de trabalho são extremas e sempre se trabalha nos limites das emoções humanas.

Com isso, também são envolvidas as particularidades de cada personalidade. Para cada membro da equipe, existe uma especificidade para gerir ansiedade, agressividade e impulsividade. Mas existe uma regra geral: sempre colocar as emoções a favor deles.

A interação positiva, a confiança e a ajuda mútua são temas fundamentais para o grupo ter bom entrosamento. O psicólogo soma esforços com a comissão técnica para que o comprometimento, o trabalho e o aperfeiçoamento continuado de todos os integrantes da equipe possam fazer a diferença no rendimento da seleção.

É importante destacar que, na Seleção, todos os atletas são de excelência e estão entre os melhores do mundo em suas posições, o trabalho da psicologia do esporte visa contribuir para aperfeiçoar ainda mais suas habilidades e capacidades. Nas Olimpíadas, um dos fatores primordiais é o foco.

Por isso, tentamos manter distância de todas as fontes de distração externa. A blindagem da equipe é necessária para que não haja muita exposição e que isso não afete a concentração no momento da competição. Como a concentração e atenção são exigidas ao máximo dos jogadores, essas acabam sendo as prioridades no treinamento psicológico.

A busca pela excelência em todos os pontos, a otimização das questões técnicas aliadas às emocionais, a coesão do grupo e a consciência de que cada um tem a sua importância para o resultado final são os pilares para alcançarem o objetivo final: uma medalha olímpica.

* Gilberto Gaertner é psicólogo da seleção olímpica de vôlei masculino e professor da Universidade Positivo.



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