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A química verde na indústria de beleza

A química verde na indústria de beleza

27/02/2018 Marianna Cyrillo

O consumidor está mais exigente e com uma consciência mais verde.

Em busca de formulações eficientes e sustentáveis, a indústria de beleza investe, cada vez mais, em soluções provenientes de uma cadeia produtiva limpa e 100% rastreável. Essa preocupação está alinhada a um comportamento do consumidor, que está mais exigente e com uma consciência mais verde.

Uma prova disso está na análise realizada pela empresa alemã especializada em estudos de mercado GFK, ao apontar que 40% dos consumidores brasileiros acreditam que as empresas devem ser ambientalmente responsáveis; e 48% afirmam ler o rótulo antes de comprar qualquer produto.

O estudo ainda mostra que, entre 2011 e 2016, a preocupação com a responsabilidade social dos produtos, em relação a como e onde são feitos, cresceu 5%. Todos esses dados nos mostram que as pessoas não querem mais saber apenas dos benefícios que um produto proporciona, elas buscam também informações a respeito dos impactos socioambientais de toda a cadeia produtiva.

Nesse sentido, vale destacar também o resultado da pesquisa Barômetro da Biodiversidade 2017, liderada pela União para o BioComércio Ético (UEBT), que ouviu cerca de 16 mil pessoas de diferentes países do mundo, inclusive do Brasil, e apontou que 73% dos entrevistados se sentem bem quando compram um produto que respeita a biodiversidade.

Além disso, 72% disseram que estão mais interessados em comprar produtos de empresas que dão atenção à biodiversidade. Diante desse cenário, é possível afirmar que a química verde ganha força! Mas o que é a química verde?

A transformação dos insumos naturais, as funcionalidades das matérias-primas somadas a diferentes processos e tecnologias, que além de eliminar da formulação substâncias nocivas às pessoas e ao meio ambiente, dão origem à ingredientes inovadores e altamente eficazes, proporcionando benefícios diretos na saúde do consumidor.

Vale destacar também a importância da rastreabilidade da cadeia produtiva, pois é necessário que todo o processo de desenvolvimento e fabricação seja rastreado e transparente, com impactos positivos em todos os elos da cadeia.

Nesse sentido, uma matéria-prima natural, produzida por meio do trabalho de cooperados e agricultores familiares, que, em vez de desmatarem, preservam os recursos da natureza e comercializam seus frutos e sementes de forma responsável, fomenta diretamente uma economia circular e a conservação da floresta em pé.

Esse tipo de iniciativa promove o desenvolvimento socioeconômico, garante o respeito à biodiversidade e estimula os investimentos na utilização consciente dos recursos. Assim como nos exemplos citados na indústria de beleza, é importante ressaltar que todos os setores da economia precisam ter a mesma consciência diante do tema.

Afinal, as empresas que buscam o fortalecimento no mercado precisam estar alinhadas às necessidades de consumo da população e engajadas em desenvolver produtos obtidos por meio de sistemas de produção totalmente transparentes e livres de substâncias sintéticas.

Portanto, diante da questão, é importante entender que a química verde tem um papel essencial no mercado global, pois surgiu para promover o equilíbrio econômico, social e ambiental.

Hoje, podemos afirmar que o tema é muito mais que uma tendência, tornou-se uma realidade e, por conta disso, as empresas que apostam nesse conceito, estão à frente e prontas para liderar esse movimento em prol do desenvolvimento de produtos mais limpos, com rotulagens cada vez mais claras, seguros e altamente eficazes.

* Marianna Cyrillo é gerente de Marketing da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais.



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