Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Agora, todos ao trabalho!

Agora, todos ao trabalho!

11/11/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

Terminada a eleição de segundo turno, espera-se que o país volte à “normalidade”.

Todos os detentores de cargos públicos que deixaram seus afazeres para se dedicar à campanha – vitoriosa ou não –, devem retornar o mais rápido possível aos seus postos e trabalhar com afinco, lembrando que o mundo vive uma crise e exige o esforço e o comprometimento geral. Ainda estavam em apuração os votos de domingo e oportunistas já discutiam como o resultado pode alavancar esse ou aquele candidato de 2010. É preciso cuidado para não deflagrar prematuramente as sucessões estaduais e nacional, pois isso seria desgastante ao eleitor e um desserviço à Nação, comprometendo a eficiência dos pontos nevrálgicos da sociedade e da maquina pública.

Em vez de voltar as vistas para as próximas eleições, todos os participantes da grande maratona encerrada neste outubro, têm o dever de cumprir seus compromissos empenhados em campanha. Os eleitos não podem se esquecer daquilo que falaram para conquistar o voto. Prefeitos e vereadores têm de dar o retorno àqueles que confiaram em suas propostas. Os candidatos não eleitos também têm seu compromisso com aqueles que sufragaram seus nomes nas urnas e com a sociedade. O melhor que têm a fazer é cumprir o dever cívico de movimentar uma oposição construtiva e fiscalizadora. Mesmo fora do poder e sem receber subsídios, devem fiscalizar os eleitos e, por meios próprios, exigir comportamento, ética e trabalho. Não se pode esquecer que um candidato, mesmo não eleito, é alguém com relativo peso e liderança na comunidade.

Ele pode usar sua influência até para que suas propostas de campanha sejam executadas pelos eleitos. Uma eleição deve ser encarada como um grande acontecimento cívico-social. Ganhar ou perder é apenas detalhe decorrente da existência do maior número de candidatos que o de vagas. Ganha quem reúne mais votos, mas todos têm compromissos com o eleitor e não devem ignorar isso. Uma oposição consciente é tudo o que a sociedade pode almejar para conquistar os seus ideais de uma vida melhor. E aquele que não se elegeu desta vez, se continuar o seu trabalho comunitário, poderá ter sua oportunidade na próxima eleição. Questão de perspectiva. A democracia brasileira necessita do trabalho permanente de todos aqueles que um dia se apresentaram como candidatos a cargos eletivos.

O fato de não terem sido eleitos não deve retirá-los da militância. Suas opiniões são importantes e ajudam a fazer a massa crítica para a evolução social. Fora dos cargos, não têm obrigações funcionais a cumprir mas, como cidadãos e lideranças de setores, têm o direito e até o dever de lutar pelo avanço social. Temos um longo processo de aperfeiçoamento a cumprir. Não podemos dispersar aqueles políticos que, de alguma forma, podem contribuir para a conquista de melhores dias.

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – diretor da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).



Que ingratidão…

Durante o tempo que fui redactor de jornal local, realizei numerosas entrevistas a figuras públicas: industriais, grandes proprietários, políticos, artistas…


Empresa Cooperativa x Empresa Capitalista

A economia solidária movimenta 12 bilhões e a empresa cooperativa gera emprego e riqueza para o país.


O fundo de reserva nos condomínios: como funciona e a forma correta de usar

O fundo de reserva é a mais famosa e tradicional forma de arrecadação extra. Normalmente, consta na convenção o percentual da taxa condominial que deve ser destinado ao fundo.


E se as pedras falassem?

Viver na Terra Santa é tentar diariamente “ouvir” as pedras! Elas “contemplaram” a história e os acontecimentos, são “testemunhas” fiéis, milenares porém silenciosas!


Smart streets: é possível viver a cidade de forma mais inteligente em cada esquina

De acordo com previsões da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 70% da população mundial viverá em áreas urbanas até 2050.


Quem se lembra dos velhos?

Meu pai, quando se aposentou, os amigos disseram: - " Entrastes, hoje, no grupo da fome…"


Greve dos caminhoneiros: os direitos nem sempre são iguais

No decorrer da sua história como república, o Brasil foi marcado por diversas manifestações a favor da democracia, que buscavam uma realidade mais justa e igualitária.


Como chegou o café ao Brasil

Antes de Cabral desembarcar em Porto Seguro – sabem quem é o décimo sexto neto do navegador?


Fake news, deepfakes e a organização que aprende

Em tempos onde a discussão sobre as fake news chega ao Congresso, é mais que propício reforçar o quanto a informação é fundamental para a sustentabilidade de qualquer empresa.


Superando a dor da perda de quem você ama

A morte é um tema que envolve mistérios, e a vivência do processo de luto é dolorosa. Ela quebra vínculos, deixando vazio, solidão e sentimento de perda.


A onda do tsunami da censura

A onda do tsunami da censura prévia, da vedação, da livre manifestação, contrária à exposição de ideias, imagens, pensamentos, parece agigantar em nosso país. Diz a sabedoria popular que “onde passa um boi passa uma boiada”.


O desserviço do senador ao STF

Como pode um único homem, que nem é chefe de poder, travar indefinidamente a execução de obrigações constitucionais e, com isso, impor dificuldades ao funcionamento de um dos poderes da República?