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Alberto Santos-Dumont: gênio e pioneiro da Aviação Mundial

Alberto Santos-Dumont: gênio e pioneiro da Aviação Mundial

07/12/2006 Divulgação

“Um brasileiro mirrado de corpo, mas incrivelmente corajoso em sua audácia, queria ardentemente voar. Mas não como os homens voavam. Ele queria voar como os pássaros; como os aviões”. (“Caros Amigos” Especial Ano X número 29 julho 2006)

O homem

O comentário acima é de Alberto Santos-Dumont, ao contemplar o modelo do 14-Bis, que acabara de ficar pronto. Corria o ano de 1906 e, embora ele aparentemente não soubesse (ou talvez apenas fizesse de conta), essa invenção lhe garantiria um lugar na história da ciência e da tecnologia mundial, como o primeiro homem a realizar um vôo autônomo, sem ajuda de qualquer instrumento de impulsão. Mas, para entender o começo, o meio e o fim desta história, precisamos retroceder no tempo, para melhor conhecer o homem e sua circunstância, como recomendaria Ortega y Gasset. Santos Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, em Cabangu, Minas Gerais, filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos. Esses dados, em sua simplicidade, compõem a cena dentro da qual se tornará possível abarcar e tentar compreender a vida e a obra do nosso personagem.

As circunstâncias

Cabangu: os que visitam, ainda hoje, o sítio em que veio ao mundo o inventor, são tocados pela beleza do lugar, onde se ergue, em meio à natureza exuberante, espaçosa casa de madeira. E, para completar a bucólica paisagem, existe um lago que a ela confere especial encanto. Com certeza, no começo do século XX, o lugar devia ser um tanto rústico, porque se tratava da sede de uma fazenda perdida no interior das Gerais, em que diversas atividades se faziam necessárias à sobrevivência dos proprietários. Hoje, tombada pelo Patrimônio Histórico, a Fazenda de Cabangu é um parque que nada fica a dever aos seus congêneres existentes em países do mundo desenvolvido. É um lugar a que todos os pais deveriam, pelo menos uma vez, levar os filhos, para receberem preciosa lição de civismo. O que, desejamos enfatizar neste ponto é que um menino talentoso, criado num recanto como o descrito, torna-se necessariamente capaz de dar trela às elucubrações mais ousadas e aos devaneios mais altos.

Os pais: desfrutando de uma infância tranqüila na Fazenda de Cabangu, filho de pai engenheiro, que ali se encontrava para construir uma extensão da Estrada de Ferro D. Pedro II, e de uma mãe dedicada ao lar, Alberto não conheceu dificuldades econômicas. Concluídos os trabalhos da ferrovia, seu pai mudou-se com a família para São Paulo, onde adquiriu uma fazenda de café, tão extensa que, para administrá-la, construiu uma estrada de ferro com 96 quilômetros de comprimento, tendo adquirido uma locomotiva com sete vagões para poder percorrê-la.

Apelidado de “Rei do Café” pela imprensa, adquiriu grande fortuna, permitindo-se encontrar professores europeus para os filhos. Mais tarde, Alberto estudaria em escolas particulares de Ouro Preto e de São Paulo.

O interesse pela mecânica acompanhou o menino desde cedo. Conhecia cada detalhe da produção de café, da colheita dos grãos ao transporte nos vagões e daí até o embarque em navios transatlânticos. Gostava de observar as máquinas e consertá-las. “Alberto era um menino solitário e sonhador”, disse Paul Hoffman, autor do livro Asas da Loucura – A extraordinária vida de Santos-Dumont, “e, preferia antes a companhia das máquinas da usina que as refeições com a família (...). Embora Henrique apreciasse a fascinação do filho mais novo pela tecnologia, não compreendia porque Alberto não se interessava em caçar, brigar e outras atividades masculinas, como os irmãos.”

Ele gostava mesmo era de ler até tarde. Lia muitos livros em inglês, francês, e português, até mesmo manuais técnicos do pai, que estudara engenharia na École Centrale des Arts et Nétiles em Paris. Mas adorava livros de ficção cientifica, como os escritos por Júlio Verne, com narrativas povoadas por máquinas. Nos livros de engenharia do pai, tomou conhecimento de vários fatos científicos relevantes, como a invenção do balão de ar quente por Joseph e Etienne Mart Golfier, em 1783, a invenção da bomba a vácuo por Otto Van Guericke, a concepção de uma nave tripulada, sustentada por esferas ocas de cobre, pelo padre jesuíta Francisco de Canaterzi e outros. Logo começou a compreender o princípio físico da aerostação. Conheceu, nos anos seguintes, várias experiências que o estimularam a seguir o caminho de inventor aeronáutico, re-ultrapassando os seus antecessores e tornando-se o realizador do primeiro vôo autônomo. 

Cabe acrescentar às circunstâncias em que se desenvolveu o enorme talento do inventor mineiro, o vertiginoso avanço científico do século XIX, que lhe ofereceu os conhecimentos e as ferramentas imprescindíveis ao seu trabalho pioneiro. Já ressaltamos em escritos anteriores que, na base do progresso intelectual, científico e tecnológico do século XX estão acontecimentos que remontam às centúrias anteriores. A Revolução Comercial, ocorrida entre 1400 e 1700, o Ideário Liberal, a Revolução Industrial, em suas duas fases, e a Revolução Intelectual, que se iniciou aproximadamente em 1830 e chegou até 1914, prefiguram os acontecimentos que tomaram lugar no último século do milênio findo. Cientistas como Lamarck, Charles Darwin, Weismann, De Vries, Von Mohl, Pasteur, Koch, Takamine e outros foram responsáveis por extraordinário progresso na Biologia e na Medicina. As ciências físicas também obtiveram impressionantes conquistas com as descobertas de John Dalton (Teoria Atômica da Matéria), Hermann Von Helmholds (Primeira Lei da Termo dinâmica), Maxwell (Comportamento da Luz), Hertz (Propagação de Ondas Elétricas de Alta Freqüência), Rontge (Raios X) etc. Outras descobertas fundamentais no desenvolvimento da ciência foram feitas a partir dos trabalhos de Madame Curie (Descoberta do Elemento Rádio), Rutherford e Soddy (Teoria da Desintegração), Niels Bohr (Descrição do Átomo Como Sistema Solar em Miniatura) e Einstein, que revolucionou a Física com a Teoria da Relatividade. Para não cometer injustiças com outros luminares da ciência queremos também mencionar os nomes de James Glaisher, Henry Coxwell, James Joule, James Clerk Maxwell, Jean-Leon Foucault e Michael Faraday. Todos eles deram prestimosa contribuição à exuberância científica do século XIX, abrindo caminho para a era das grandes invenções, que teria em Santos Dumont um de seus expoentes.



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