Portal O Debate
Grupo WhatsApp


As três fases da greve dos caminhoneiros

As três fases da greve dos caminhoneiros

25/08/2018 Lucas Lautert Dezordi

A paralisação dos transportadores de cargas rodoviárias está custando caro à economia brasileira.

Não vamos entrar no mérito da greve, que sim, teve fortes motivos para ser desencadeada - vamos falar apenas do cenário que ela estabeleceu no país, que podemos dividir em três fases.

A primeira delas foi a crise: as duas semanas do mês de maio foram as que impactaram diretamente toda a sociedade. A economia foi surpreendida pela estagnação quase total da logística. E interromper esse fluxo significa que a produção não sai e não chega a lugar nenhum.

Não demorou faltar combustíveis, alimentos perecíveis e insumos de todas as naturezas. Não precisamos nos alongar para explicar os danos, uma vez que todos vivemos intensamente esse período.

A segunda fase foi o choque: classificamos o mês de junho como o primeiro abatimento pós-greve. A sociedade percebeu que não bastava a liberação das estradas para que tudo fosse normalizado. Os alimentos continuaram com preços elevados e se criou um bastidor de prejuízos que ainda não poderiam ser dimensionados.

Muito mais que apenas o tempo perdido, muitos produtos deixaram de ser produzidos e, consequentemente, deixaram de ser vendidos no mês de junho. Podemos dizer que junho foi o mês para olhar para a destruição deixada pela greve.

A terceira fase chamamos de impacto: a mais longa - entendemos que se estenderá até o mês de setembro. Até lá, não será possível olhar para os resultados e índices econômicos sem considerar a paralisação de maio. Acreditamos que será o tempo necessário para que a economia se desvencilhe dos efeitos pós greve.

Após esse período, a produção será normalizada, os insumos deverão voltar aos preços de equilíbrio e será possível ter um cenário econômico menos atribulado. E quais as consequências disso tudo no preço dos combustíveis? Muitas pessoas acreditam que o aumento nas bombas se deve à greve dos caminhoneiros ou aos postos – revendedores varejistas que estão na ponta final do processo.

Na verdade, esse descontrole nos preços teve início em julho do ano passado e se deve a uma combinação de três fatores: o aumento da carga tributária, a mudança de política de preços da Petrobrás e os repasses das distribuidoras.

O primeiro está relacionado diretamente às alíquotas de PIS e Cofins, que tiveram aumento no segundo semestre de 2017 e trouxeram como resultado a elevação imediata de R$ 0,41 na gasolina. Com esse acréscimo, aumentou também o ICMS, uma vez que o imposto incide em 29% do preço médio. Quanto mais caro o combustível, mais caro é o imposto.

Hoje, 45% do valor que o consumidor paga na bomba vai para os cofres públicos por meio de impostos. A segunda ação que desencadeou sucessivos aumentos, também no início do segundo semestre do ano passado, foi a mudança da política de preços da Petrobras.

A estatal passou a alterar os valores diariamente, baseada nos preços internacionais do barril de petróleo e na variação no preço do dólar. E, por fim, as constantes mudanças de preços dos combustíveis praticados pela Petrobras às distribuidoras. Tendo como base a data de 03/07/2017, a política de preços fez com a gasolina subisse 50% e o diesel 37%, até agosto de 2018. O diesel só não subiu mais em virtude dos termos do acordo entre os caminhoneiros e o governo.

* Lucas Lautert Dezordi é doutor em Economia, sócio da Valuup Consultoria e professor titular da Universidade Positivo (UP).

Fonte: Central Press



Será que o franciscano tinha razão?

Quando estive em Roma, conheci sacerdote, que estava hospedado no Convento anexo à Basílica de Santo António, na via Mariana.


O gestor educacional na era da inovação: lugar da teoria e da prática

Maquiavel em sua obra celebre “O Príncipe” preconiza que para conhecer a natureza do povo é necessário ser príncipe, e para conhecer a natureza dos príncipes é necessário ser do povo.


Desenvolvimento de carreira: cuide sempre de você!

Atuo há mais de vinte anos como headhunter e em projetos de desenvolvimento de lideranças e carreiras com executivos e profissionais especializados.


A ilusão da egolatria: você sabe com quem está falando?

Episódios de pessoas que se julgam superiores e acima da lei, infelizmente têm se tornado comuns na sociedade brasileira.


O rádio, a TV e a “live”

Os brasileiros de média (ou avançada) idade, viveram no tempo em que o rádio era o todo poderoso meio de comunicação.


Tão próximos e tão distantes

Não há dúvidas de que a internet mudou a realidade da maior parte do mundo.


Onde querem colocar o dinheiro da Educação?

No país de bons brasileiros perguntamos: onde querem colocar o dinheiro da Educação?


Um novo normal essencial; um velho normal desejado

Ver sorrisos, estar dentro de abraços, realizar eventos e trazer alegria…


Criptomoedas: O dinheiro do futuro ou o futuro do dinheiro?

Seja qual for futuro dos meios de pagamento, fato é: não podemos desprezar que as criptomoedas mudaram a maneira com que nos relacionamos com o dinheiro.


A polêmica nota de R$200,00

No dia 29 de julho de 2020, foi anunciado pelo Banco Central (BACEN) que, em agosto, será colocada em circulação a nota de R$200,00, que incorporará a imagem do lobo-guará.


Recalibrando sua estratégia de prevenção de fraudes para a nova realidade

Tal qual um automóvel, a detecção de transações criminosas em uma organização deve passar por revisões periódicas para aumentar sua eficiência.


Em tempos de pandemia, gestão de pessoas não é conversa, é ciência

Sou um curioso da gestão de pessoas. Ao longo desses anos como gestor, aprendi muito com os profissionais de recursos humanos com quem tive a honra de trabalhar.