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Brasil, o “sindicatão”

Brasil, o “sindicatão”

04/07/2008 Dirceu Cardoso Gonçalves

A segunda greve de funcionários dos Correios, num período de três meses, prejudica milhares de usuários em 19 estados da federação.

O movimento eclode no início do mês, quando são postados avisos de contas, tributos e outros bens e serviços de alta importância, cujo não pagamento pode resultar em multa e transtornos tanto aos usuários quanto para os fornecedores. Na versão dos trabalhadores, a paralisação acontece porque a empresa de correios não cumpriu acordos da greve anterior. A empregadora garante que cumpriu tudo. Falta nesse meio a presença séria do Estado normatizador, gestor e fiscalizador, para evitar que um desentendimento entre patrões e empregados cause irreversível prejuízo a milhões de cidadãos e instituições.

O governo deveria fazer isso, inclusive, como poder concedente do serviço. A greve é instrumento legal, legítimo e imprescindível do trabalhador. Assim define o artigo 9° da Constituição que, no entanto, também cita os setores essenciais e a punição de abusos. As paralisações intermináveis que a nação tem assistido levam a crer que tanto trabalhadores quanto as autoridades têm reconhecido apenas o direito de cruzar os braços e ignorado as demais responsabilidades decorrentes do impasse. Em toda sociedade evoluída, a greve é o último recurso. Após todas as tentativas de persuação e negociação do lado patronal para suas reivindicações, o trabalhador pára. Mas não o faz “por tempo ilimitado”. Primeiro faz as advertências, depois paralisações rápidas e só parte para algo mais longo quando esgotadas todas as possibilidades de negociação. No Brasil, as greves que atingem a iniciativa privada são rapidamente resolvidas porque, se longas, quebram a empresa e provocam o desemprego. Mas o mesmo não ocorre no serviço público. Há casos de paralisações que duram meses e chegam a ser esquecidas, só voltando a ser notícias quando terminam.

É o caso de segmentos médicos. Isso chega até a colocar em dúvida a necessidade de manutenção da repartição, do seu serviço e do quadro grevista. Enquanto gestor público, o governo tem a obrigação de cuidar para que haja fluidez nas relações do trabalho e na própria economia nacional. Atuar preventivamente  para evitar o confronto entre o capital e o trabalho que, normalmente, é carregado de comprometimento político-ideológico e não tem qualquer preocupação com a sociedade que diz defender. O Brasil não pode ser tratado como um “sindicatão” e transformado num chão-de-fábrica. Isso não condiz com a posição de sexta economia do mundo e muito menos com um lugar – segundo as agências internacionais – ideal e seguro para investimentos. O presidente e os demais ex-sindicalistas que atuam no governo deveriam estar conscientes disso e fazer tudo para evitar essa prejudicial contradição...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves –  diretor da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 



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