Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Brasil quer Felipão de volta

Brasil quer Felipão de volta

13/07/2010 Valmor Bolan

Não adianta a mídia tapar o sol com a peneira. O Brasil perdeu uma grande oportunidade de conquistar este ano o Hexa, e não foi por falta de conselho, de opinião, de muita gente dizendo o que tinha que ser evitado, e quando se viu, o povo brasileiro ficou estupefato pelo papelão do segundo tempo do jogo contra a Holanda.

Um time que se esfacelou depois de levar um gol contra, mostrando ao país a falta  de garra e dedicação, numa hora em que parece ter os jogadores se esquecido que estavam jogando uma Copa do Mundo. Aquele segundo tempo refletiu concretamente o estado de ânimo dos jogadores, talvez somente o goleiro Júlio César e Lúcio tiveram mesmo noção do que estava acontecendo e não mediram esforços para dar o melhor de si. Os demais, simplesmente não se deram conta de que milhões de brasileiros acompanhavam aquele momento, esperando ao menos que o time mantivesse o 1 x 0, conseguido no primeiro tempo.

Após a partida, foi difícil para o goleiro Júlio César dar a entrevista, reconhecendo que o Brasil estava fora da Copa pelo desequilíbrio emocional dos jogadores, num jogo em que o Brasil jogou bem no primeiro tempo e ganhava a partida. Mesmo assim, não foi fácil encontrar palavras para explicar o que aconteceu, e dali em diante cada um foi buscando uma explicação, mas o fato é que primeiramente o modelo autoritário de gestão da equipe, por parte do técnico Dunga, foi um dos motivos mais acentuados. Dunga não entendeu que futebol é arte e não guerra, e agiu com arrogância, visível inclusive naquela entrevista na Globo, em que indagou irado e sarcástico ao jornalista: "Algum problema?" e na carta paranóica de despedida dirigida ao Ricardo Teixeira,aliás o verdadeiro culpado por tudo ao apoiar a filosofia “conventual” e “prisional” do Técnico.

Sim. Havia não apenas um, mas vários problemas, que Dunga preferiu ignorar, e com sapato alto e seu sobretudo à la Herchcovitch, se julgou auto-suficiente e acabou dando no que deu, mostrando que cabeça-dura não traz resultados  satisfatórios. Dunga foi mesmo cabeça-dura, e isso ficou explícito no quanto fracassou seu estilo de liderança(ou melhor de chefão), quando a equipe que liderava, se desmontou psicologicamente, ao levar apenas um gol, não sabendo o que fazer para se recompor e prosseguir, num jogo  em que o Brasil tinha tudo para ganhar, e sem muita dificuldade.

O jeito turrão de  comandar a seleção também irritou o povo brasileiro, quando Dunga foi surdo aos muitos apelos para que convocasse os jogadores Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho, e outros, que estavam à altura do desafio de uma Copa. Mas que o técnico auto-suficiente preferiu ignorar, por considerá-los moleques demais. Mas futebol não é para moleques? Não foram moleques como Pelé e Garrincha (nas Copas de 1958 e 1962) ou mesmo Romário (na de 1994), que foram capazes de grandes feitos em campo, honrando assim a camisa da seleção brasileira?

Não é a toa que uma das comunidades muito procuradas no Orkut tenha sido a que pede Felipão de volta. Que saibamos aprender e se preparar, de fato, para a Copa de 2014, para que possamos ter um grande campeonato em nosso País, resgatando o futebol-arte que todos desejamos.

* Valmor Bolan é Doutor em Sociologia, Diretor da Universidade Corporativa Anhanguera e de Relações Institucionais da Anhanguera e Reitor do UNIA.



A primeira romaria do ano em Portugal

A 10 de Janeiro – ou domingo mais próximo dessa data, dia do falecimento de S. Gonçalo, realiza-se festa rija em Vila Nova de Gaia.


Medicina Preventiva x Medicina Curativa

A medicina curativa domina o setor de saúde e farmacêutico. Mas existe outro tipo de cuidado em crescimento, chamado de Medicina Personalizada.


A importância da inovação em programas de treinamento e desenvolvimento

O desenvolvimento de pessoas em um ambiente corporativo é um grande desafio para gestores de recursos humanos, principalmente para os que buscam o melhor aproveitamento das habilidades de um time através do autoconhecimento.


Por que o 13º salário gera “confiança” nos brasileiros?

O fim do ano está chegando, mas antes de pensar no Natal as pessoas já estão de olho no 13º salário.


O gênero “neutro” ou a “neutralização” de gênero

Tenho visto algumas matérias sobre a “neutralização” do gênero na língua portuguesa, no Brasil, algumas contra e algumas a favor. Digo no Brasil, porque em Portugal não vejo isto.


O poder da gentileza

O mês de novembro traz uma comemoração muito especial e essencial para estes tempos pandêmicos e de tanta polarização política: o Dia da Gentileza.


Branco no preto

As pessoas pretas no Brasil vivem pior do que as pessoas brancas, independentemente de qualquer situação.


Politicamente Correto, Liberdade de Expressão e Dignidade Humana

Estamos vivenciando, há tempos, a dicotomia de opiniões, a divisão clássica na qual a forma de expressar, de pensar, contém apenas lados antagônicos, separados que não podem convergir ou, ao menos, serem respeitados.


Prévia tucana, um tiro no escuro

Diferente das eleições primárias norte-americanas, onde os partidos Democrata e Republicano escolhem seus candidatos e definem a plataforma eleitoral, a prévia que o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) realizará neste domingo (21/11) está cercada de interrogações.


A imagem do Senhor Jesus de Santa Marinha de Vila Nova de Gaia

Nesta época pandémica, que parece não deixar de nos dizimar – dizem: por causa de novas variantes e à facilidade de movimentação, – é oportuno recordar como o povo de Deus se libertou de funestas calamidades, recorrendo à oração e à penitência.


Algoritmos e automação: a combinação certa para potencializar a vida na era digital

Há quinze anos, quem poderia imaginar que seria possível trabalhar, fazer compras, ter planos personalizados para treinos da academia e conseguir organizar investimentos em bolsas globais sem sair de casa?


Transformação digital: os desafios de um novo modelo

Com a chegada da Quarta Revolução Industrial, organizações dos mais diferentes portes e setores estão encarando obstáculos de toda ordem para lidar com as novas demandas do consumidor.