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Cães ainda espalham medo em BH

Cães ainda espalham medo em BH

26/07/2008 Divulgação

Aumenta, a cada dia, o número de pessoas atacadas por cães na capital e no interior do Estado de Minas Gerais. Só em Belo Horizonte, nos últimos anos milhares de pessoas sofreram ferimentos provocados por esses animais. Neste ano, até agora, é alto o número de vítimas. Há alguns meses, uma mulher foi ferida num bairro da cidade por dez cães viralatas, sobrevivendo por verdadeiro milagre.

Diz-se que as estatísticas costumam mentir, mas não numa circunstância como essa, em que os números não precisam de interpretação, porque falam por si mesmos: acompanham os dados assustadores sobre a violência criminosa cometida contra os cidadãos dentro do clima de insegurança que faz parte do cotidiano das cidades brasileiras.

Ferimentos causados por cães são extremamente dolorosos, chegando em muitos casos, a deformar as vítimas, especialmente crianças. Quem já viu alguém atacado nessas circunstâncias, não se esquecerá nunca da cena, tais as mutilações sofridas pelas vítimas.

Aqui mesmo neste espaço, fizemos, há tempos, um comentário sobre a legislação em vigor no Estado do Rio de Janeiro, com a imposição de rigorosas restrições à criação de algumas espécies caninas, acompanhadas de exigências relativas à circulação dos animais em vias públicas, mesmo acompanhados por seus proprietários. Os protestos que então se fizeram ouvir naquele Estado são os mesmos que vêm sendo feitos em Minas Gerais. Ora, as políticas de segurança pública devem se preocupar com a integridade física das pessoas. Eis porquê  a criação de animais ferozes, mesmo em cativeiro, tem de ser coibida, pois,  ainda nessa condição, oferece perigo à coletividade, como aconteceu há tempos em Belo Horizonte com uma criança que pulou no quintal de uma casa para recuperar sua pipa e teve o rosto estraçalhado por cães. Será que um fato como esse não pesa na consciência dos que, por egoísmo, insistem em defender os seus interesses às custas do sofrimento de pessoas inocentes?

Mesmo que os legisladores brasileiros, ao tratarem do assunto, baseiem-se em critérios científicos, referentes a raças que, por serem mais perigosas, exija mais tratamento rigoroso, é preciso levar em conta que qualquer cão, criado de modo inadequado, pode oferecer perigo. Mesmo o pastor alemão, conhecido por sua inteligência e docilidade, pode mudar de comportamento quando submetido a maus tratos. Nem se trata de uma característica exclusiva de animais irracionais; também seres humanos, em situações de miserabilidade e insubsistência, tornam-se, em muitos casos, violentos.

Deve-se, pois, tomar cuidado com os argumentos expostos pelos que, baseados em aparente cientificidade, alegam que seus cães de estimação, ainda que pertençam a raças como pit bull ou rottweiller, são animais inofensivos. O argumento mais convincente contra esse modo de ver as coisas é a legião dos que, nos últimos anos, tem sido feridos ou mortos por essas criaturas que podem ser mansas como seus donos e tratadores, mas têm comportamento invariavelmente violento diante de estranhos.



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