Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Chega de hipocrisia, o Rio de Janeiro está em guerra

Chega de hipocrisia, o Rio de Janeiro está em guerra

16/05/2018 Bady Curi Neto

A onda de violência que assola o país não é novidade.

A violência chegou a tal monta que é impossível abrir os noticiários sem ver ao menos um homicídio, troca de tiros entre bandidos e policiais, latrocínios e etc... Este cotidiano, de tão comum e intenso, deixa a população inerte à reação e a opinião pública apática e amedrontada, sem sequer se manifestarem contra o governo em busca de soluções.

Somado a tudo isto, ainda temos pessoas, que com a visão distorcida sobre os direitos humanos, entendem que este direito pertence, única e exclusivamente, aos “manos” (linguajar utilizado entre os marginais para referir aos seus comparsas do crime) e nunca às vítimas.

Os apoiadores dos direitos dos “manos” retratam e vendem a imagem de que os policiais são os algozes dos bandidos e não defensores da sociedade, o que é lastimável. O Governo Federal determinou uma intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro (RJ).

Alguns opositores à medida, chegaram a dizer que, pelo interventor nomeado pelo Presidente da República ser um general do Exército Brasileiro, aquilo seria uma intervenção militar, o que não é verdade.

A intervenção federal apenas transfere para o Governo Federal o comando da Segurança Pública do Estado, como da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, através de um interventor nomeado, que poderia ser, inclusive, um civil.

Os dados da violência do Rio de Janeiro são estarrecedores, neste mês somou-se 44 policiais militares assassinados, um sargento foi baleado em confronto com traficantes. A favela da Rocinha, no dia 10 deste mês, contabilizou 93 tiroteios este ano (1 a cada 36 horas), a comunidade da Praça Seca teve 117 tiroteios e 121 na Cidade de Deus.

Somente nestas três comunidades ocorreu 1 tiroteio a cada 10 horas, aproximadamente. Chega de hipocrisia, estes dados demonstram que a cidade do RJ está em guerra civil ou urbana, e como tal tem que ser tratada pelas autoridades públicas.

Criminosos ostentam pelas ruas destas e outras comunidades armas de alto calibre, de uso exclusivo das Forças Armadas. Assaltos são realizados em forma de arrastão em vias públicas com criminosos portando metralhadoras e outras armas de alto poder bélico. A Violência no Brasil mata mais do que a guerra na Síria.

A intervenção e a presença de soldados do exército nas ruas não terão o condão de amenizar a criminalidade carioca, principalmente porque não foi dado ao exército o poder de polícia, apenas o apoio às Polícias Estaduais. Tem que deixar o cinismo de lado e reconhecer, efetivamente, que a guerra existente.

O Exército deve abandonar o papel de coadjuvante da PM no RJ e passar a ser o protagonista nesta guerra, autorizando medidas que deem segurança jurídica a tropa e seus comandantes, para que atuem de forma efetiva, como por exemplo, alvejar bandidos que ameaçam a sociedade com armas de guerra, sem o risco de responder por crime de homicídio.

Tais medidas, se necessário, devem ser estendidas a outros Estados, que apesar de não estarem nas mídias nacionais, sofrem do mesmo problema. Parafraseando um político americano: O Rio de Janeiro acaba com a criminalidade ou a criminalidade acaba com o Rio de Janeiro. Tenho dito!

* Bady Curi Neto é advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Fonte: Naves Coelho Assessoria e Marketing



O metaverso vem aí e está mais próximo do que você imagina

Você, assim como eu, já deve ter ouvido falar no Metaverso.


Indulto x Interferência de Poderes

As leis, como de corriqueira sabença, obedecem a uma ordem hierárquica, assim escalonadas: – Norma fundamental; – Constituição Federal; – Lei; (Lei Complementar, Lei Ordinária, Lei Delegada, Medida Provisória, Decreto Legislativo e Resolução).


Você e seu time estão progredindo?

Em qualquer empreitada, pessoal, profissional ou de times, medir resultados é crucial.


Propaganda eleitoral antecipada

A propaganda para as eleições neste ano só é permitida a partir do dia 16 de agosto.


Amar a si mesmo como próximo

No documentário “Heal” (em Português, “Cura”), disponível no Amazon Prime, há um depoimento lancinante de Anita Moorjani, que, em Fevereiro de 2006 chegou ao final de uma luta de quatro anos contra o câncer.


O peso da improbidade no destino das pessoas

O homem já em tempos pré-históricos se reunia em volta das fogueiras onde foi aperfeiçoada a linguagem humana.


Mercado imobiliário: muito ainda para crescer

Em muitos países, a participação do mercado imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) está acima de 50%, enquanto no Brasil estamos com algo em torno de 10%.


Entender os números será requisito do mercado de trabalho

Trabalhar numa empresa e conhecer os seus setores faz parte da rotina de qualquer colaborador. Mas num futuro breve esse conhecimento será apenas parte dos requisitos.


Quais os sintomas da candidíase?

A candidíase é uma infecção causada por uma levedura (um tipo de fungo) chamada Candida albicans.


Entenda o visto humanitário para ucranianos

A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro, já levou mais de 4 milhões de ucranianos a deixarem seu país em busca de um lugar seguro.


Exigência de vacina não é motivo para rescisão indireta por motivo ideológico

Não se discute mais que cabe ao empregador, no exercício de seu poder diretivo e disciplinar, zelar pelo meio ambiente de trabalho saudável.


A governança de riscos e gestão em fintechs

Em complemento às soluções e instituições financeiras já existentes, o mercado de crédito ficou muito mais democrático com a expansão das fintechs.