Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Classe C aquece mercado de franquias

Classe C aquece mercado de franquias

24/06/2014 Diego Simioni

Foi-se o tempo em que o mercado de franquias só tinha olhos para as classes A e B.

O crescimento econômico do país nos últimos anos, aliado à melhora do poder de consumo da população, abre uma série de oportunidades interessantes para quem está de olho em franchising.

De um lado, o mercado consumidor cresce e aumenta o espaço para novas marcas, especialmente as voltadas a produtos e serviços de custo mais acessível. De outro, há também cada vez mais espaço para os franqueadores da chamada nova classe média. Segundo o Sebrae, enquanto as classes A e B são responsáveis por 38% dos investimentos em franquias, a classe C já é responsável por 55% do capital injetado em novos negócios nesse mercado.

Um potencial e tanto, que não pode ser ignorado. Um dos grandes facilitadores para o aumento da participação da classe C no mercado de franchising é a modalidade de microfranquias. Com investimentos entre 10 e 80 mil reais, o modelo facilita a entrada de investidores com poder aquisitivo mais baixo. Hoje, o mercado conta com 368 microfranquias, que representam 12,8% do faturamento de 115 bilhões de reais do setor, segundo a ABF - Associação Brasileira de Franchising.

Essa modalidade já representa 15,8% do total de redes no país. O fenômeno é recente e bastante atual. Em 2013, as microfranquias viram o seu faturamento crescer 22%, quase o dobro do crescimento geral do mercado de franquias, que ficou em 11,9%. A tendência é que, em 2014, esse segmento continue em expansão, impulsionado principalmente pela força da nova classe média brasileira. Algumas áreas são mais procuradas por esses empreendedores. Os ramos de estética e serviços, como lavagem de carros, jardinagem e depilação estão entre elas.

Como esses nichos requerem pouco ou nenhum investimento em infraestrutura, o desembolso inicial acaba sendo menor e o interesse, maior. Entretanto, o futuro microfranqueado deve ficar atento: a taxa de mortalidade das microfranquias é maior que as franquias tradicionais. As redes de microfranquia tendem a crescer mais rapidamente do que as redes tradicionais e isso nem sempre acontece pelo fato do negócio ser muito bom. Muitas vezes, a microfranquia é a única opção que cabe no bolso da maior parte dos interessados em tornarem-se franqueados.

Normalmente, o modelo da rede de microfranquias é baseado no baixo custo, portanto, é importante entender qual tipo de suporte o franqueado receberá e como ele será feito. Da mesma forma, o futuro franqueado deve ter afinidade com o negócio pois de nada adianta possuir capital para comprar uma franquia, se o mesmo não tem afinidade com a atividade que irá exercer. Na microfranquia, normalmente o franqueado tem papel central não só no gerenciamento do negócio mas também na execução.

Entretanto, vale ressaltar que a participação desse segmento econômico da população no setor de franquias não se restringe só às microfranquias. Com acesso ao crédito financeiro facilitado e, constituindo sociedade com amigos ou parentes, eles tendem cada vez mais a investir em negócios de investimento inicial maior, mas com lucros mais robustos e maiores chances de crescimento no mercado. Com isso, todo o mercado de franquia ganha e também o consumidor, que certamente valoriza bom atendimento e bons produtos e serviços.

*Diego Simioni é administrador de empresas e sócio-fundador da GOAKIRA, consultoria empresarial especializada em franquias.



Os desafios de tornar a tecnologia acessível à população

Vivemos uma realidade em que os avanços tecnológicos passaram a pautar nosso comportamento e nossa sociedade.


O uso do celular, até para telefonar

Setenta e sete por cento dos brasileiros utilizam o smartphone para pagar contas, transferir dinheiro e outros serviços bancários.


Canto para uma cidade surda

O Minas Tênis Clube deu ao Pacífico Mascarenhas o que a cidade de Belo Horizonte deve ao Clube da Esquina; um cantinho construído pelo respeito, gratidão, admiração, reconhecimento, apreço e amor.


Como acaso tornou famoso notável compositor

Antes de alcançar a celebridade, e a enorme fortuna, Verdi, passou muitas dificuldades financeiras.


Gugu e a fragilidade da vida

A sabedoria aconselha foco no equilíbrio emocional e espiritual diante da fragilidade e fugacidade da vida.


Quando o muro caiu

O Brasil se preparava para o segundo turno das eleições presidenciais, entre o metalúrgico socialista Luís Inácio Lula da Silva e a incógnita liberal salvacionista Fernando Collor de Melo, quando a televisão anunciou a queda do muro de Berlim.


Identidade pessoal e identidade familiar

Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente.


Desprezo e ingratidão

Não sei o que dói mais: se a ingratidão se o desprezo.


A classe esquecida pelo governo

O fato é que a classe média acaba por ser a classe esquecida pelo governo.


O STF em defesa de quem?

A UIF, antigo COAF, foi criada como uma unidade do Ministério da Justiça (hoje, no BACEN) para fazer uma coisa muito simples: receber dos bancos notificações de que alguém teria realizado uma transação suspeita, anormal.


O prazer da leitura

Ao contrário do que se possa pensar, não tenho muitos amigos. Também não são muitos os conhecidos.


Desmoralização do SFT

A moralidade e a segurança jurídica justificam a continuidade da prisão em segunda instância. A mudança desta postura favorece a impunidade dos poderosos e endinheirados.