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Cloud Computing – de que são feitas as nuvens?

Cloud Computing – de que são feitas as nuvens?

25/11/2010 Leonardo Carissimi

Há poucos dias fui perguntado pelo meu filho pequeno se as nuvens do céu são feitas de algodão-doce. Fiquei na dúvida entre manter a fantasia infantil, dizendo que sim, ou tentar destrinchar a complexa verdade.

Resolvi pela segunda opção, e fui recompensado ao ser interrompido no meio da explicação: “Já sei! Então é por isso que a chuva é água”. Isso logo me fez pensar em Cloud Computing e nas respectivas analogias, como a de que ainda nos encontramos na infância desta tecnologia, e temos dúvidas e fantasias. Acha que não? Pergunte para alguns profissionais de TI qual é a diferença entre Hosting e Cloud Computing. Muitos ficarão confusos. Tipicamente no modelo de Hosting o provedor disponibiliza ao cliente um recurso dedicado e a contrapartida é um pagamento mensal fixo. Usar pouco ou muito não mudará o custo no final do mês – significando, no fundo, ineficiência.

Além disso, solicitações para alteração no ambiente contratado são pouco flexíveis, requerendo revisões do desenho técnico e dos termos comerciais. Ou seja, dias ou semanas para implantar mudanças. No modelo de Cloud Computing, o provedor disponibiliza um recurso compartilhado e o cliente paga por efetiva utilização. Solicitações de alteração são realizadas em um portal de auto-serviço, com dispositivos bastante flexíveis — ou seja, o cliente pode solicitar o dobro de recursos e estes serão provisionados de imediato. E depois pode reduzir quando quiser. Os benefícios anunciados de Cloud Computing, tais como agilidade, flexibilidade para aumentar e diminuir capacidade, reduzir custos e investimentos soam como música para os executivos de TI, departamentos financeiros e de linhas de negócio. Mas para entregar estes benefícios, possuir componentes específicos se torna fundamental.

Afinal, é a “química” que compõe a nuvem computacional que permite diferenciá-la do Hosting (essa “química” tem nome, é RTI - Real Time Infrastructure). Portanto, sem estes componentes, têm-se o Hosting disfarçado de Cloud Computing. Isto é pior do que uma questão conceitual, pois se perdem os benefícios. Veja, por exemplo, que em Cloud Computing deve haver um Portal de Auto-serviço para o cliente solicitar novos recursos e mudanças. Este Portal deve conter a orquestração (workflow) das solicitações (incluindo as comunicações e aprovações), e um motor de geração de relatórios diversos. E, ainda, recursos de auditoria, autenticação (incluindo multifator), criptografia dos dados em trânsito e controle de acesso por perfil. Deve haver também provisionamento automático.

Afinal, tão logo o cliente termine sua requisição no portal e que se processe o workflow, o recurso solicitado deve ser provisionado imediatamente (por exemplo, servidores virtuais podem ser provisionados em poucos minutos a partir de imagens pré-construídas). Esta capacidade é essencial para sustentar a agilidade e o baixo custo apregoados pela Cloud Computing. Não esquecer o controle de configuração, conformidade com as políticas de segurança e atualizações (patches etc.), também automatizados para redução de custos,  erros operacionais e maior segurança. Note ainda que a bilhetagem em um modelo de negócios onde o consumo variável é o fator-chave, não pode ficar em segundo plano. Deve ser solução provada e integrada com o portal e com o provisionamento de modo eficiente, preciso e transparente (auditável).

Faturamento incorreto é inaceitável. Finalmente, no tocante à gestão de serviços de TI e de segurança, hoje é requisito de entrada no mercado deter certificações como ISO 20.000, SAS-70 Tipo 2 e ISO 27.001. Em suma, Cloud Computing é um modelo comercial sustentado em um modelo operacional. A verdadeira Cloud Computing é alicerçada em componentes bem próprios que proporcionam a flexibilidade, escalabilidade, redução de custos, agilidade e segurança esperados. Sem estes itens, os benefícios esperados não se verificam. Não espere chuva se a nuvem não é feita de H2O. Realizar tarefas manualmente, com scripts “caseiros”, fraca integração de sistemas, pouco controle e nenhuma rastreabilidade, é tempestade na certa. Portanto, ao investigar uma solução de Cloud Computing para sua empresa, esteja certo de que a nuvem avaliada é de fato real. Você não vai querer descobrir depois que a nuvem contratada é de algodão.

*Leonardo Carissimi é especialista em Soluções de Computação em Nuvem da Unisys Brasil.



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