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Como a crise afeta os Recursos Humanos

Como a crise afeta os Recursos Humanos

15/10/2008 Divulgação

O mundo atravessa mais uma crise. Se, para os mais novos, isto pode parecer o fim do mundo, a boa notícia é que muitos veteranos já sobreviveram a vários “fins-de-mundo”.

Esta crise, assim como outras, começa pela destruição de valor das empresas, que se caracteriza pela queda acentuada no valor das ações, e termina por afetar a credibilidade de todas as empresas que precisam de crédito para honrar compromissos.

As crises, sem dúvida, são nocivas para os investidores que perdem com a redução do valor das ações. Mas ainda que resultem apenas em algumas fusões e incorporações e na liquidação de algumas instituições mais frágeis, a crise afeta os Recursos Humanos das empresas de diversas maneiras, a maioria delas nada boas. A começar pelo simples fato de que a crise, ainda hoje mais nos jornais do que no mundo real quando falamos de Brasil, gera um profundo sentimento de ansiedade, insegurança e perturbação emocional. Muitos estarão se perguntando, exatamente agora, que notícia os espera na empresa quando chegarem ao trabalho amanhã.

Se a empresa se funde ou é incorporada por outra, os dias, para os trabalhadores, se tornam lentos, cheios de angústia, pois as pessoas se perguntam o tempo todo quem vai sobreviver quando os cortes inevitáveis de pessoal começarem. E, por fim, perdem todos quando começamos a ver companheiros de trabalho, colegas de outras empresas e até desconhecidos perdendo os empregos, pois, embora não pareça, a má-sorte de alguns parece ser – e muitas vezes é - a nossa própria má-sorte.

É possível evitar esse estado de coisas? Embora uma andorinha sozinha não faça o verão, como diz sabiamente o ditado, acredito que uma gestão de pessoas desenvolvida com sabedoria pode representar para as empresas, de modo geral, uma eficiente bóia salva-vidas em momentos de crise.

Um estudo recente promovido pelo Hay Group, acerca de fusões e aquisições, e apresentado no 34º Congresso Nacional de Gestão de Pessoas, o CONARH, em agosto passado, revelou que o maior ganho quando empresas se juntam ou são incorporadas por outras não está na prometida geração de receitas que ambas as estruturas, agora unidas, deveriam produzir, uma estimativa que quase nunca se cumpre, mas, principalmente, nos ganhos proporcionados com a incorporação de novas idéias, novos projetos, novas patentes e novos funcionários. Nesse sentido, a pesquisa revela algo que já sabemos há muito tempo, ou seja, que as pessoas são o principal ativo das organizações, daí porque protegê-las das crises é, sem dúvida, uma ótima idéia.

Mas se você acha que esta visão situa-se, ainda, em um mundo ideal, vale a pena conhecer o que fez o banco de investimentos Nomura, ao adquirir as operações européia e asiática do Lehman Brothers: anunciou investimentos para a manutenção dos 2.500 funcionários da instituição, que receberão, inclusive, incentivos para permanecerem em seus postos.

Importantes consultorias de recrutamento e seleção de executivos estão convencidas de que, a despeito de toda crise, a carência por pessoal de talento não será resolvida, o que torna evidente que, perder gente importante hoje pode ser um desastre ainda maior do que ter que conviver com um período de escassez de crédito.

Empresas que conhecem sua força de trabalho, que já mapearam as competências que integram suas equipes, que conseguem ser flexíveis e adaptar os perfis a novos tempos, sejam eles de oportunidades ou de restrições, vão sair fortalecidas desta e de quaisquer outras crises que surgirem e certamente surgirão. Uma gestão eficaz de pessoas é, e sempre será, o melhor amortecedor contra crises econômicas, sejam elas geradas aqui dentro ou importadas por fluxos financeiros. Por isso, vai aqui um conselho: em um mundo em crise, pense, acima de tudo, em seu pessoal. Eles são a chave para um futuro melhor.

(*) Ralph Arcanjo Chelotti é Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional).



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